Próximo Jogo

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30/09/2011

Um grande jogo, digno de uma grande equipa


De volta. O Sporting está de volta. Está de volta no futebol que pratica, na forma como o faz. Após um início turbulento, a equipa foi-se gradualmente consolidando e hoje, não estando perfeita, está a um nível muito alto. E está de volta pelos laços que cria com os sócios e adeptos sportinguistas.

O Jogo:

Primazia á primeira parte. A equipa entrou, talvez até pela primeira vez esta temporada, a jogar, simultaneamente, de forma equilibrada e positiva. Não foi a avalanche ofensiva vista frente ao Setúbal, mas – perante um adversário bem superior – foi um jogo em que a equipa foi talvez ainda mais forte.

Permitiu menos desequilíbrios ao adversário, soube gerir bem a posse da bola, e manteve-se pragmática e racional, algo essencial frente a uma equipa que gosta de jogar no contra-ataque (á boa moda italiana).

Ou seja, o Sporting mostrou-se um colectivo consolidado, e muito organizado. E isto não é algo com pouca importância. É que, honestamente, não via uma equipa do Sporting tão organizada, tão equilibrada e, ao mesmo tempo, tão “positiva” há muito tempo

A confiança:

Se mais uma vitória (a quinta consecutiva) já vem, naturalmente, dar ainda mais confiança á equipa, uma vitória como estas mais ainda o faz. Foi uma vitória, a todos os níveis, fantástica e motivadora.

Isto porque foi uma vitória construída com base na organização, e na superação dos jogadores. E só assim se pode ganhar, de forma continuada: apresentando-se organizados, dentro de campo, e com um espírito contagiante.

As individualidades:

Na baliza, Patrício cumpriu - não percebo as críticas, honestamente. Nas laterais João Pereira bem, como habitual, e Insúa em muito bom plano. Ofensivamente então é tremendo. Sabe que terrenos deve pisar, que decisões tomar e quando deve ou não progredir no terreno. Pena a expulsão. A dupla de centrais, muito bem. Onyewu está confiante, e isso esconde as suas lacunas técnicas e motoras (a nível de velocidade), salientando antes o seu poder no jogo aéreo e a sua qualidade na marcação directa. Já Polga esteve brilhante. Fortíssimo nos aspectos defensivos (a sua qualidade, proveniente da sua capacidade de leitura dos lances, comprova que a resposta mental ao jogo é o critério mais importante na análise ás qualidades de um central), tremendo a sair a jogar, quer progredindo com bola, quer fazendo passes verticais de qualidade.

No meio-campo muitíssima qualidade. Perante um adversário tacticamente forte na ocupação dos espaços, o trio que ontem jogou esteve muito bem. Rinaudo, um “monstro”; Schaars, o complemento ideal (fantástica a sua capacidade de cobrir o argentino, quando este sai a jogar ou a pressionar); Matías, o toque de criatividade no meio-campo (não esteve brilhante, mas mostrou grande dote técico, e pressionou bem). Em jogos como, por exemplo, na Mata Real, o Sporting abusou do jogo de corredores. Ontem, não o fez tanto, porque o chileno traz uma qualidade na construcção ofensiva que faz a diferença no sector intermediário.

No ataque, Capel obteve mais uma assistência. É estranho, para mim, falar do espanhol. É o contrário da maioria dos extremos do futebol moderno (não corre muito sem bola, não procura muito a baliza). Mas o que é facto, é que tem tido sucesso, nesse tipo de jogo, criando desequilíbrios com bons cruzamentos. Carrillo, demonstrou mais alguns pormenores. Denota algum individualismo, natural face aos seus 20 anos, mas movimenta-se bem, e está em crescimento (tem muito potencial!). No meio, Wolfswinkel. Saio-me com uma revelação forte: é o melhor avançado da Liga. Não apenas por finalizar bem (a confiança ajuda), mas por ser forte em todos os aspectos do jogo. Não se limita a definir os lances, ajuda a contruí-los. Tem características semelhantes ao Kleber, mas está mais maduro. Completíssimo, já é preponderante para a equipa.

Os supentes. Evaldo, entrou com grande disponibilidade, de forma muito solidária e participativa. Não é um grande jogador (muito longe disso), mas parece ter carácter e, dentro das suas possibilidades, cumpriu. André Santos, veio ser útil ao jogo. A equipa estava a jogar mais recuada, e pedia-se um médio mais seguro e posicional que MF. Já Carriço, entrou, e não acho que tenha estado nem bem nem mal. Ajudou a equipa, seguramente, de acordo com o que o treinador dele esperava.
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4 comentários:

  1. O Carriço esteve desastroso; anda de cabeça perdida como comprova o penalty que cometeu pouco tempo depois de entrar em campo (já que o árbitro esqueceu-se em primeira instância de marcar fora de jogo); mas talvez isso não seja o pior, terrível mesmo foi verificar a forma como foi comido num curto espaço de terreno por um jogador mediano. Na minha opinião não é o facto de ser português e da academia que deva ser privilegiado, até porque essas qualidades só por si não contribuem para o Sporting ganhar jogos; Em Janeiro deve ser emprestado porque de momento nem é bom para ele continuar nem para o Clube.

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  2. Gonçalo Correia1/10/11 18:23

    Alexander,

    Não entro em cenários hipotéticos. O Carriço não fez penalty, porque o adversário estava em fora de jogo. Se já me custa criticar os nossos atletas por erros que cometem, não o farei, obviamente, por hipotéticos erros, que nem sequer foram uma realidade.

    Talvez não seja bom, de facto. Devia sair. Está comprovado (há vários exemplos disso) que se é mais fácil ter sucesso fora do que dentro de Alvalade (principalmente quando se é da formação).

    Passa-se, por exemplo, de jogador estagnado, vulgar e apelidado de "anão", para motor de uma das equipas que melhor futebol pratica na Europa (como o Porto do ano transacto).

    Mas sobre esse assunto, já muita lenha foi queimada. Confio em Domingos, e no seu julgamento, concordando ou não com ele. Apoiemos a equipa (e todos os jogadores que cá estão, ao serviço do clube).

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  3. A partir do momento em que o fora-de-jogo não foi marcado deixa de ser um caso hipotético para ser um caso real; Hipotético é pensar "se o árbitro marcasse fora-de-jogo o Carriço não teria cometidos dois erros na mesma jogada". Não marcou, o jogo seguiu e Carriço ficou mal na fotografia, tão simples como isso.

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  4. Gonçalo Correia2/10/11 02:37

    Sweden,

    Ok. É hipotético falar de um fora-de-jogo claro, que inviabilizaria a jogada. Mas não é hipotético falar de um lance que o árbitro não assinalou dentro da área.

    Se se segue pela ideia do árbitro, no que respeita a não haver fora-de-jogo, tem de fazer o mesmo relativamente ao lance da grande área.

    É tao real não ter sido fora-de-jogo - por o árbitro não ter marcado - como o Carriço não ter feito penalty - pelas mesmas razões -, pelo que tal me merece a mesma discussão.

    E como o fora-de-jogo é a primeira infracção...

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