Próximo Jogo


23.08 vs 20h30

quinta-feira, 21 de Agosto de 2014

Evolução ou estagnação?


Todos reconhecemos a importância que a Equipa B tem na evolução dos jovens jogadores, nomeadamente nos dois anos seguintes às suas passagens pelo escalão de júnior. No entanto, a partir desse limite, a permanência nos "bês" deixa de ser benéfica para os atletas. E porquê?  

Não há evolução quando o jogador está sujeito sempre aos mesmos estímulos, quer ao nível do treino quer do jogo. A dificuldade tem de aumentar, para que os jogadores se superem, e só assim é possível uma aprendizagem contínua. É fundamental que os jogadores sejam confrontados com realidades que lhes exijam melhorar os seus comportamentos, para que alcancem o sucesso. Para aumentar a dificuldade que os jogadores vão encontrar, há que mudar o contexto onde estão inseridos e, para tal, só há duas soluções: "subi-los" para a equipa principal ou emprestá-los a Clubes de 1ª divisão.

Infelizmente, o Sporting CP, e apesar de ser um Clube que aposta claramente nos jogadores formados na sua academia, tem jogadores sem qualidade no plantel principal a tirar espaço a alguns destes elementos da Equipa B com grande potencial. Sendo assim, a solução terá mesmo de passar pelos empréstimos. É notório que há um receio excessivo de se apostar em determinados jovens, mesmo quando os "concorrentes" são claramente inferiores, principalmente do ponto de vista técnico. 

Para mim é por demais claro que jogadores como Diego CapelHéldon ou André Geraldes não são superiores a jogadores como Ricardo EsgaioFilipe Chaby ou Iuri Medeiros, por exemplo. Estes últimos são miúdos, é verdade, e também é verdade que vão errar muitas vezes. Mas só assim vão evoluir e crescer enquanto jogadores. Estão na idade certa para o fazer e aprenderem com isso, ao invés de dois dos acima citados (Héldon e Capel), em que os erros não favorecem em nada a sua evolução. Pelo contrário, têm como único resultado prejudicar a qualidade da equipa, ainda que de forma involuntária.  

Desengane-se quem pensa que uma mudança para um contexto mais exigente só favorece os jogadores do ponto de vista técnico. O caso de João Mário é um claro exemplo disso mesmo. Dos comportamentos pouco profissionais ocorridos na Equipa B a titular de um Clube da 1ª divisão, foi muito rápido. Quero com isto dizer que, tirando-os da sua zona de conforto, eles não só vão evoluir técnica ou tacticamente mas, também, evoluir como homens, tornando-se mais responsáveis e mais profissionais para que possam vingar no mundo do futebol. 

Em suma, devo dizer que estou algo preocupado pelo facto de faltarem apenas 10 dias para o fecho do mercado de transferências e muitos jogadores que pertencem a outro contexto competitivo ainda se encontrarem na Equipa B. Jogadores como Betinho, Iuri MedeirosFilipe Chaby, Tobias Figueiredo ,e etc., precisam claramente de mudar de ares. Há que resolver rapidamente este tipo de situações para que os jogadores possam continuar a sua evolução.

E vocês, o que pensam que deveria ser feito na gestão das carreiras destas jovens promessas?

Modalidades: Andebol leonino derrota espanhóis no Torneio "Os Belenenses" | Hóquei leonino volta a golear no Torneio Zé Du

  • Andebol (Torneio "Os Belenenses")
A equipa de Andebol do Sporting CP defrontou, esta Quinta-feira, a formação espanhola do BM Cangas Frigoríficos del Morrazo, vencendo o desafio por 35-29. Ao intervalo, os leões detinham 2 golos de vantagem sobre os espanhóis (18-16).

(Em actualização)


  • Hóquei em Patins (Torneio Zédu)
O Sporting CP continua em plano de destaque na 13.ª edição do Torneio ‘Zé Du’: depois da vitória por 0-5 frente ao CD 1.º Agosto, no primeiro jogo na prova, os leões bateram hoje uma Selecção de jogadores oriundos dos Clubes de Maputo por 0-7.

Ao intervalo, a formação verde-e-branca já vencia por 0-2, com golos de João Pinto e Pedro Delgado (Bekas). Na segunda parte, a vantagem leonina foi dilatada com tentos de João Pinto (por duas vezes), Carlitos, Bekas e André Moreira.

Amanhã, os comandados de Nuno Lopes defrontam a Selecção Sub-21 de Espanha, de novo no pavilhão Kilamba, em Luanda, às 20h30.

quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

Mestre? Só o Tempo...

O Sporting Clube de Portugal concretizou as transferências de Marcos Rojo (para o Manchester United FC) e Nani (por empréstimo do gigante inglês, envolvido na transferência do defesa argentino). Vamos então discutir a transferência sobre dois pontos de ordem:
  • Âmbito Desportivo
A perda qualitativa com a saída de Marcos Rojo é, quanto a mim, inegável. Depois da saída de Eric Dier saiu agora o argentino - a dupla que idealizava para o centro da defesa do 11 titular do Sporting CP em 2014/15. Porém, ainda que o ideal talvez fosse fazer entrar mais um central - o tal "patrão da defesa" (Rojo também não o era, mas seria talvez o que mais se aproximava desse estatuto), as opções disponíveis são várias e, embora não tenham a qualidade dos que saíram, todos eles me dão algumas garantias de consistência e fiabilidade (afinal, apesar de tudo, só saiu um elemento do quarteto defensivo titular em 2013/14). O francês Naby Sarr parece ainda verde mas com bastante potencial, o português Paulo Oliveira pode melhorar assim que elevar os níveis de concentração, e o egípcio Ramy Rabia, que nunca vi jogar, traz boas indicações. E ainda há Tobias Figueiredo, pronto a ser aposta. O único senão será talvez a juventude e subsequente falta de experiência, comum a todos eles...

O ganho qualitativo com o ingresso de Nani é-me igual e mais vincadamente ainda inegável. Se não gostei particularmente do que vi dele na fase final da época passada, ao serviço do gigante inglês, nem depois ao serviço da Selecção portuguesa - claramente fora da forma de outros tempos, também admito que é um elemento acima da média, quer comparativamente a Diego Capel ou Héldon (veremos se algum dos dois ainda se transferirá) quer para o campeonato português. Ficamos, portanto, a ganhar um jogador de vital importância no jogo colectivo, particularmente no que ao futebol ofensivo concerne.

