Próximo Jogo

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24/10/2011

Joga um, joga outro, ou jogam... os dois?

Muito se tem discutido se hoje joga Matías Fernández ou Elias, considerados pela generalidade dos sportinguistas como dois jogadores incompatíveis – algo que, entretanto, Domingos Paciência já esclareceu não ser bem assim.

Enquanto Elias é um jogador dinâmico, capaz em todos os aspectos do jogo, simples de processos mas sempre imensamente eficaz (um médio-centro, entenda-se), o chileno é um jogador criativo, com um arsenal técnico que lhe permite resolver os lances das mais variadas formas, sendo, por isso, tremendamente imprevisível. É um médio-centro… ofensivo.

E em casa, perante um opositor mais fraco, e que possivelmente actuará de forma algo expectante, entendo que a presença de um criativo com as capacidades técnicas de Matías Fernández, no centro do terreno, é necessário e fundamental para se obter sucesso no processo ofensivo da equipa.

Entra agora na equação Stijn Schaars. O que fazer com ele? É um jogador de grandes equilíbrios, diz-se. É verdade. Mas precisará o Sporting de ter, como 2º médio de zonas centrais, alguém tão forte nesse aspecto, quando Elias, perante opositores menos ofensivos, daria conta do recado, sendo uma mais-valia face ao holandês a atacar?

Pessoalmente, considero que é necessário apenas pela… insegurança de Rinaudo. O argentino é um médio tremendamente aguerrido, mas que inúmeras vezes sai da sua zona, ora para ir pressionar, ora para sair com bola, tomando riscos que, além de desnecessários, são perigosos para a equipa (alguém vê, por exemplo, Fernando e especialmente Javi Garcia saírem tanto da sua área de jurisdição?)

Isto traz um problema, a meu ver, ao Sporting: a presença de Fabián Rinaudo exige, pelas características do jogador, um segundo médio posicional, de equilíbrios, e que dê segurança defensiva ao meio-campo (como Stijn Schaars).

Portanto, e para o jogo de hoje, tenho duas propostas:

1) Abdicar do internacional argentino e de Stijn Schaars (cuja utilidade diminui quando o pivot defensivo não tem as características de Rinaudo). Um meio-campo com André Santos, mais posicional, fixo e seguro, numa primeira linha; e uma segunda linha com a intensidade e o dinamismo de Elias Trindade a juntar à criatividade e magia de Matías Fernández;

2) Utilizar, como médio direito, Elias, mantendo o centro do meio-campo com o trio utilizado frente ao Vaslui (FR, SS, MF). A equipa ficaria algo assimétrica (Elias é um jogador totalmente diferente de Capel, que é mais largo, mais aberto, e mais ofensivo), mas a presença ofensiva de João Pereira, e a sua capacidade na criação de desequilíbrios, poderia reduzir essa diferença;

Pessoalmente, veria com melhores olhos a primeira opção. Um meio-campo com a fiabilidade e calma de André Santos, com a intensidade e simplicidade de Elias Trindade e com a criatividade e magia de Matías Fernández, seria tremendo (assim como deixar FR e SS de fora só seria possível para quem, como o Sporting, tem médios absolutamente incríveis).

PS - Na restante equipa, só alteraria Evaldo por Insúa, face à que actuou com o Vaslui. Patrício na baliza, João Pereira e Insúa nas laterais e Carriço com Polga no centro; no meio, os já referidos André Santos, Elias e Matías, com Carrillo na direita, Capel na esquerda, e van Wolfswinkel no centro do ataque.
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6 comentários:

  1. Desculpa lá. Vais tirar o Rinaudo da equipa??? Não concordo nada, zero.
    O Rinaudo é imprescindivel.

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  2. eu entendo perfeitamente o que o gonçalo quis dizer com a saida do rinuado do 11. O gil vicente é uma das equipas mais perigosas a jogar em transições rapidas, e como o rinuado sai muitas vezes da zona de médio defensivo pode ser perigoso. No entanto, eu hoje jogava com rinaudo, schaars e elias.É verdade que sem Matias o meio campo perde criatividade, mas com elias e schaars á frente de rinuado a equipa ganha mais capacidade de pressing e recuperação da bola em zonas mais perto da area adversaria.


    Honoris

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  3. Gonçalo Correia24/10/11 15:55

    Primeiro anónimo,

    Tudo bem, é uma óptima. Tirava-o neste jogo, tendo em conta as características adversárias, o momento de forma de Elias e Matías (que exigem um outro tipo de jogador perto deles, com características diferentes do FR21) e a gestão dos activos que também é preciso ser feita.

    Gosto de ter esta conversa: não a tinha o ano passado. Porque neste, a qualidade é tanta, que se o 6º médio for titular (André Martins) estarei perfeitamente confiante que fará um bom trabalho...

    Honoris,

    Esse meio-campo já me parece fazer mais sentido que Rinaudo-Elias-Matias...

    Quer em termos posicionais (a presença de Schaars garantiria sempre um jogador capaz de suprir as subidas de Rinaudo, pela inteligência posicional que tem), quer com bola (porque Schaars garante uma gestão maior, mais paciente, e menos apressada da bola.

    Só discordo da capacidade de recuperação de bola, em zonas próximas da área. Acho o Matías forte nesse aspecto, inclusivamente, porque é muito aguerrido, porque sabe o que deve obrigar o adversário a fazer (no mínimo, a lateralizar jogo) e porque, recuperando-a em zonas adiantadas, é tremendamente perigoso...

    SL

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  4. Gonçalo Correia24/10/11 16:20

    Correcção do último comentário:

    Logo no inicio, não é obviamente uma "óptima". Queria referir "é uma opinião".

    SL

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  5. Nunca se tira Rinaudo.

    JT

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  6. SPORTING AMT24/10/11 18:54

    Joga Matias e Elias e goleamos o gil vicente LOl

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