Próximo Jogo

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18/01/2012

Domingos & Sporting – Passado, Presente e Futuro


 
Será Domingos Paciência capaz de levar o futebol do Sporting Clube de Portugal ao próximo passo, equiparando o colectivo sportinguista á consistência e capacidade dos rivais? É esta a pergunta que, hoje, todos nós fazemos.
 
  Primeira fase – Dificuldades

O início do Sporting 2011/2012 foi marcado por dificuldades e problemas significativos. Durante o período da pré-temporada, foram chegando os treze reforços para o plantel a conta-gotas, e a equipa denotou indiscutivelmente a falta de entrosamento entre os jogadores.

Após um estágio na Holanda, perante adversários de baixo grau de dificuldade, a equipa deslocou-se aos EUA, onde derrotou a Juventus num jogo entusiasmante. Porém, este foi apenas a excepção: a equipa perdeu os confrontos seguintes (3-1 com o Málaga, 3-0 com o Valência, e nas grandes penalidades com a Udinese) e a desconfiança cresceu.

Ainda assim, estavam 33.248 pessoas em Alvalade, para assistir à estreia oficial da equipa, que, apesar do apoio, não venceu o Olhanense (poucas situações de golo, eficácia nula, expoliação do árbiro). A partir deste empate a zero, a equipa continuou a revelar dificuldades – empatou os dois jogos seguintes, venceu o Nordsjaelland e perdeu de seguida contra o Marítimo.

Ou seja, dos primeiros cinco jogos oficiais, a equipa apenas venceu um (em casa, para a Liga Europa). Foi um começo complicado (agravado pelas arbitragens tendenciosas), que racionalmente já seria expectável face ás mudanças na equipa técnica, na estrutura directiva e no plantel, bem como face às dificuldades evidenciadas na pré-temporada.


Segunda fase - Recuperação
 
Após este início bastante conturbado, porém racionalmente perceptível pela maioria dos sportinguistas, a estrutura directiva apostou nas contratações de Elias e Insúa para dar mais opções de Domingos, dois jogadores que se revelaram fundamentais no crescimento desportivo que se verificou posteriormente no Sporting.

A equipa iniciou, com a reviravolta na Mata Real, uma série de treze jogos de grande consistência a nível de resultados: apenas não venceu um, frente ao Vaslui, na Roménia - onde Domingos optou por rodar jogadores visto que o apuramento já se encontrava garantido (em meros três jogos, recorde da competição). Esse jogo ficou, infelizmente, marcado pela lesão de F. Rinaudo, um dos jogadores com mais valor no plantel.

Durante este período, e mesmo sem demostrar a capacidade de dominar e controlar as incidências do jogo que se desejaria, a equipa acumulou ainda assim excelentes resultados, e pouco mais se poderia pedir a Domingos: os adeptos acreditavam no crescimento do Sporting, que tinha uma nova alma, e isso já dizia bastante do mérito de treinador.

Rumámos então à Luz com apenas menos um ponto que o Benfica. A equipa saiu derrotada injustamente, visto que o empate assentaria melhor no que se verificou em campo, mas o orgulho no conjunto, apesar do resultado, manteve-se. Seguiram-se três vitórias, com a equipa a diminuir o fulgor (de um excelente jogo contra o Zurique, passámos para uma vitória suada contra o Nacional, e pelo meio verificou-se uma vitória arrancada a ferros contra o C.F. Os Belenenses ).


Terceira fase – Decepção
Nos últimos jogos, no entanto, a equipa baixou de rendimento. Melhor dizendo: não cresceu como se esperaria (pelo maior entrosamento dos jogadores e pelo regresso de lesionados importantes), a nível exibicional, obtendo assim piores resultados perante adversários mais difíceis (ida a Coimbra, a Vila do Conde e Braga; recepção ao Porto e ao Nacional).

E é este o ponto actual da situação. Um Sporting que, após um período marcado por dificuldades bravamente ultrapassadas por Domingos Paciência na construção da equipa, não conseguiu dar o salto que se esperaria, no momento crucial da temporada. Estamos agora afastados do primeiro lugar no Campeonato, e complicámos a passagem á final da Taça de Portugal.

E o futuro, Domingos?
Como referido na introdução, o trabalho inicial de Domingos a reerguer a equipa foi extremamente meritório, dadas todas as condicionantes e dificuldades que enfrentou. Porém, chegámos a uma altura em que se exige, justamente, mais.