Em suma, e face às expectativas há um par de dias (isto é, que Marcos Rojo saísse por 20M € sem demais contrapartidas desportivas), conseguir incluir um jogador como Nani nas negociações, suprindo uma das grandes lacunas do plantel leonino, sem quaisquer encargos salariais (refira-se que o internacional português ganha qualquer coisa como 5M €/ano) é de facto um negócio excelente. E não levo aqui em conta o marketing e merchandising inerente à chegada de Nani, que não será com certeza de somenos...
  • Âmbito Económico-Financeiro
Além dos 20% do total da transferência a que os russos do FC Spartak de Moscovo tem direito (correspondentes a 4M €), foi igualmente comunicado que, na sequência da resolução de contrato (não confundir com rescisão - consultar "Agora é que elas Doyen") com a Doyen Sports, alegando justa causa, o Sporting Clube de Portugal ressarcirá imediatamente o Fundo no mesmo valor que investiu aquando da aquisição do defesa argentino pelos Leões (o que corresponderá a cerca de 3M €).

Assim, contas feitas, o Sporting Clube de Portugal arrecada qualquer coisa como 13M €, com a transferência do vice-Campeão Mundial, mais 20% da mais-valia de uma futura transferência acima de 23M €.

Foi anunciado por Bruno de Carvalho (e posteriormente comunicado à CMVM) que 9M € (dos 20M € totais da transferência de Marcos Rojo) reverterão para a Missão Pavilhão e que, inclusivamente, se pretende avançar encetar as devidas diligências, junto das entidades competentes, para que a obra seja iniciada com a maior celeridade possível. Sobram, assim cerca de 4M € do total da transferência que, refira-se, só estará completamente saldada no final da corrente época (os Leões recebem 10M € a pronto pagamento, mais 10M € em duas tranches de 5M € cada - a primeira saldada a 1 de Dezembro próximo e a segunda a 1 de Julho de 2015).

Mas tal só é possível, no imediato, face à resolução do contrato com o Fundo de Investimento Desportivo supracitado (que engloba também 35% dos direitos económicos de Zakaria Labyad). Como é público, a Doyen Sports remeteu a contenda para os seus advogados, pelo que a vitória de Bruno de Carvalho e do Sporting CP é apenas relativa. E temporária, dependendo da decisão final em tribunal e da morosidade da mesma.

Posto isto, e porque é sempre melhor prevenir que remediar, Bruno de Carvalho e o Sporting Clube de Portugal deveriam resguardar a quantia passível de ressarcimento à Doyen Sports, em caso de vitória jurídica destes (20M € chegarão?). Para isso, uma futura (e expectável) venda de William Carvalho (ou qualquer outra transferência que englobe valores iguais ou superiores a 20M €), por exemplo, no imediato ou no futuro, deveria ficar desde já cativa, para qualquer eventual contratempo, quanto a esta matéria em particular. De outra forma, terá o Sporting Clube de Portugal capacidade para arcar com uma possível perda neste processo?

Se me parece que a Direcção conseguiu encontrar uma fonte de rendimentos extraordinária (isto é, que não tinha), face aos valores até agora despendidos em transferências e a aparente facilidade com que se entram em contenciosos desta ordem, também me parece que o poker de Bruno de Carvalho enceta demasiado risco (financeiro, leia-se) para o Clube.

Não está em causa a (falta de) confiança no Departamento Jurídico do Clube mas, antes, a noção de que se tratar de um processo de difícil resolução, independentemente da minha antipatia particular, e de longa data, relativa aos Fundos de Investimento Desportivos. Outros casos houve em que o Clube saiu vencedor de contendas jurídicas difíceis, como relativamente a Bruma, mas para lá da competência é preciso não abusar da sorte. Afinal, o comboio não pára duas vezes na mesma estação...

Modalidades: Futsal leonino perde ante russos do Nolrisk | Andebol leonino apresenta-se com vitória clara ante Passos Manuel | Hóquei leonino goleia na estreia do Torneio Zedu

  • Futsal (Amigável)
No primeiro encontro particular jogado em Lisboa, os pupilos de Nuno Dias saíram derrotados por 2-4 frente à formação russa do MFK Norilsk Nickel, equipa que chegou aos Quartos-de-Final da liga russa na época transacta.

No Multidesportivo de Alvalade, foi o Clube verde-e-branco a inaugurar o marcador por Alex, ao minuto 16, através de um remate diagonal na direita do ataque Sportinguista, justificando a boa exibição realizada até então, com destaque para a pressão defensiva e para os lances atacantes de bola parada.

A vantagem verificada ao intervalo em nada diminuiu a equipa russa que, ao longo dos 40 minutos, demonstrou grande afinco defensivo e sentido de oportunidade nas perdas de bola leoninas, tendo sido neste tipo de lance que acabou por virar o marcador com dois golos ao minuto 32, por intermédio de Anatoly Zykov e Sergey Popov. O iraniano Ali Asghar Hassanzadeh aumentou a vantagem para 1-3 na marcação de um livre directo, reduzindo o Sporting CP por intermédio de um auto-golo de Chashchin Constantine. A sete segundos do fim ficou reservado o melhor golo do encontro, saído do pé direito de Vladimir Ryabinin, de uma baliza à outra, com Alex a guarda-redes.

No final, o brasileiro e Nuno Dias realçaram o lado positivo de jogar com equipas de bom calibre nesta fase da pré-época. “Um jogo com boa intensidade. Podíamos ter feito melhor mas como preparação foi positivo. Prefiro jogar com equipas deste nível e perder do que jogar com equipas mais fracas e ganhar, pois só assim conseguimos ver os nossos erros”, acrescentou Alex. Nuno Dias demonstrou-se pouco preocupado com o facto de o perigo do ataque russo ter surgido apenas no aproveitamento de perdas de bola. “Temos apenas duas semanas de trabalho. É normal que, com a fadiga, esse tipo de erros aconteçam com regularidade”, finalizou.
  • Andebol (Apresentação aos Sócios)
Vitória dos leões por 32-24 sobre o NAAL Passos Manuel na apresentação da equipa aos associados. Destaque para as exibições de Pedro Spínola com oito golos, Rui Silva com sete e Bruno Moreira com três, estando também em evidência do ponto de vista defensivo, Bosko Bjelanovic.

