Próximo Jogo

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08/11/2011

Notas de um jogo, e expectativas para o futuro


Notas do Jogo:

A equipa fez um jogo de muito pouca qualidade. A condicionar a construção do adversário, também (embora o Leiria nunca tenha sido particularmente perigoso), mas sobretudo nos momentos ofensivos, a equipa teve sempre dificuldades em dar a volta a um adversário astuto e calculista.

A questão das lesões (Onyewu, Rodríguez, Polga, Insúa, Rinaudo, Izmailov e Jeffrén não puderam dar o seu contributo) teve bastante influência, mas há dois factores que não vi serem muito referidos e que me parecem importantes de salientar (além do óbvio mérito que o adversário também teve):

  • Impacto da lesão de Rinaudo na equipa. Levou a um recuo de Schaars, com um dos dois médios da frente (no caso, Elias) a baixar ligeiramente, ficando numa posição intermédia (entre o holandês e Matías). É algo que afecta. O holandês é um jogador diferente de Rinaudo, e por isso haverá naturalmente uma alteração de comportamentos da própria equipa. Importa que o treinador desenhe agora movimentos mais adequados às características dos jogadores, alterando algumas especificidades na forma de jogar da mesma (jogadores diferentes, requerem movimentos diferentes);
  • Presença de Tiago Ilori no jogo. Os colegas, tentando que o jovem ficasse o menos desprotegido possível, ‘adaptaram’ o seu jogo à sua presença, para que o Leiria não invadisse muito a sua área de jurisdição e para não o expor em demasia, no momento de construção ofensiva. Destaque também para Carriço, que assumiu completamente o sector, quer no momento de ocupar o espaço defensivo (cobrindo uma área mais vasta, porque se preocupava também com a de Ilori) quer no momento de construir (evitando algum ‘constrangimento’ do jovem, não o expondo nesses momentos ofensivos).
De muito positivo, salientar a aparição de Matías Fernández em zonas de finalização (procurou-as mais, entrando muito bem nesse espaço) - fá-lo cada vez mais, a meu ver, e isso é fundamental -, a exibição do Daniel (a melhor dos últimos tempos, pela forma como, simultaneamente, assumiu a defesa e o fez bem), e a segurança dada por Schaars (será maior, quando se entender melhor com Elias e Matías, jogando ali, mas esteve sempre bem a ocupar o seu espaço e atento aos colegas).

Expectativas para o futuro:

Acredito que com a dinâmica ofensiva que Insúa dá ao corredor esquerdo, com a presença forte de Onyewu ao lado de Daniel Carriço, com mais rotinas entre os três médios, e com o regresso de Jeffrén Suárez (fundamental), o Sporting crescerá até patamares condizentes com a qualidade e profundidade do seu plantel (quando bem fisicamente).

Entraremos, agora, numa altura decisiva. Numa fase absolutamente fulcral para as nossas aspirações, onde verificaremos até onde poderemos realmente chegar. Portanto, importa agora recuperar os jogadores fisicamente nesta pausa, continuar a consolidar processos… e acreditar. Apoiar.

Dar ao Sporting um décimo das alegrias que ele nos dá, um centésimo do orgulho que é pertencer a este incomparável clube, à maior Instituição Desportiva Portuguesa. O Sporting está realmente de volta. Não o deixemos ‘cair’!
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3 comentários:

  1. Além desses factores que condicionaram o jogo, um outro terá tido também particular importância no jogo menos conseguido do SCP, particularmente na segunda parte: o jogo com o Vaslui.
    De facto, este jogo decorreu cerca de 72 horas antes do confronto com o Leiria, com a agravante de os jogadores terem chegado a Lisboa às 6 horas da manhã de sexta feira.

    Pouco tempo, pois, para um total recuperação física dos jogadores, o que não deixou de ter também influência na forma como o SCP não conseguiu superiorizar-se com clareza ao adversário.
    E foi mais notório, como não podia deixar de ser, na segunda parte, quando o cansaço se começa a avolumar.

    Mesmo assim - e isto é que é importante - o SCP ganhou!
    E não desperdiçou a oportunidade de reduzir para apenas 1 ponto a distância para o primeiro lugar, ao contrário de um passado recente, onde oportunidades destas eram sistematicamente perdidas.

    Jarvalho

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  2. Gonçalo Correia9/11/11 19:19

    JC,

    A questão física tem de facto a sua importância (que me parece inegável), mas honestamente não creio que se tenha devido a isso a baixa qualidade da exibição.

    A esse nível, acredito mais ter havido um problema mental (tendo a derrota com o Vaslui - e, já agora, a lesão de FR - originado menor confiança entre os jogadores).

    Porque me parece que, caso tivéssemos vencido esse jogo, não se sentiriam tanto os efeitos físicos. Os atletas moralizados e confiantes querem é jogar, estão a ter alegria em fazê-lo, e quase "não sentem" as dores.

    Em suma, foi uma conjugação de factores. Mas se a confiança pode ter efeitos nas questões físicas... dificilmente as questões físicas impedem uma equipa confiante e bem posicionada/organizada de vencer.

    Concordo com a última questão. A meu ver, demonstra apenas que, perante as adversidades e as dificuldades, a equipa é sólida mentalmente e consegue resistir e vencer. Os jogadores confiam no trabalho que está a ser desenvolvido, e dão tudo por isso. A equipa, pode vergar, mas não 'quebra'.

    E assim se fazem os grandes vencedores.

    SL

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  3. Gonçalo:

    Não elegi o cansaço como o único motivo da baixa qualidade da exibição.
    Disse apenas que era mais um factor, a somar aos restantes que assinalaste, e que não tem sido falado.

    Aliás, a equipa do SCP tem sido sujeita a forte desgaste físico e também psicológico.

    As constantes lesões, que têm dificultado a correcta rotação dos jogadores, o desgaste que têm causado jogos como o de Paços de Ferreira, da Lazio e de Guimarães, as arbitragens do início da época, as constantes dúvidas que se têm colocado em todo o lado à qualidade da equipa...

    Aliás, as dificuldades, desta e doutra natureza, vêm do início da época, com os jogadores a chegarem "às pingas" e outros em deficiente condição física, que nunca permitiram ao Domingos trabalhar com todos em conjunto e em perfeitas condições.

    Nenhum dos nossos adversários tem passado por tantos sobressaltos como o SCP.

    O que mais valoriza, creio, o percurso que o SCP tem feito até aqui.

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