Próximo Jogo

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12/02/2012

Responsabilidades da estrutura nos desempenhos futebolísticos

Muito se tem discutido, nos tempos mais recentes, se a falta de qualidade de jogo - e consequentemente de resultados - do Sporting se deve a Domingos ou, pelo contrário, à estrutura directiva.
 
Porém, torna-se algo complicado perceber objectivamente as responsabilidades da estrutura estrutura directiva. Que aspectos concretos são fundamentais para o sucesso, e da responsabilidade desta?

Selecção dos dirigentes para o futebol:

Os dirigentes do futebol são os principais gestores dos activos. São eles que escolhem o treinador e a equipa técnica que vão tentar potenciar o valor individual dos jogadores, e são eles que, em conjunto com o técnico, vão escolher a matéria-prima que tenha qualidade e que tenha as características desejáveis para a ideia de jogo que o treinador queira implementar.

Para esta temporada (ou, provavelmente, para este mandato), foram escolhidos dois homens com um perfil discutível. Luís Duque e Carlos Freitas são dois indivíduos que já passaram pelo Sporting C.P. anteriormente, mas cujos trabalhos foram de mérito e competência duvidosa: Carlos Freitas por ter sido um mau gestor de activos, Luís Duque por ter agudizado desnecessariamente as dificuldades financeiras da Instituição.

Porém, o que é facto é que, ao contrário do que seria esperado, estes realizaram um bom trabalho na planificação da temporada 2011/2012 do futebol leonino. Com os recursos financeiros que Godinho Lopes entendeu serem os possíveis/desejáveis, construíram um plantel com qualidade e derem boa matéria-prima ao técnico.

Houve falhas, naturalmente que houve. Uma ou duas posições apresentam carências, e dois jogadores nucleares da equipa - Emiliano Insúa e Elias Trindade - chegaram apenas no término do mês de Agosto. Ainda assim, dadas as condicionantes - necessidade de remodelar profundamente o plantel do futebol profissional e investimento disponível -, o trabalho foi globalmente positivo.

Condições de trabalho dadas à equipa técnica e jogadores:

No Sporting, por norma, estas condições estão, geralmente, garantidas. Muito por culpa das óptimas infra-estruturas da Instituição, que garante a quem nela trabalhe tudo, ou quase tudo, o que precisa para realizar um trabalho meritório.

A questão da dificuldade em pagar salários, admitida por Godinho Lopes, é de fulcral importância. É um aspecto a rever, até porque terá grande influência na avaliação ao trabalho da equipa técnica. Que Domingos não tenha, até ao final da temporada, estes problemas - que o nosso conhecido Carlos Carvalhal está a ter na Turquia -, é o que todos desejamos.

Selecção da equipa técnica:

Como referido desde logo, a selecção da equipa técnica é, por norma, e particularmente no Sporting Clube de Portugal, a tarefa dos dirigentes que o presidente escolhe para dirigirem a secção. Ainda assim, mesmo que de forma indirecta, a estrutura directiva, no geral, deve assumir as suas responsabilidades a este nível: estas devem ser partilhadas.

Porque se é verdade que treinador x ou y é aposta pessoal de director-desportivo x ou y (no caso, Domingos Paciência é aposta pessoal de Carlos Freitas), também é verdade que o director-desportivo foi escolhido pelo presidente em vigor. Neste aspecto, creio que Godinho Lopes falhou. Domingos Paciência não revelou não só ser o treinador indicado para o SCP, como poder vir a sê-lo no futuro.

Conclusões:

Creio que, na área do futebol, e digo-o tentando ser o mais racional possível, é uma boa delegação de funções que torne alguém um presidente com ou sem títulos conquistas. Por exemplo, Luís Filipe Vieira passou apenas a conquistar títulos de futebol relevantes no momento em que escolheu mais criteriosamente os responsáveis do futebol (no caso, o treinador).

Claro que é necessário que as condições de trabalho (a nível de matéria-prima e de enquadramento para trabalhar) estejam, desde logo, asseguradas. Porém, não me parece ser este o problema que leva à falta de identidade, de princípios e de qualidade da equipa de futebol.

O problema e o grande erro da estrutura directiva, a meu ver, foi ter apostado em Domingos Paciência que, competências à parte, não se revelou/revela o técnico indicado.

A competência da estrutura vejo essencialmente na gestão desportiva e financeira do Clube. E Godinho Lopes, se quer ter nota positiva na gestão do Sporting, terá de reconhecer o(s) erro(s), e entender que este investimento financeiro, e esta qualidade do plantel (sem ser brilhante, é bastante bom), exige um técnico capaz de levar o Sporting CP ao sucesso.
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4 comentários:

  1. Edgar Manaca dava um bom dirigente

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  2. Anónimo,

    Já se percebeu que você anda numa "vendetta" pessoal pela blogosfera leonina a "vender" esse nome. Não é bem de nomes que o Sporting precisa, mas se assim acredita, continue, pode ser que lá chegue bem alto e como todos, nos últimos 20/30 anos, caia sem dó nem honra...

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  3. acho piada todos os anos e uma caça as bruxas.
    e os resultados estao a vista zero.....
    sera que os sportinguistas ainda nao aprenderam?
    e tipico dos socios do sporting de queimar recursos humanos nem vou citar nomes aqui mpois a lista e demasiadao longa e esses boicotes que alguns socios do sporting fazem acabam por ser a arma mais mortifera para o clube.
    ta na hora de mudar de estrategia e confiar nos tecnicos e nos jogadores.
    vejam o caso do arsenal um grande do futebol ingles que tem o msm tecnico ha anos e continua no clube msm sem ganhar qq tecnico.
    ta na hora de apoiarmos o momento n e bom mas se nao formos mais pacientes receio que o circulo vicioso vai continuar.
    n ha magias mas sim perseverança e confiança nos nossos ativos.
    so assim cm a confiança dos socios eles no futuro terao condiçoes para produzir seu trabalho normal

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  4. Anónimo,

    Sabe qual é que é a diferença entre o Arsenal e o Sporting? É que há várias:

    1) O Arsenal, nos últimos anos, tem estado mais perto do título que o Sporting

    2) O Arsenal, nos últimos anos, tem tido prestações europeias incomparavelmente superiores ás do Sporting

    3) O Arsenal, não sendo campeão, joga futebol. O Sporting não só não ganha muito, como não faz nada, em termos de qualidade de jogo, para ganhar

    Posto isto: a saída do Domingos Paciência parece-me perfeitamente perceptível. Há um post muito interessante aqui http://bancadanova.blogspot.com/2012/02/medir-o-sucesso.html

    A questão é que, se a saída do Domingos faz sentido, a vinda do Sá Pinto não faz sentido algum.

    E lá vámos outra vez para a mesma história de que ainda vamos ter saudades deste treinador...

    Pudera, se apostam sempre em ex-treinadores de juniores (no caso do Sá Pinto, há 6 meses) e em tipos com baixo valor...

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