A formação leonina esteve sempre na frente do marcador, numa partida onde, à excepção dos jovens Edmilson Araújo e André Lourenço, todos os elementos jogaram - inclusive alguns elementos da equipa júnior.

Antes do início do encontro, Bruno Moreira recebeu a braçadeira que irá envergar na época 2014/2015. O novo capitão disse sentir-se honrado com esta nomeação e recebê-la no dia em que completou 30 anos será um momento que nunca mais irá esquecer. Também de parabéns esteve Pedro Spínola que completou 31 anos de idade.

Quanto ao jogo, Bruno Moreira considerou um teste com muitas falhas, ainda que seja normal para início de época. O pivot garante que, com o tempo, as rotinas serão aperfeiçoadas. Também Frederico Santos sublinhou o facto de ainda estarmos em início de época. “Não estamos nem nas melhores condições físicas nem técnico-tácticas. Foi um jogo bem disputado pelas duas equipas e estamos satisfeitos com o que fizemos mas, naturalmente que está muito longe daquilo que esperamos. Temos tido cargas físicas muito elevadas e os atletas têm correspondido, por isso, é normal que acusem nos jogos o cansaço do trabalho realizado durante os treinos”, realçou.
  • Hóquei em Patins (Torneio Internacional José Eduardo dos Santos)
Uma semana depois de ter começado a pré-época, a equipa leonina estreou-se na prova de Hóquei em Patins que anualmente celebra o aniversário do Presidente de Angola. Na primeira jornada do Torneio Internacional José Eduardo dos Santos, a decorrer desde esta Quarta-feira e até Domingo, o Sporting CP venceu o CD 1º de Agosto por 0-5.

João Pinto (bis), Carlitos, Tiago Losna e Becas foram os marcadores leoninos desta partida.

A prova conta com oito equipas e marca o 72º aniversário de José Eduardo dos Santos, disputando-se este ano no mesmo pavilhão que acolheu o Mundial de 2013, no Multiusos do Kilamba, perto de Luanda. No dia de abertura da prova a Associação Juventude de Viana, que conta com o internacional espanhol Pedro Gil (participa a convite), bateu o Andes Talleres SC da Argentina por 5-4. Já o Clube Académica de Luanda goleou a África do Sul, composta por jogadores da Associação Portuguesa de Pretória. A seleção sub-20 de Espanha entrou a golear Moçambique (10-2).

Esta quinta-feira, o Sporting CP, única equipa portuguesa em prova, defronta Moçambique. 

Juniores: Derrota caseira ante Estoril

A equipa de Juniores do Sporting CP perdeu em casa com o GD Estoril-Praia por 2-3, em jogo a contar para a Jornada 2 do Campeonato Nacional.

Os leões entraram bem na partida, assegurando o domínio do jogo e à procura de se instalar no meio-campo adversário. Após o primeiro lance de perigo do encontro, protagonizado por José Postiga, a equipa da casa permitiu que o GD Estoril-Praia inaugurasse o marcador: à passagem do minuto 18, Edmilson bateu Vladimir Stojkovic, finalizando uma jogada de contra-ataque rápido. O Sporting CP respondeu e, dez minutos mais tarde, chegou ao empate com um golo de José Postiga, não conseguindo, no entanto, evitar que os estorilistas voltassem a colocar-se em vantagem, por intermédio de Luís Almeida, perto do intervalo.

Na segunda parte, os leões entraram decididos a dar a volta ao resultado, com a bola a rondar por várias vezes a área adversária. Na sequência de um pontapé de canto, a equipa verde-e-branca chegou ao empate, com Ivanildo Fernandes a cabecear para o fundo das redes de Edgar. O Sporting CP estava por cima do encontro e adivinhava-se a reviravolta no marcador, quando, em novo lance de contra-ataque rápido, Edmilson fez o seu segundo golo e estabeleceu o resultado final.

“Tínhamos o controlo do jogo, mas, na primeira transição rápida, o Estoril marcou e a nossa equipa ficou intranquila. Na segunda-parte, dominámos completamente a partida, mas não conseguimos ser eficazes. Temos de ter mais discernimento e maturidade”, explica José Lima, treinador dos leões. “É uma equipa que está em construcção. Vamos dar tempo ao tempo”, concluiu.

A próxima jornada está agendada para o próximo dia 23, Sábado, pelas 17h, em nova recepção, desta feita ao SG Sacavenense.

terça-feira, 19 de Agosto de 2014

OFICIAL: Rojo transferido para o Manchester United; argentino rende 20M € e o empréstimo de Nani por uma época (livre de encargos)

Está consumado, Marcos Rojo foi transferido para o Manchester United FC. Depois de um período conturbado, em que o atleta tentou forçar a saída de Alvalade recusando-se, inclusivé, a treinar, o argentino rende 20M € aos Leões e ainda o empréstimo do ala/extremo Nani, de 27 anos, por uma temporada. Apesar do referendo com o Fundo De Investimento, de acordo com a resolução dos contratos encetada pelos Leões, a Doyen Sports receberá apenas 3M €, sendo que o Presidente Bruno de Carvalho adiantou que 9M € da transferência do argentino reverteriam para a Missão Pavilhão, ficando portanto a faltar cerca de 700 mil € para os 10M € idealizados. O FC Spartak de Moscovo, ex-Clube de Marcos Rojo, terá direito também a 4M €.

Sete anos depois, o filho pródigo regressa a Alvalade, suprindo uma das maiores carências do plantel leonino.

Ao serviço dos LeõesMarcos Rojo alinhou em 61 jogos oficiais, 5287 minutos, onde somou 7 golos e foi sancionado com 23 cartões amarelos, 4 duplos amarelos e 1 vermelho directo.


O regresso de Nani foi confirmado pelo próprio Bruno de Carvalho, que adiantou não ser ainda possível a sua apresentação devido à situação do voo de regresso do extremo.