Se Domingos será o homem para colocar no topo a equipa que ajudou a construir, é a grande questão que se coloca, e que será respondida no final da temporada. Fazer mais de 65 pontos no Campeonato, vencer a Taça de Portugal, ir à final da Taça da Liga, honrar os pergaminhos do Clube na Liga Europa e, especialmente, fazer os adeptos voltarem a acreditar na equipa é o seu grande desafio.

Os próximos quatro meses esclarecerão, por certo, se o Sporting de Domingos Paciência tem ou não capacidade para, a curto/médio prazo, discutir o Campeonato taco a taco com os principais rivais: S.L. Benfica e F.C. Porto.
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14 comentários:

  1. http://tiamosporting.blogspot.com/2012/01/sporting-ontem-hoje-e-amanha-por-sigurd.html

    Aconselho todos a lerem. Está muito bom!

    SL zt

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  2. Minha equipa em 4-3-3, com os jogadores disponíveis:

    Patrício;
    Carriço, Onyewu, Rodríguez, Insúa;
    Elias, Schaars, Matías;
    Carrillo, Seba, Capel.

    DUARTE

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  3. Bom dia,

    Gostaria de lhe propor uma troca de links entre os nossos blogs. Em caso de aceitar, avise-me por e-mail ou comentário assinado.
    Ao dispor.

    Perspectiva Desportiva (http://perspectivadesportiva.blogspot.com)

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  4. Devem ter sido essas as interrogações do Salvador, depois de ter disputado um campeonato até ao ultimo minuto do ultimo jogo, com um adversário com um orçamento dez vezes superior. Na época em que disputou a final da Liga Europa, onde nem vale a pena falar em dinheiro, mesmo quando dizem que o futebol actual não é mais nada.

    E ainda bem!

    SL

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  5. Ainda se duvida de um treinador que lutou pelo campeonato português até à ultima jornada com uma equipa com muito menos recursos e que, no ano seguinte, levou o Braga à final da Taça Europa onde perdeu por apenas 1-0 com o Super-Porto do ano passado?
    Duvide-se se o SCP tem estruturas e condições para permitir que Domingos faça o seu trabalho, mas não se duvide se Domingos tem ou não capacidade para o executar.

    Jarvalho

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  6. è indiscutivel a qualidade de Domingos.Para mim o que faz falta é a nova estrutura do futebol do sporting unir-se e ter capacidade de dar ao domingos o que necessita para trabalhar, enao estou a falar só de jogadores.Domingos tem de sentir que só tem de se preocupar em treinar e a estrutura trata do resto.Não será esta dita crise criada de fora para dentro porque alguem do norte errou na escolha do treinador e agora quer o nosso Domingos.V.pereira VAI SAIR I O BIMBO DA COSTA QUER DOMINGOS...SERÁ.
    FORÇA SPORTING, ESTOU CTG MIAS DO QUE NUNCA

    NAS ALTURAS MÁS TEMOS DE MOSTRAR A NOSSA FORÇA

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  7. Domingos é extremamente competente, para mim.
    Deviamos era de em vez dar-mos importancia as vozes de fora, trnsmitir a equipa força indo ao estadio.

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  8. Anónimo,

    Quer falar dos resultados do Paulo Sérgio até chegar ao Sporting? Com as devidas distâncias para o que Domingos fez (que foi incomparavelmente mais brilhante), o PS pegou num Guimarães na linha de água e ia-o levando á Europa. E o PS é péssimo.

    Posto isto: a forma como o Domingos lutou contra os mais poderosos no Braga foi muitíssimo meritório. Porém, os meios que utilizou para lá chegar (o tipo de futebol praticado) são insuficientes no Sporting, onde se joga com a pressão de ganhar e onde os adversários se remetem á defesa.

    A base do Braga de Domingos Paciência foi uma defesa sólida, e uma capacidade excelente de explorar o espaço ofensivo. Esse, porém, não terá no Sporting. De um treinador «batalhador», precisará de dar um passo em direcção a um treinador cuja equipa consegue dar a volta a adversários como o seu Braga era - defensivos, concentrados e perigosos no contra-ataque.

    JC,

    Veja o que referi exactamente na resposta acima. Para um clube de média dimensão, e perante as dificuldades, Domingos já mostrou ser capaz de potenciar o colectivo como poucos, motivá-lo e fazê-lo querer que é possível. Em Coimbra, Braga e Alvalade.

    Porém, no Braga, poucas foram as vezes em que teve de arranjar soluções colectivas para ultrapassar adversários que se remetam á defesa. E é esse o tipo de adversário que o Sporting usualmente enfrenta.

