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04.05 vs --h

terça-feira, 2 de Abril de 2013

Vamos lá por tópicos...

A sorte que faltou no resto da época (...) surgiu em Braga, com aquele golo de Ricky van Wolfswinkel, a culminar no seu hat-trick, aos 90' + 2, sentenciando uma vitória feliz (e os preciosos 3 pontos) ainda que merecida.
  • SC Braga 2 - 3 Sporting CP
Uma exibição consistente, com qualidade (especialmente nos primeiros 45 minutos) que, ainda assim, redundou numa vitória em photo-finish, já nos descontos. Apesar da muita juventude (garra, irreverência, mas também inexperiência, desconcentração) hoje presente no plantel do Sporting CP - e que, ontem, mais uma vez estava evidenciada no XI titular, a equipa soube ser equipa, em solidariedade e entre-ajuda mas também a gerir os momentos do jogo. Ênfase para os momentos imediatamente após os golos do SC Braga, no primeiro com resposta quase imediata e mantendo a clarividência após o 2-2 e até ao momento final do 2-3, inclusivamente jogando 20 minutos por expulsão (exagerada) de Joãozinho.

Arrisco, talvez, a dizer que terá sido a melhor exibição da época, até tendo em conta o nível de qualidade e dificuldade do adversário, com exibições muito boas de Ricky van Wolfswinkel e André Martins e exibições menos conseguidas de Rui Patrício e Joãozinho.

O sector defensivo esteve algo trémulo, especialmente os laterais Cédric Soares e Joãozinho que, embora tenham conseguido boas performances ofensivas nunca conseguiram realmente suster os alas do adversário, principalmente na 2ª-parte. Já os centrais Tiago Ilori e Marcos Rojo cumpriram, embora com alguns erros graves de parte a parte. Rui Patrício esteve anormalmente inseguro na baliza - melhores dias virão.

Não sou particularmente defensor da ideia de Jesualdo Ferreira em colocar Eric Dier no meio-campo, embora compreenda que muito do acréscimo exibicional de Fabián Rinaudo se deve ao jovem inglês. André Martins foi o verdadeiro maestro do jogo dos leões, sempre (bem) apoiado ora pelos outros dois médios, ora pelos alas de cada um dos lados. Adrien Silva substituiu André Martins, logo após a expulsão de Joãozinho, numa lógica de reforço defensivo no meio-campo, e cumpriu.

No ataque, exibição menos conseguida de Zakaria Labyad (rende claramente mais no meio) e Diego Capel - embora este tenha "crescido" no segundo tempo. Bruma veio dar o repentismo e velocidade que Zakaria Labyad não conseguiu impôr, e Jeffrén Suárez alguma frescura física e mental que já faltava a Diego Capel.  O ponta-de-lança Ricky van Wolfswinkel fez um jogo perfeito.

Três notas finais:
i) a presença do Presidente Bruno de Carvalho, no banco dos leões, como delegado ao jogo, que, mais que estabelecer a diferença de tratamento notória para os seus antecessores, poderá ter servido como mais um factor de motivação para toda a equipa, como deveria ter frisado o Treinador Jesualdo Ferreira.

ii) Jesualdo Ferreira já ganhou mais pontos que Ricardo Sá Pinto, Oceano Cruz e Franky Vercauteren (...) juntos (!!!), herdando uma equipa em cacos, despedaçada e já privada de muitos jogadores primariamente escolhidos para enfrentar esta época. A sua contratação foi o melhor acto directivo de Godinho Lopes. E nota-se! Não sei se Jesualdo Ferreira verá com bons olhos a prorrogação da sua continuidade à frente do comando técnico da equipa (com poderes mais ou menos alargados) - embora desconfie que não; não é por este jogo mas acho que a continuidade do treinador, para a próxima época, seria sempre um valor acrescentado, até pelo conhecimento que vai acumulando da equipa que hoje orienta.

