Próximo Jogo

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02/02/2012

Godinho Lopes e a Auditoria Externa

Os resultados da auditoria externa feita ao Grupo Sporting, no período entre 1997 e 2010, foram esta Quinta-feira apresentados em conferência de imprensa pela empresa de auditores Patrício, Moreira, Valente & Associados, na companhia do presidente do Conselho Directivo do Sporting CP, Luís Godinho Lopes.

A apresentação técnica dos resultados indica que a situação financeira é “delicada”, já que o passivo consolidado atinge os 375M € (183M € de capitais próprios negativos). “Há um desafio para a gestão global do Sporting que passa por procurar soluções para fazer face à pressão dos compromissos do curto/médio prazo e encontrar formas imaginativas de aumentar os proveitos, as receitas, e diminuir as despesas, de forma a equilibrar a situação”, vincou um dos auditores.

Godinho Lopes admitiu que os resultados da auditoria às contas do Sporting já eram esperados, com excepção de um ou outro problema adicional que possa ter aparecido. “Não há novidades, poderão ter aparecido problemas adicionais que não eram conhecidos, mas nós temos vindo a resolvê-los. Nós sabíamos que tínhamos dois caminhos possíveis: ou reduzíamos custos e tínhamos a noção que haveria uma redução de receitas ou então seguíamos uma linha oposta de investimento, que foi o que fizemos. Apostámos em jogadores de valor o que trouxe pessoas ao Estádio – as audiências redobraram em relação ao ano passado – fizemos uma aproximação aos sócios, e colocámos a marca Sporting onde deve ser colocada”, admitiu.

Godinho Lopes disse também que no final desta época haverá um “buraco na tesouraria” e falou ainda das previsões de receitas para os próximos anos: “Este aumento de receitas vai ser feito através do merchandising e das quotas, através da televisão que já está negociada, e do naming da Academia. Apelo aos sportinguistas para que se tornem sócios e iremos lançar uma campanha em Abril, com parcerias estabelecidas até ao mês de Junho, para que haja uma grande adesão. Essa é uma medida onde pensamos aumentar receitas. Queremos fazer 70 milhões no final de 2014, também com a ajuda também da nossa formação, que é de qualidade. Se mantivéssemos o ciclo vicioso não havia hipótese de salvação, por isso quisemos transformar o ciclo vicioso em ciclo virtuoso. Estas receitas não prevêem a possível participação na Liga dos Campeões, nem a venda de jogadores. Tenho a consciência que terei um buraco na tesouraria nos próximos dois anos, mas iremos encontrar soluções alternativas para colmatar esse buraco e ter um equilíbrio financeiro em 2014”, disse.

Para terminar, admitiu a hipótese de existir investimento estrangeiro na SAD. “Não foram os conselheiros leoninos que anunciaram essa estratégia. Dei duas entrevistas (ao Jogo e ao Expresso) no final do ano, onde anunciei que era nosso propósito, e na altura devida falaríamos com a CMVM, fazer um aumento de capital para procurar um investidor exterior. Em relação à questão das VMOC´s queremos resolvê-la, resgatando-as para permitir que o Sporting mantenha a maioria do capital na SAD. Mas só vale a pena falar de hipóteses se houver propostas. Até lá estamos a falar de cenários hipotéticos. Há uma certeza, a alienação até 49% do capital depende da administração da SAD, acima de 49% irá depender de uma autorização dos sócios em Assembleia Geral”, expressou.

O presidente do Conselho Directivo assumiu ainda não acreditar que os seus antecessores tenham agido de forma dolosa em relação ao Clube. “Aquilo que resultou do trabalho efectuado pela empresa auditora revela uma evolução dos números (entre 1997 e 2010) e está completamente claro e explícito quais foram os actos que foram tomados em cada mandato. Tenho a certeza que nenhum dos presidentes actuou de forma dolosa, procurando prejudicar o Sporting, ou ter qualquer benefício próprio. Alguns dos actos que tomaram vieram provocar os resultados que aqui temos, isso é óbvio”, disse.

Em relação à saída do vice-presidente Carlos Barbosa, responsável pela área comercial, Godinho Lopes explicou os motivos do sucedido. “A sua demissão deveu-se ao facto de, por um lado ter terminado uma reorganização que o Sporting achava fundamental fazer na área comercial, e por outro pelos afazeres profissionais que tinha, não conseguindo dar o mesmo tempo que dava ao Sporting”, exprimiu.
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