Leia, abaixo, o Comunicado do Sporting CP:
A Sporting Clube de Portugal, Futebol, SAD informa ter chegado a acordo com o Manchester United Football Club Limited para a aquisição, a título definitivo, dos direitos desportivos e 100% dos direitos económicos do jogador Marcos Rojo, pelo valor total € 20.000.000,00 (vinte milhões de euros), pagos em três prestações: € 10.000.000,00 pagos de imediato e duas prestações de € 5.000.000,00, cada, pagas em 1 de Dezembro de 2014 e 1 de Julho de 2015. 
Do valor acima referido e de acordo com o contratualizado, serão pagos ao FC Spartak de Moscovo € 4.000.000,00, em proporção dos valores recebidos pela Sporting SAD do Manchester United. Mais se informa que o referido acordo prevê ainda o direito da Sporting SAD a receber 20% da mais valia numa futura transferência do jogador por montante superior a € 23.000.000,00
Em simultâneo a Sporting SAD chegou ao acordo com o Manchester United para a cedência temporária, livre de encargos, para a Sporting SAD do atleta Nani, até ao final da época 2014/2015. 
Em relação à Doyen Sports Investments Limited, e em consequência da resolução com justa causa do contrato celebrado com esta entidade para a comparticipação dos direitos económicos do Jogador, a Sporting SAD informa que restituirá, de imediato, à Doyen o valor investido por esta entidade, nos termos legais (~3M €). 
Com esta operação, o Conselho de Administração da Sporting SAD comunica que pretende afectar, em termos legais a definir, 9 milhões de euros à construção do Pavilhão do Sporting Clube de Portugal, continuando a Missão Pavilhão em funcionamento até ser angariado o valor de 1 milhão de euros. O concurso de adjudicação para a construção do Pavilhão está na fase de conclusão, prevendo –se que as necessárias autorizações dêem entrada nas entidades competentes, designadamente na CML, com a maior celeridade, para que o início da construção do novo Pavilhão do Sporting seja uma realidade o mais breve possível.

Semanas complicadas?

Quando tudo fazia prever uma semana tranquila até ao jogo de Coimbra, eis que rebentam dois casos disciplinares, com dois dos jogadores nucleares da equipa em 2013/14, Marcos Rojo e Islam Slimani.

Desde logo, e mormente por isso, abateu-se a desconfiança no Reino do Leão, pese embora os academistas parecessem, à partida, uma presa fácil.

O jogo em si até começou bem, e aos 15' André Carrillo inauguraria o marcador depois de uma bela jogada, finalizada com o centro de Jefferson e o golo do peruano. O futebol praticado até então e mais 15/20 minutos após foi, de facto, vistoso. Ao ponto de nos ficar a nítida sensação que - até porque tivemos oportunidades para isso - podíamos ter "fechado" o jogo logo nesse período.

Mas eis que, sem nada o prever nem qualquer justificação lógica (que eu consiga encontrar, pelo menos), a equipa baixou as linhas. Ainda que mantendo o domínio do jogo, a gestão do resultado foi o objectivo em mente até ao intervalo, e assim foi. Depois dos 15 minutos de intervalo cumpridos, a equipa regressou para a 2ª-Parte, e entrou desde logo mal, na consequência dos últimos 10/15 minutos do primeiro tempo. A preocupação inerente a quem vê a equipa baixar demais assolou-nos novamente, ainda que acreditando ser possível, apesar de tudo, no 11 vs. 11. O jogo foi-se desenrolando de forma algo periclitante para os leões até que, aos 66', William Carvalho decide auto-expulsar-se.

Já tinha sido visível, nos jogos que completou na pré-temporada, que William Carvalho demonstrava um descuido posicional e uma displicência que não lhe era, de todo, reconhecível. Deu-se o desconto pois, afinal, tratavam-se de jogos mais ou menos "a feijões". Em Coimbra, pese embora a segurança que transmite em campo, num sector crucial para o jogo, o internacional português voltou a denotar as mesmas deficiências e, com isso, viu-se expulso, sem apelo nem agravo, por duas faltas (ambas merecedores de cartolina amarela) que podia perfeitamente ter evitado, estivesse ele ao nível que demonstrou em 2013/14. E foi muito nesta displicência geral, personificada em William Carvalho, que o Sporting Clube de Portugal acabou por perder 2 pontos.

Se a lesão de Cédric Soares foi uma contrariedade própria do jogo, a decisão pela não inclusão de Ricardo Esgaio na Ficha de Jogo foi um erro de monta da equipa técnica liderada por Marco Silva. Com dois alas/extremos no Banco de Suplentes, era mais lógico abdicar de um deles (eu teria deixado Diego Capel de fora, até pela polivalência de Carlos Mané), incluindo Ricardo Esgaio que, além de poder cobrir a lesão de Cédric Soares, poderia constituir opção também para a ala direita do ataque ou até para o meio-campo. Parece-me óbvio e inegável a constatação deste erro, que acabaria por empregar em Orioll Rosell, primeiro, e Paulo Oliveira, depois, responsabilidades acrescidas.

Mas Marco Silva fez ainda pior: ao invés de reequilibrar o meio-campo leonino, após a expulsão de William Carvalho, o treinador decidiu deixar o centro nevrálgico do terreno entregue apenas a Orioll Rosell e André Martins, fazendo entrar Diego Capel para o lugar de Héldon e pedindo-lhe que fechasse mais nas transições defensivas, à semelhança de André Carrillo. Por muito esforço e voluntarismo que se lhes reconheça, sabemos perfeitamente que tais tarefas são responsabilidade a mais para tais jogadores (que são, e bem, de muito maior índole ofensiva). Perdeu-se o meio-campo e, o controle do jogo que tínhamos tido, apesar de tudo, até à expulsão.

Ainda assim, não fossem todas as vicissitudes do jogo, faltaram-nos um par de minutos para assegurar os 3 pontos, que acabámos por perder num lance caricato, em que toda a defesa se atrapalha quase inacreditavelmente e André Carrillo acaba por falhar o alívio. O mesmo peruano que, quanto a mim, fez porventura a melhor exibição de que me lembro ao serviço do Sporting CP, confirmando as boas indicações deixados em toda a pré-temporada. Oxalá assim continue e faça da regularidade exibicional (a alto nível, leia-se) a cédula de qualidade que lhe falta.

Não foram só azares, nem só contrariedades. O lance do golo do empate é revelador da aselhice que assombrou a equipa a partir de certo momento, fruto de más decisões técnicas e da diminuta qualidade individual, decerto. Só se deixa enganar quem quer, pois é mais que notório não termos plantel para ombrear na luta pelo título, de momento. Nem me pareça que venhamos a ter nos próximos anos, como sempre fiz questão de sublinhar...