iii) Acho que Ricky van Wolfswinkel tinha tudo para ser um dos elementos mais valiosos para a próxima época e, deste ponto de vista, não sendo eu um acérrimo fãn do holandês (embora o tenha defendido mais que a generalidade dos sportinguistas), a sua venda, a 2 dias dum sufrágio eleitoral, foi um acto de sem-vergonhice completo, pelo agora ex-Presidente, com declarações estapafúrdias e verdadeiramente criminosas pelo meio. Mas, estando consumada a transferência, só posso esperar e desejar que se contrate alguém do mesmo (ou maior) calibre, que não serão nunca Nabil Ghilas, Amido Baldé ou mesmo Éder - embora este último me satisfaça.
  • Arbitragens, árbitros, CA da FPF, Vítor Pereira, APAF, enfim, «um bando de pássaros»
Avisados que sempre estivemos, todas as épocas, por atitudes sistemáticas e recorrentes deste sector específico e peculiar do futebol português relativamente ao Sporting CP, ainda há quem nos faça não nos esquecermos quem são, ao que vêm e para onde vão. O derby dos bês (Sporting CP 1-3 SL Benfica) e o jogo da última noite, em Braga, são disso exemplos claros.

Bruno de Carvalho, após o derby da II Liga, proferiu declarações incisivas, numa clara diferença na forma de discurso, chamando-lhes «um bando de pássaros» cujo problema tem que ser resolvido, como se resolveu nos aeroportos. Confesso que o tipo de discurso me satisfaz, mas também concedo que palavras leva-as o vento. Há que partir das palavras aos actos, fortes e perseverantes, caso contrário só somaremos mais do mesmo tipo de respostas daquele sector rapineiro.
  • Dias Ferreira [O Dia Seguinte - SIC Notícias]
Não era/sou particularmente adepto da forma com que Dias Ferreira estabelecia a sua participação no programa de debate desportivo - e ele sabe-o!

Ainda assim, em minha perspectiva, a sua saída em pleno directo, ontem, está plena de razão. Não bastava ter um lampião saloio como Rui Gomes da Silva imediatamente à sua direita (desculpem-me a generalidade dos benfiquistas, mas é difícil ser cordial com alguém que acha que todos os males do Mundo são contra o SL Benfica, e que tudo o que de bom há no futebol é mérito único e exclusivo do mesmo Clube), também o moderador era conivente com as actuações cáusticas do mesmo personagem - sempre pronto a atacar Sporting CP e FC Porto, mesmo que sem qualquer motivo, e tratando diferencialmente as mesmas circunstâncias, consoante o comentador.

Um abraço ao homem e ao sportinguista Dias Ferreira, com o qual discordo mas compreendo. Um homem não é de ferro mas, nestas circunstâncias, nem uma estátua se sentiria confortável.
  • Bruno de Carvalho (7 dias de Presidência)
Uma semana calma (exceptuando as responsabilidades cumpridas imediatamente após a tomada de posse), na qual já teve que lidar, embora que superficialmente, com uma das grandes pedras no sapato que vai encontrar: a arbitragem.

Falta anunciar o 3º elemento da estrutura para o Futebol e clarificar as posições de Tomaz Morais e Luís Freitas Lobo. Terá tempo, embora não convenha que deixe arrastar a situação indefinidamente, sob pena de ser ver "apertado" por outro tipo de passarada. Poderia aproveitar o élan criado com esta vitória...

Post Scriptum: No próximo Sábado temos a recepção ao Moreirense FC, onde a vitória e os 3 pontos serão, novamente, cruciais para a luta pela qualificação para a Europa League (mais ainda porque o jogo seguinte se trata de uma deslocação ao Estádio do Sport Lisboa e Benfica). Era de bom tom ter uma boa casa, o mais repleta possível, para também assim ajudar a equipa a superar-se a si própria, naquele que será o primeiro jogo caseiro do novo Presidente Bruno de Carvalho.

Claramente:

6 Remates:

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