    Quanto á estrutura e ás condições dadas, já foi tempo dessa conversa. Em anos anteriores e no início desta temporada (cujas dificuldades DP bravamente conseguiu tornear) fez sentido. Neste momento, já não.

    Tem matéria-prima ao nível dos rivais, tem condições e infra-estruturas ao nível dos rivais, e a estrutura do Sporting, tendo denotado problemas, neste momento está coesa e competente (perfeita, logicamente que não é).

    Pergunto-me se as peças na CS que falam dos problemas entre Vitor Pereira e entre Cristian Rodriguez, ou as que falam entre problemas de Jesus com Amorim e Enzo Perez, são suficientes para que estes tenham atenuantes para um possível falhanço. Não são.

    DP tem o desafio de, daqui por diante, se aproximar dos rivais, de chegar ao nível deles. E ao contrário de treinadores anteriores, que viam agressões no balneário seerm publicadas 2 minutos seguintes e que viam um presidente de férias no Brasil enquanto sócios se indignavam, Domingos, neste exacto momento (não no início do Campeonato), tem condições mais que suficientes para o superar.

    Eu acredito que ele o irá conseguir. Mas isso será visto entre o momento actual e o final desta temporada. Porque treinadores intocáveis e glorificados, acho que não deve haver, especialmente se o que lhes é apontado é... o mérito demonstrado noutras paragens.

    Último anónimo,

    Eu estou sempre no Estádio, a transmitir a força a equipa. Mas gosto de pensar e reflectir Sporting: não me obrigue a ser uma pessoa acrítica que aceita e diz que sim a tudo, em prol do apoio á equipa. Esse, existirá sempre! Mas a ausência de pensamento, seja de quem for, em nada ajuda o crescimento do Sporting.

    Só o menoriza.

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  9. Passado: Braga; Presente: Sporting; Futuro: Porto´
    Embora competente, o futuro dele não devera ser no nosso sporting. Vejam que ele fez sucesso enquanto jogador, no FCPorto, foi um goleador e tb muito querido entre aqueles que o rodeavam. Foi jogador do porto, e acho que vai voltar. Bom filho volta sempre a casa. Vamos ver!?
    O filho do Domingos está a evoluir e a crescer, e é efectivamente jogador do FcPorto. Joga lá, e imagino o isso o divide muito.
    Não sei se podemos contar com o maximo esforço do Domingos, ele parece-me ainda não ser a pessoa certa...SL

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  10. Gonçalo gosta assim tanto do Paulo Sergio? Curisoso que voce referiu que o Paulo Sergio pegou num Guimaraes perto da linha de agua e QUASE o levou á europa, curioso tambem que eu me lembro que até á ultima jornada o Guimaraes era 5º classificado(que dava acesso á liga europa) e depois na ultima jornada perdeu em casa e acabou por ficar em 6ºlugar e o Guimaraes nao foi á tal liga europa.

    Fernando

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  11. Nesta altura Domingos já respondeu aos Gonçalos!

    Mas não era preciso, bastava prestar mais atenção aos jogos em Alvalade e já tinha percebido que esta equipa técnica não são só transições rápidas.

    Aliás, tanto o Braga que disputou o titulo, como o que venceu a Liga Europa perfurou autocarros como os que estacionam em Alvalade, porventura em jogos menos mediáticos.

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  12. Fernando,

    O Paulo Sérgio não era mau. Era muito, mas mesmo muito, mau. E mesmo assim teve uma boa média de pontos por jogo em Guimarães. Isto para dizer, que ter sucesso nos não grandes (não foi um grande sucesso, mas foram resultados bem razoáveis) por vezes pouco significa.

    Está a ver aquele treinador que está actualmente na Orangina e foi a Alvalade há umas semanas atrás? Os resultados do seu Leixões também eram muito elogiados, não sei se se recorda.

    S.L.

    Anónimo,

    Eu não gostei das declarações do Domingos. Permite-me ter esta opinião, ou tenho de ter a mesma que o meu caro...?

    Eu não disse que esta equipa técnica eram só transições rápidas. Não precisa de deturpar o que eu disse. Agora, ofensivamente, e perante blocos baixos, o Sporting tem tido dificuldade em criar oportunidades de golo.

    Especialmente nos últimos jogos (Belenenses, Nacional... até os últimos minutos na Luz a jogar contra 10). Mas já anteriormente (lembro-me do jogo com o Olhanense, o jogo inaural, em que fomos roubados, mas efectivamente não materializámos o domínio na posse de bola em situações explícitas de golo).