Resultado final? Divisão de pontos e pedidos avulso de cabeças em salvas de prata. Psicológico-motivacionalmente, a semana pré-jogo não foi fácil para o plantel (não há como o negar) e, até final do Mercado de Transferências de Verão - mais duas semanas, portanto, o que coincide com o fim-de-semana do Derby da Luz - vão ser dias e dias de uma depressão que só dois factores podem apagar: o primeiro, e mais importante, as vitórias, a começar já no próximo Sábado, ante o FC Arouca, e, em segundo, a improvável aquisição de um ou dois reforços de real mais-valia (eu diria mesmo impossível mas, enfim, sonhar ainda não paga imposto).

A minha opinião é a mais equilibrada possível, salvo raras excepções, e, porventura, talvez me tomem por alguém que não toma  Sporting Clube de Portugal tão emocionalmente quanto se esperaria, precisamente por essa minha característica. Não é verdade, trata-se pura e simplesmente de um sentido muito meu e que me faz valer (quase) sempre a razão ao invés da emoção porque, afinal, é preciso algum distanciamento para não se cair em determinados erros. Depois do jogo de anteontem, vi "queimados" desde o treinador a metade do plantel, por motivos vários que eles lá saberão e aos quais não consigo encontrar qualquer razoabilidade, para lá do raciocínio. É normal, entendo-o mas, para mim, é conversa fiada, pura e simplesmente.

O defesa argentino Marcos Rojo deu também anteontem uma "entrevista curta" à Sporting TV onde, sem nunca pedir desculpas expressas, estabeleceu um mea culpa cordial. E chamar-lhe entrevista já é favor...

Ninguém no seu perfeito juízo achará que tudo será como antes. Aliás, pelas pistas que o argentino deixou, o mais certo é ter cumprido com a obrigação de tentar limpar a imagem de mau profissional que deixou, ao forçar a saída e recusando-se a treinar, para poder ser seguidamente transferido com menor carga negativa. A ver vamos...

Adenda: Há já notícias insistentes quanto ao negócio que envolverá a saída de Marcos Rojo para o Manchester United FC, envolvendo o empréstimo de Nani ao Sporting Clube de Portugal.

A confirmar-se, para além do já discutido relativamente à perda desportiva pela saída do argentino e à quase nula mais-valia financeira (entre diferendo com a Doyen Sports e o contratualizado com o ex-Clube do defesa, FC Spartak de Moscovo), o empréstimo de Nani é, para lá do negócio possível, uma jogada de mestria, suprindo uma das grandes carências da equipa. Esperemos por mais desenvolvimentos.

Resta ao argelino Islam Slimani segui-lhe as pisadas, se bem que, no caso do avançado, seria muito mais importante a sua permanência no plantel, pelas suas valias específicas e que nenhum outro avançado reúne no plantel do Sporting Clube de Portugal - não querendo com isto dizer que será melhor ou pior que os outros. Caso contrário, adivinha-se nova incursão no Mercado.

Por entre as bancadas, (res)surgem nascentes de revolta, seguros por certo de uma coerência atroz. Há inclusivé alguns cuja maior imagem de marca é o silêncio de que se usaram grande parte de 2013/14, particularmente após as coisas começarem a correr contrariamente às advocacias que preconizavam, e que ressurgem agora, convenientemente, num período de maior tumulto. Elucidativo, não é?!

A pluralidade de opinião é (sempre) salutar. Porém, confundi-lo com opinião indisfarçavelmente tendenciosa é desonesto. Nesta "guerra", os tambores já rufam por aí, para quem estiver suficientemente atento. Não há nenhuma casa a arder, mas quem vive em palhotas nunca está 100% seguro. Resta esperar, no desejo íntimo de que se voltem a calar, pois será sempre um óptimo indicador.

segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

Nota do primeiro exame: falta de inteligência


Primeiro que tudo, queria pedir desculpa pelo atraso na publicação deste post. Relativamente ao jogo, foi um grande balde de água fria e mais um "abre-olhos", para todos os que acham (ou achavam) que o plantel tem qualidade para ganhar o campeonato. Com realismo, sou da opinião que será preciso um campeonato muito fraco dos nossos principais rivais para que o Sporting CP consiga terminar no 1º lugar. Digo isto mesmo tendo em conta o acréscimo de qualidade que penso haver, no que ao treinador diz respeito.

Os 15 minutos iniciais não faziam esperar tal desfecho, mas como se diz no futebol "quem não marca sofre". No geral, penso que o Sporting CP até realizou um jogo bem conseguido, onde foi possível ver uma equipa organizada mas com os jogadores libertos da rigidez táctica que era visível no modelo de jogo do anterior treinador. Muita dinâmica e variabilidade na escolha dos caminhos para chegar ao golo:
  • Corredor Lateral - Como foi visível na pré-época, muito boas as combinações nos corredores laterais. Extremos mais por dentro, deixando a profundidade dos flancos para os respectivos laterais. Infelizmente, e devido à péssima opção de Marco Silva em não levar nenhum defesa-lateral para o banco, o corredor direito deixou de ter esta dinâmica, depois da lesão de Cédric Soares
  • Corredor Central - Devo dizer que foi o aspecto que mais gostei de ver no jogo de Coimbra. A procura do corredor central no processo de criação de jogadas de perigo foi evidente, e só não deu resultados práticos porque os executantes não apresentam a qualidade necessária. Abaixo, dois exemplos de como a tomada de decisão é fundamental:



Para concluir a analise à organização ofensiva, e como o nome do post indica, foi a falta de inteligência que impediu o Sporting CP de ganhar o jogo em Coimbra. Os lances apresentados, assim como outros, tinham um grande potencial. Infelizmente não resultaram em nenhum golo, sobretudo porque os seus executantes não decidiram bem. De referir também que, mesmo reduzidos a 10, foi gritante a falta de inteligência de determinados jogadores. Estes constantes erros na tomada de decisão resultaram em perdas de bola, e, consequentemente, em desorganização defensiva, quando o mais fundamental era a manutenção da posse de bola. 

