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13/12/2012

A gestão deste plantel, por Luís Pencas

Muitos jogadores não tem as características ideais para as necessidades da equipa. Não se trata de falta de qualidade dos actuais jogadores mas sim de má gestão na construção do plantel. Dentro da mesma posição, há jogadores com diversas características, que não são aproveitados pois têm cumprir funções para as quais ou não estão bem adaptados ou, simplesmente, não têm capacidade de executar.

Por exemplo, Gelson Fernandes é trinco. Rouba muitas bolas. Fabián Rinaudo também o é, mas tem uma grande capacidade de construção de jogo (fulcral neste Sporting CP). No entanto, limitaram-se a contratar Gelson Fernandes por se tratar de um jogador “a custo zero”, para que pudesse ser alternativa a Fabián Rinaudo. Contratou-se por contratar, não houve um plano - ou se houve foi muito mal executado. A isto chamo má gestão, e falta de citério.

Os jogadores contratados pelo Sporting CP tem vindo pelo nome que ostentam (?!?), ou por promessas vãs, que recorrentemente se provam infundadas.

Atentemos nestes jogadores:
  • Elias (8.850M €): O mais caro da história do Sporting CP, com um salário condizente com o valor da transferência. Não desequilibra, não cria oportunidades de golo, recupera algumas bolas. Até a construir não tem feito nada que André Aantos - antes do “eclipse” - não tivesse feito.
  • Valentín Viola (4 M€): Ponta-de-Lança? Não. Extremo? Talvez. Assistências? Nenhuma. Golos? Um único. Wilson Eduardo, emprestado à AA Coimbra, com as mesmas características físicas, posicionais, melhor remate. Melhor nas estatísticas (e muitos mais golos).
  • Xandão, Khalid Boulahrouz, Marcos Rojo: Infantilidades quase em todas as partidas, jogo aéreo fraco (inclusive Xandão - que só tem altura), capacidade de construção perto do nulo. Influência: zero. Oguchi Onyewu, emprestado ao Malaga CF, exímio no jogo aéreo. E ainda temos qualidade objectiva na formação.
  • Gelson Fernandes? Corre e entra em todos aos lances à queima, Limitadíssimo a construir. Talvez abaixo nas exibições comparativamente a Daniel Carriço, quando este estivera um ano a adaptar-se à posição, e apesar das lesões de Fabián Rinaudo e Daniel Carriço (se há sector sobrepovoado no Sporting CP, é o meio campo).
  • Stijn Schaars: Mediano na capacidade de construção, mau marcador de bolas paradas, imprime alguma intensidade de jogo mas defende mal - embora saiba ocupar os espaços, influente quando está em campo. Assistências nem vê-las. João Mário, Zezinho, Adrien Silva, André Martins estarão a altura?
  • Zakaria Labyad: Margem de progressão enorme, mas ainda sem grandes sinais da qualidade que poderá emprestar à equipa. Um jogador muito individualista, que tem sido colocado em posições e/ou tarefas que não o beneficiam a ele nem a equipa. Extremo-direito ou segundo avançado. Pouca objectividade e oriatividade. A rever, noutro contexto...
  • Jeffrén Suárez, Marat Izmailov: Jogos por época? Salário? Preço?
  • Danijel Pranjic: Contratado para suplente de Emiliano Insúa. Já ocupou quase todas as posições em campo e  ainda não fez uma exibição acima da média da equipa, em nenhuma das posições em que foi testado... 
Parece-me mesmo que em Janeiro algo terá que ser feito. Afinal, estas movimentações de jogadores revelaram-se (muito) más, no geral. Como não há grande disponibilidade financeira (Franky Vercauteren afirmou que «teremos que ser muito criativos») parece-me que a solução passará por adaptar ao plantel principal algo do que temos na Equipa B, coerente, racional e criteriosamente, salvaguardando os interesses do Clube. Caso contrário, estar-se-ía simplesmente a destruir-se o pouco de bom que ainda temos (Equipa B) em favor da equipa principal já de si de rastos.

Titular do post: Luís Pencas
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5 comentários:

  1. Concordo com o post, penso que este é um dos problemas do plantel termos jogadores que não se enquadram no estilo de jogo que o clube pretende, isto é uma falha do anterior treinador e de todos os restantes elementos que participam da contratação de jogadores.

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  2. Concordo, no geral, com o texto apresentado. O Sporting precisa, urgentemente, de rotinas e automatismos. A defesa muda sistematicamente, o meio-campo igualmente, e no ataque a única presença regular é Wolfswinkel. Mais do que nunca o Sporting precisa de discernimento. O povo diz e com razão - “nem tanto ao mar nem tanto à terra”. Ou seja, parece-me que o Sporting não ganharia em apostar numa constante mudança de atletas, e radicalizando, de planteis.

    Até porque os tempos do PREC já são longínquos, penso que o Sporting precisa de recuperar os seus atletas e, acima de tudo, definir uma ideia de jogo (algo que aparentemente ainda não foi circunscrito). Quando isto for resolvido, então, passamos para a máxima: “bater, bater, bater” até se adoptarem os automatismos e as rotinas necessárias em qualquer equipa. Neste ponto, Franky Vercauteren é o primeiro a afirmar que “é ainda necessário muito trabalho” – e eu questiono: de que estão à espera?

    A falta de trabalho está simbolizada na posição de defesa-direito: inicia-se com Cédric Soares e Bruno Pereirinha. Chega-se à conclusão que é necessária mais competitividade, então, contrata-se Khalid Boulahrouz (que sendo um central, poderá ocupar aquela posição). Não obstante, sente-se a necessidade de adaptar, num determinado jogo, Gelson Fernandes face às dificuldades sentidas, e assim, na semana seguinte sobe-se Eric Dier (um central de raiz) da equipa B para colmatar o que continua – aparentemente – por colmatar.

    Estamos face ou a um tremendo azar ou a uma falta de trabalho generalizada.

    Dou este exemplo apenas para afirmar a minha preocupação no recurso à equipa B. Concordo em absoluto com o post quando afirma que esta adaptação terá que ser “coerente, racional e criteriosa, salvaguardando os interesses do Clube”. Temo, no entanto, que esta adaptação constitua uma constante tentativa de colmatar, rectificar e emendar o pouco trabalho desenvolvido.

    Com os cumprimentos do Zeze77

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  3. Temos a sorte de na próxima jornada estarem de fora o Boula e o Rojo. É pena que o Rinaudo também esteja castigado, mas pelo menos vai obrigar a experimentar outro central além do Xandão.

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  4. Resumindo, temos uma equipa de muito pouca qualidade esses jogadores que referem não podem ser primeiras opcoes de uma equipa com as ambicoes do scp. Embora tbm não esteja de acordo com a inclusao de tantos jogadores da B.
    Gde culpa recai em sa pinto duque e freitas pela ma planificacao da epoca e escolha de jogadores. Os adeptos tambem não saiem impunes, pois assobiaram nani peseiro paulo bento acosta smmcheal quando chegou e nem mourinho achavam que era suficientemente bom, tbm temos o que merecemos.

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  5. ZeZe foi um exemplo que exclui para não me alargar muito. Mas um bom exemplo. Mas acredito no caso de cédric pela sua juventude tenha sido afetado pela equipa. É muito jovem. Tem margem de progressão. Não me foquei na Formação até porque tenho uma opinião muito específica sobre certos jovens da formação.

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