    Eu gosto dos princípios base do Sporting do Domingos. A equipa quer e gosta de ter a bola, a equipa gosta de jogar apoiado, e gosta de se assumir no jogo. Ou seja, já houve mudanças-chave face ao que foi feito na temporada passada.

    O que falta é atacar mais pelas zonas centrais, e melhorar as combinações ofensivas (duas coisas que estão relacionadas). Dar o passo final para tornar esta equipa, uma á semelhança da grandeza do Sporting (e dos seus jogadores actuais, acrescento).

    Eu quero tanto que o Sporting de Domingos tenha sucesso como você; e é por isso que me parece desleal e injusto esse tipo de comentários, no caso de você também ser sportinguista. Até porque não fiz crítica baixa, destrutiva ou gratuita.

    O Braga do primeiro ano, sim, foi muito eficiente perante as equipas pequenas, que jogaram em bloco baixo (não sei o tipo de futebol praticado, não sou de Braga). No segundo, houve mais contenção, até porque a aposta da equipa era a Liga Europa, onde tinha menos recursos (e obrigações!) que a maioria dos adversários.

    De qualquer forma, parece-me que uma coisa é esse tipo de autocarros estacionados contra o Braga. Outra é o tipo de autocarros estacionados contra o Sporting, ainda para mais em Alvalade. São autocarros com mais gente, e que jogam ainda mais atrás, entenda-se.

    Dito isto: acredito, e tenho esperanças que o Domingos seja capaz de fazer esta equipa subir de nível para o patamar que merece (o facto do Sporting ainda não estar ao nível dos jogadores que tem, e da sua grandeza, parece-me factual, porque 11 pontos são 11 pontos).

    Terá, a partir de agora, e até meados de Maio, maiores obrigações e exigência (pelo menos, da minha parte, mas seguramente não só; é natural que, num ano de mudanças, a exigência seja maior na segunda que na primeira volta do Campeonato).

    E tem, também agora, mais condições para poder satisfazer e cumprir essas maiores existências.

    Como é óbvio, estarei sempre em Alvalade a torcer para que isso aconteça, ajudando no que puder.

    Espero que, não eu, mas todos nós, venhamos a ser recompensados. Este ano, mais ainda que noutros... merecemos.

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  13. Depois de várias épocas sem jogo exterior queixamo-nos do jogo interior. Mas já houve, depois Rinaudo lesionou-se, Aguiar já tinha debandado, Izmailov e Matias lesionados e o treinador já não joga. E agora até dava jeito.

    Carpinteiros.

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  14. Anónimo,

    Olhe que eu não levei á letra o que o DP disse. Outros, se se sentirem verdadeiramente atacados, e que por não serem treinadores não têm direito a expressar a sua opinião, podem ter ficado a pensar que se não servem para opinar, então também não se contentarão a bater palmas e dizer que sim a tudo.

    Isto é, acho que atacar os sportinguistas, sejam eles críticos ou não críticos, tenham eles opiniões boas ou más, é errado. Os sportinguistas têm todo o direito a expressar as suas opiniões: se Domingos quer calar as suas críticas, pode também calar o apoio á equipa...

    Quando o JEB mandou calar sócios do Sporting, directamente, caiu tudo em cima, e muito bem. Quando o Domingos manda calar, indirectamente, sócios por não gostar das suas opiniões, «no passa nada». Não percebo. As críticas serão sérias ou pouco sérias, justas ou injustas.

    Mas a ideia geral, que é calar as opiniões alheias, em si mantém-se. E parece-me tudo menos positiva para o crescimento e a dinamização do Sporting, se quer que lhe diga... Às críticas ao Domingos, tem ele de responder... dentro de campo. Sem divisionismos.

    Posto isto: o Sporting anteriormente não passava a bola sequer pelas alas. Agora, não consegue sair de lá. Posso, neste caso, achar que um meio-termo é o melhor? Ou as opções são "isto ou aquilo", em vez de "isto, aquilo ou uma opção diferente"?

    O problema da incapacidade do Sporting em atacar zonas interiores não se deve á falta de jogadores. Sem Rinaudo, Aguiar, Matías e Izmailov, o Sporting já teve soluções colectivas para o fazer. Melhor ou pior (se lá estivessem o Rinaudo, o Matías e o Izmailov, era provável que a execução fosse melhor), mas já o fez.

    Agora, existe uma incapacidade para o fazer. Faltam soluções colectivas para jogar pelo meio (onde, bem vistas as coisas, se encontra a baliza do adversário). Não é uma questão das individualidades fazerem-no mal, porque não são as melhores opções para tal: é não o fazerem, simplesmente.

    Acríticos.

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