Abordando agora a organização defensiva, a equipa organizou-se em 4x4x2, com Fredy Montero e André Martins a pressionar a 1ª fase de construção do adversário, mas os restantes jogadores a mais metros do que seria aconselhável. A boa ocupação do espaço foi fundamental para impedir a AA Coimbra de criar situações de perigo. Infelizmente, a expulsão de William Carvalho revelou-se um momento-chave no desequilíbrio defensivo, e consequentemente no desfecho do jogo. 

Foi óbvio que a equipa não estava preparada tacticamente para jogar com 10 jogadores e, para piorar tudo, como já referido acima, aquando da recuperação da bola eram péssimas as decisões dos executantes, resultando sempre numa má circulação de bola e em transições sem perigo.

Para terminar, os destaques:

  • Naby Sarr: Forte nos duelos, como seria de esperar, mas a revelar dificuldades ao nível do posicionamento, principalmente a partir da entrada Schumacher. Não sei se por indicações vindas do banco ou não mas, a verdade é que depois da entrada do ponta de lança da AA Coimbra, o central francês esqueceu os comportamentos zonais e só se preocupou em marcar HxH. 
  • William Carvalho: Quando se tem influência negativa num lance tão determinante não se pode dizer que fez um jogo excelente, mas a verdade é que, até à expulsão, o internacional português estava a realizar um jogo muito bem conseguido.
  • André Carrillo: No melhor e no pior. Foi o principal dinamizador do ataque leonino, marcando inclusivé o   único golo do Sporting CP, mas o seu jogo ficou também marcado por inúmeras más decisões com bola, nomeadamente no lance do golo que resultou no empate.
  • Héldon: Mais um jogo que mostrou bem que não tem qualidade para um Clube como o Sporting CP. Além de tecnicamente ser um jogador banal, junta a isso uma falta de inteligência gritante.
  • Fredy Montero: Bom jogo do avançado colombiano. Infelizmente, há muita boa gente que sustenta as análises sobre o rendimento do colombiano no critério dos golos marcados, mas tal opção é quanto a mim demasiado redutora para a justificar a influência que o colombiano tem ou não no futebol do Sporting CP. São os apoios frontais dele que melhoram (muito) a utilização do corredor central, aquando do processo de criação. Para que ele marque golos, bastará adquirir um ou dois jogadores fortes na tomada de decisão e com qualidade técnica para o servir bem. Estou seguro que, nessas circunstâncias, voltará o goleador com que vibrámos em 2013.
  • Marco Silva: Apesar de ter apresentado uma equipa bem organizada e com princípios de jogo muito bons, foi incompreensível a opção por apenas Paulo Oliveira como elemento defensivo no banco de suplentes, sendo este um jogador sem características para jogar na ala. Já com 10 jogadores, e tendo em conta o facto de ainda não ser uma situação trabalhada (algo normal numa fase tão inicial da época), Marco Silva não tomou as melhores decisões, nomeadamente ao nível das substituições. Tirar André Martins e deixar em campo jogadores como André Carrillo ou Diego Capel não contribuiu em nada para que o Sporting CP fosse capaz de defender com bola, controlando o jogo com mais posse de bola.
Em suma, muitos e variados erros cometidos, tanto pelos jogadores como pelo treinador, impediram que o Sporting CP saísse de Coimbra com os 3 pontos. Este é daqueles jogos com que se aprende muita coisa e que convém recordar de modo a não repetir os erros cometidos. Como já referi, se o objectivo for de facto a conquista do campeonato, será fundamental contratar um jogador desequilibrador para o ataque, que seja forte na tomada de decisão. Sem dramatismos, porque a época ainda agora começou, e temos tudo para melhorar, já no próximo jogo.

domingo, 17 de Agosto de 2014

Futsal: Leões conquistam "Arcos Futsal Cup"

A equipa de Futsal do Sporting CP defrontou hoje a formação do ACD Amigos de Sá, para o Torneio Internacional "Arcos Futsal Cup", vencendo o desafio por esclarecedores 0-20. Ao intervalo, os leões venciam por contundentes 0-10.

Djô, Fábio Aguiar (bis), Alex (hat-trick), Paulinho (bis), Fábio Lima, Pedro Cary, Miguel Ângelo (poker), Diogo (bis), Caio Japa (hat-trick) e Cássio foram os marcadores leoninos desta partida.

Já este Domingo, a formação de Futsal do Sporting CP defrontou os russos do Novaya Generatsiya Syktyvkar, para a Final do "Arcos Futsal Cup", vencendo o desafio por 4-1. Ao intervalo, os leões venciam a formação russa por 3-1.

Miguel Ângelo, Djô, Paulinho e Fábio Lima foram os marcadores leoninos desta partida.

Formação: Equipa B conquista a 1ª vitória da temporada | Juniores leoninos entram com o pé direito | Juvenis entram a golear

  • Equipa B (Segunda Liga)
O Sporting B conseguiu a primeira vitória na Segunda Liga 2014/15 na recepção ao CD Santa Clara, por 3-1, corrigindo a derrota na jornada inaugural, em Faro.

Após uma boa entrada no encontro, os leões colocaram-se em vantagem por intermédio de Lewis Enoh, que desviou com um toque subtil na área um cruzamento de Ricardo Esgaio. Sem que nada o fizesse prever, os açorianos chegaram ao empate na sequência de um pontapé de canto, com Materazzi, sozinho, a cabecear para o 1-1 com que se atingiu o intervalo.

Na segunda-parte, a equipa verde-e-branca reagiu ao golo sofrido, dominou, teve mais posse de bola mas encontrou algumas dificuldades em furar a densa defensiva do CD Santa Clara, remetida ao seu meio-campo e a jogar no erro do adversário. No entanto, a cinco minutos do fim, e também na sequência de um pontapé de canto, Tobias Figueiredo conseguiu desmoronar a muralha açoriana com um cabeceamento que recolocou o Sporting B em vantagem, premiando a única equipa que tentava desfazer o empate. Já nos descontos, aos 93 minutos, Filipe Chaby acabou por confirmar o triunfo leonino, estabelecendo o resultado em 3-1, após boa jogada colectiva.


Na próxima jornada, os leões deslocam-se ao Algarve, para defrontar o SC Olhanense, num jogo agendado para o próximo dia 24, Domingo, pelas 16h.

  • Juniores (Campeonato Nacional - 1ª Fase - Zona Sul)
O Sporting CP iniciou da melhor forma o Campeonato Nacional de Juniores após vencer o SC União Torreense, em Torres Vedras, por 1-2, num encontro a contar para a Jornada inaugural da Zona Sul.

Fábio Martins, com um remate à entrada da área, colocou os leões em vantagem aos 41 minutos, resultado com que se atingiu o intervalo.

Na segunda-parte, e com a equipa verde-e-branca reduzia a dez unidades após expulsão de Bruno Wilson (75’), os visitados ainda conseguiram empatar por João Lobo, aos 81 minutos, mas os comandados de José Lima não desistiram e chegaram mesmo à vitória a quatro minutos do fim, através de um golo de cabeça de Ronaldo Tavares.

A Jornada 2 está agendada para o próximo dia 20, Quarta-feira, pelas 17h, na recepção ao GD Estoril-Praia.

Classificação & resultados aqui.
  • Juvenis (Campeonato Nacional - 1ª Fase - Série D)
O Sporting CP entrou com a máxima força no Campeonato Nacional de Juvenis ao vencer a Casa Pia AC por 0-6, um resultado que deixa pouca margens para dúvidas.

A equipa verde-e-branca iniciou o jogo muito pressionante e, após falta sobre Mohamend Djamanca, Diogo Fernandes inaugurou o marcador de penalty à passagem do minuto 20. Ainda antes do intervalo, os leões aumentaram a vantagem por duas vezes através de golos de Rafael Duarte e Tiago Palancha.

Na segunda-parte, os jovens jogadores liderados por Telmo Costa não deram descanso à formação casapiense. Com a mesma entrega e atitude da primeira-parte, não demorou muito até se gritar golo nas bancadas novamente: aos 62 minutos Jefferson Encada dilata a vantagem, seguindo-se os tentos de Luís Esteves e Diogo Fernandes aos 65 e 75 minutos respectivamente.

O próximo jogo está marcado para o próximo dia 24, Domingo, pelas 11h, na recepção ao SL Benfica.

Classificação & resultados aqui.

sábado, 16 de Agosto de 2014

Leões tropeçam no arranque da Liga (1-1 ante Académica); expulsão de William Carvalho crucial na exibição; Carrillo no melhor e no pior

Árbitro
Artur Soares Dias

Titulares: Rui Patrício (cap.); Cédric Soares, Maurício, Naby Sarr e Jefferson; William Carvalho, Adrien Silva e André Martins; André Carrillo, Héldon e Fredy Montero.
Suplentes: Marcelo Boeck; Paulo Oliveira; Oriol Rosell e João Mário; Diego Capel e Carlos Mané; Junya Tanaka.
Fora da Ficha de Jogo: Ricardo Esgaio.
Treinador: Marco Silva.

Golos:
  • 15' - GOLO de André Carrillo (0-1). Grande assistência de Jefferson! O cruzamento do brasileiro é óptimo, para o segundo poste, entre o guarda-redes e a defesa. André Carrillo passa Richard Ofori em velocidade e cabeceia em cima da pequena área de Cristiano, que nada podia fazer! O peruano entra a matar em 2014/15.
  • 90' + 1 - Golo de Rafael Lopes (1-1). Asneira de André Carrillo na abordagem a um lance defensivo, a bola chega a Schumacher, que serve atrasado Rafael Lopes. O avançado, de primeira, dispara forte e bate Rui Patrício.
Substituições:
  • 46' - Entra Oriol Rosell, sai Cédric Soares (por lesão). O trinco espanhol vai jogar (adaptado) na lateral-direita, visto Ricardo Esgaio ter sido preterido da Ficha de Jogo.
  • 62' - Entra Diego Capel, sai Héldon.
  • 74' - Entra Paulo Oliveira, sai André Martins. Marco Silva tenta reequilibrar o sector defensivo dos leões, depois da expulsão de William Carvalho. O central vai jogar na lateral-direita, também adaptado, enquanto Oriol Rosell ocupa agora a posição mais defensiva do meio-campo.
Disciplina:
  • 25' - Falta sobre André Carrillo, por Richard Ofore, assinalada, quando Artur Soares Dias deveria ter dado a lei da vantagem.
  • 34' - Num lance "à queima", na grande área leonina, Jefferson joga a bola com a mão, ainda que involuntariamente. Artur Soares Dias nada assinala, julgando correctamente o lance...
  • 41' - Falta sobre Cédric Soares "nas barbas" do árbitro assistente, na direita do ataque leonino, não assinalada.
  • 42' - Canto a favor dos academistas transformado em pontapé de baliza para os leões. Erro da equipa de arbitragem.
  • 45' - Cartão amarelo para William Carvalho. Por travar Rui Pedro em falta.
  • 51' - Héldon é afastado ostensivamente por Iago Santos, na área dos academitsas. Artur Soares Dias não considera ser suficiente para a marcação de grande penalidade.
  • 66' - Nova falta de William Carvalho, sobre o mesmo Rui Pedro, sancionada com o cartão amarelo, o segundo, e consequente cartão vermelho. Muito displicente, o trinco leonino, que fica de fora na recepção ao FC Arouca. Sporting CP reduzido a 10 unidades...
  • 69' - Carga sobre André Martins. Não assinalada...
  • 77' - Falta dura de Oriol Rosell sobre um adversário. Artur Soares Dias dá a lei da vantagem e não sanciona o médio espanhol.


sexta-feira, 15 de Agosto de 2014

Futsal: Duas goleadas a abrir pré-temporada

A formação de Futsal do Sporting CP disputou hoje os seus primeiros amigáveeis da pré-temporada 2014/15, em dois jogos de uma só parte de 25 minutos, sem intervalos.

O primeiro, ante o UD Santiago da Guarda, vencendo o desafio por inequívocos 12-0.

Djô (bis), Fábio Aguiar (bis), Diogo (bis), João Matos (hat-trick), Alex (bis) e Miguel Ângelo foram os marcadores leoninos desta partida.

Já no segundo jogo, ante o AC Avelarense, os leões voltaram a golear, desta feita por 19-1.

Caio Japa (poker), Paulinho (bis), Fábio Lima (manita), Varela (bis), Cássio (hat-trick) e Pedro Cary  (bis) foram os marcadores leoninos desta partida.

Sublinhe-se que o 1º jogo oficial da época, relativo á Taça de Honra da AF Lisboa, está agendado para dia 28, pelas 21h, ante o GDS Cascais.

quinta-feira, 14 de Agosto de 2014

Agora é que elas Doyen!


Desde cedo, muito cedo, ainda mal se vislumbrava a possibilidade sequer da criação do Sporting Portugal Fund, Fundo de Investimento de âmbito desportivo, fechado, gerido pela ESAF (Grupo BES), relativo à cooperação com o Sporting Clube de Portugal, que me insurgi contra esta política de partição de passes de jogadores. Se não por outros motivos, económico-financeiramente tais fundos sustentam praticamente todos os factores (de risco) financeiro nos Clubes com quem encetam tais "parcerias", vendo-se o Clube agrilhoado (por vontade própria, em favor de liquidez imediata, admita-se) a contratos que, invariavelmente, lhes causam prejuízos.

Entre a aquisição de um jogador, a subsequente venda de parte do passe a um fundo e a inevitável alienação do jogador há uma enormidade de outros encargos, nomeadamente o pagamento de obrigações ao Estado (IRS e Segurança Social - que neste momento ultrapassam os 50% do salário bruto), pagamento dos seguros obrigatórios, vencimentos mensais, subsídios e etc.. Contabilizando tudo, ainda que em abstracto, é fácil ter uma ideia do que tais encargos acarretam para os Clubes. E só para os Clubes... É factual que os Fundos de índole desportiva não ganham sempre - ainda que poucos, há casos em que o investimento se perde. No entanto, na perspectiva macro-económica, pudéssemos nós aceder aos Relatórios & Contas, constataríamos que a margem de lucro anual não contempla excepções. Caso contrário tais Fundos não existiriam, pois não faria sentido operar um Fundo que desse... prejuízo!

Se enveredarmos pela óptica meramente desportiva, então, facilmente concluímos que, face à (ex)pressão que hoje em dia exercem nos mais variados Clubes - inclusivé dentro das mesmas competições e a disputarem os mesmos objectivos, poderiam, caso o desejassem, mover as esferas da(s) sua(s) influência(s) e promiscuidade(s) em função dos seus (dos Fundos) próprios interesses, o que causaria um desequilíbrio enorme na paridade entre Clubes de uma mesma competição, em última instância encetando diligências (por vezes) directas que, sempre para benefício próprio, acabem por criar vantagens a uns Clubes e desvantagens a outros. A tal mentira desportiva à qual a FIFA e a UEFA só se atrevem a dizer/escrever meia dúzia de palavras politicamente correctas, com o conveniente receio de que a "fatia do bolo" que lhes diz respeito diminua.

Não bastasse tudo isto, para além das figuras de proa deste tipo de Fundos - no caso da Doyen Sports, conhecemos seu o CEO, Nélio Lucas, amicíssimo do empresário Pini Zahavi que, aliás, se faz questão de defender ridiculamente no comunicado que o Fundo prestou - a obscuridade é tal que é praticamente impossível descortinar todo o leque de integrantes e beneficiários, aumentando ainda mais a cortina de fumo com que se encaram tais entidades.

Estabelecida a minha opinião geral relativa aos Fundos e às parcerias com Clubes, vamos então, novamente, à relação Sporting CP - Marcos Rojo - Doyen Sports:

Depois de acusações e contra-acusações mútuas, com argumentos pouco cabais de cada um dos lados, a SAD do Sporting Clube de Portugal entendeu proceder à resolução dos contratos, relativos a Marcos Rojo e Zakaria Labyad, com a Doyen Sports, por justa causa. E o que é que isto significa? Numa primeira fase, julgo significar que as entidades pagam uma à outra os valores que lhes foram cedidos aquando da aquisição - que neste caso seriam 3M € a pagar pelos Leões ao Fundo, no caso de Marcos Rojo - ficando a entidade patronal do atleta (ou seja, o Sporting Clube de Portugal) com 100% dos direitos económicos deste. Se a Doyen Sports acatar tal feito - o que não é expectável - por acordo extra-judicial, sem desprimor do contratualizado pelos Leões com o Clube vendedor (FC Spartak de Moscovo) a contenda fica concluída, desde já - depois que os trâmites legais sejam cumpridos.

Caso contrário, o que é mais provável, a disputa seguir-se-á nos tribunais, com a morosidade judicial inerente, podendo ficar resolvida apenas... quando o jogador já cá não estiver. Ainda assim, julgo que a interposição eventual de uma providência cautelar suspenderia todo o processo indefinidamente. Estabelecendo que não sou jurista e que os meus conhecimentos da matéria são apenas superficiais, pelo que se tiver escrito alguma alarvidade, os mais entendidos que façam o favor de me corrigir e esclarecer.

Dito tudo isto e porque, além de não conhecer em rigor os contratos assinados entre as entidades, sou um quase absoluto leigo nestas matérias, não consigo estabelecer uma ordem de opinião que me predefina de acordo ou contra com as medidas tomadas pelo Sporting CP contra a Doyen Sports. Estarei obviamente ao lado do Clube nesta(s) matéria(s) simplesmente pelo mero princípio da defesa clubística, além da minha opinião expressa acerca de Fundos, acima descrita.

Como por mim já dito anteriormente, e especificamente em relação à possível saída de Marcos Rojo, posso compreender o apelativo de se mudar do Sporting Clube de Portugal para um Clube de maior cariz, como indubitavelmente é o Manchester United FC. Porém, qualquer atleta deve ter sempre presente o profissionalismo, o sentido cívico e o carácter de quem voluntariamente assinou um contrato com uma entidade patronal e que, como é normal, parte do princípio do cumprimento dos pré-estabelecidos nesses contratos e, como tal, até ao momento da saída efectiva, Marcos Rojo deve cumprir com os seus deveres e obrigações para com o Sporting Clube de Portugal, sob pena de - como aconteceu - ser brindado com processos disciplinares que seriam, à partida, perfeitamente evitáveis.

George Washington dizia, outrora, que "a disciplina é a alma de um exército; torna grandes os pequenos contingentes, proporciona êxitos aos fracos, e estima toda a gente", e já os ensinamentos de Sir Alex Ferguson dizia que "nenhum jogador é maior que o Clube".
Zero ídolos!

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