Próximo Jogo

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20/01/2014

Querido, mudei o jornal!


Quando Alexandre Pais saiu da directoria do Jornal Record, para dar lugar ao inefável João Querido Manha - vindo do aterrador Correio da Manhã, já se esperava que fosse posta em marcha uma espécie de "benfiquização" do jornal.

Até ora, acabou por ser factual. O Record está muito mais pró-Benfica (e nem a teoria dos interesses comerciais confere, já que o Record está em clara perda até nas vendas). Mas não é só o Record, é todo o Grupo Cofina (à excepção, talvez, do Jornal de Negócios). Não existirão dúvidas em afirmar que o novo conceito se deve, quase exclusivamente, à entrada do ex-director da abominável secção de Desporto do Correio da Manhã (ignorando a hierarquia - ou a lógica - do próprio jornal, inclusivé).

O histórico existe: o meu, na minha particular demanda contra este grupo - e esta espécie de jornalista -, o dos jornais e o do jornalista (?!?) em questão. De facto, não se pode esperar mais de alguém que acha que uma falta não existe por considerar que o perpetrador «provocou "apenas" um atraso na coordenação motora» ao adversário. Elucidativo, não é? Felizmente, nem todos somos parvos...


Bato na mesma tecla: é socialmente esclarecedor que o Correio da Manhã (a muitos níveis, o pior jornal português) seja o jornal mais lido e mais vendido.

Não sei - e, em boa verdade, nem quero saber - qual será o "critério editorial" que contempla, por exemplo, a preponderância de uma hipotética transferência sobre o Ballon d'Or ganho por Cristiano Ronaldo. Mas desconfio...

Durante anos, o Jornal Record foi factualmente o jornal desportivo mais equidistante dos denominados "três grandes". Foi, aliás, por isso mesmo que o jornal ganhou a expressão que hoje tem e o seu lugar no mundo do jornalismo desportivo português, em claro contra-ponto com o Jornal A Bola, conotado com o SL Benfica, e o Jornal O JOGO, conotado com o FC Porto. Infelizmente, essa equidistância moral acabou no exacto momento em que João Querido Manha tomou para si os desígnios da redacção. Actualmente, já nem nos ditos jornais generalistas se encontra esse distanciamento que caracteriza(va) o jornalismo!...

O jornalismo é uma profissão nobre, mas quem o pratica consegue, demasiadas vezes, torná-lo numa trivialidade fora de qualquer código deontológico... Os "critérios" editoriais" não justificam tudo, e o código deontológico que deveriam seguir, hoje serve-lhes de mero escudo perante as legítimas críticas.

Consequentemente, isto leva-nos a outra questão: o "controle" dos media, neste caso pelos Clubes. Não no sentido de manipulação, mas no sentido de ter um espaço mais abonatório, equilibrando assim os prós e os contras da opinião. Neste aspecto em particular, que pode parecer um mero pormenor mas que ganha contornos de extrema importância no mundo mediático de hoje, o Sporting Clube de Portugal foi | tem sido | é um redondo zero.

Por mais que se pense que a internet tem, também nisto, um papel importante, não alcança nem de longe nem de perto a expressão de um jornal. Os blogues (páginas, facebook e etc.) têm a sua importância, claro que sim, mas acaba sendo diminuta, já que o grosso dos leitores, até dentro da massa de adeptos/sócios de um Clube, nem imaginam sequer que estas plataformas existem, acabando de certa forma manipulados pelo que lêem nos jornais, inconscientemente.

E os jornalistas/cronistas que são conotados com o Sporting CP, de uma forma ou de outra, acabam fazendo bandeira daquilo que os outros não fazem: criticar o próprio Clube de que dizem ser adeptos para "provar" não serem facciosos. Quando até directores de jornais, como os dos 3 jornais desportivos (4, se considerarmos o Mais Futebol) são notoriamente tendenciosos perante as suas preferências clubistas, isto diz algo de algumas coisas: da (falta de) qualidade do jornalismo português, da deficiência social em Portugal, da falta de sentido crítico para com áreas sociais, no caso o jornalismo, que se julgam acima de tudo e todos...

E contra mim falo, também!
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7 comentários:

  1. isso vai continuar assim, até por causa de uma regra de ouro do jornalismo, "não é notícia quando o cão morde o homem, notícia é quando o homem morde o cão".

    por exemplo, se a bola faz uma capa a dizer "o benfica ganhou 2-0, o sporting ganhou 2-1 e o porto ganhou 3-0", ninguém quer saber.
    se eles metem "o benfica ganhou com 2 golaços! sporting e porto, tiveram sorte e foram ajudados", essa capa vai ser falada, partilhada, divulgada, etc (tu próprio o divulgarias).

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  2. Claro que sim, anónimo. Os critérios editoriais existem para isso mesmo. O problema é que nem sempre (ou quase nunca) obedecem a um mínimo de lógica! Dei o exemlo da capa do Record no dia seguinte à entrega da Bola d'Ouro a CR7, mas como essa há inúmeros outros exemplos de mau critério. Não se justifica tudo pelo critério editorial; muitas vezes é a inquinação subconsciente de quem gere as redacções que leva a estas coisas. É isso que eu abomino...

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  3. lionl0pes120/1/14 21:04

    o jornal record foi como tu disseste, e bem, o jornal mais isento dos 3, mas esta mudança de linha editorial e respectiva colagem a um grande não é inocente; talvez tivesse como intenção enfraquecer o jornal a bola ao ir lá buscar alguns leitores desse jornal, erro estratégico, porque se calhar não estava na sua cogitação perder leitores, como veio a suceder.

    SL

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  4. O Sporting precisa urgentemente dum canal Sporting TV, para poder afirmar a sua voz e denunciar toda a manipulação existente.
    Estou convicto que, a médio prazo, haveriam mais assinantes da Sporting TV do que sócios, sobretudo a nível regional, pois há muitos (e bons) sportinguistas que são não são sócios, porque pouco vão ao Estádio ver os nossos jogos, não podendo aproveitar as respetivas regalias e a vida está péssima..
    Todavia, muitos desses Sportinguistas não sócios certamente iriam aderir em força a uma assinatura da Sporting TV, que possibilitaria sentir mais o Sporting, através de jogos da formação, equipas femininas, entrevistas, críticas à arbitragem e ao sistema em geral, recordar atletas antigos, etc, etc.
    DUARTE

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  5. Desde que o Record limitou-se a colocar o Sporting na classificação atrás do Benfica numa altura em que estávamos à frente deles que tenho feito, e aconselho-vos o mesmo, boicote a esse infeliz jornal. O único jornal que vale a pena é o jornal do Sporting.

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  6. Concordo totalmente com o que acabou de escrever...eu também sou daqueles que não sou sócio do SCP porque vivo em Braga e raramente vou a Alvalade,mas subscreveria de bom grado a Sporting TV ,assim como já sou há alguns anos assinante do jornal do nosso clube.Quanto aos outros pasquins desportivos:JA NÃO COMPRO HÁ UNS BONS ANOS´a esta parte.Viva o Sporting Clube de Portugal.

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  7. o jornal record é dirigido por um incompetente, por um tipo que só tem dois objectivos
    1º-promover o benfica nem que seja á base da mentira
    2º-banalizar o Sporting pois sempre foi o seu ódio de estimação, então agora, que o Sporting está novamente vivo, a guerra que esse palhaço nos move é sem dúvida mais incisiva.

    Tenho conhecimentos no record que me dizem que as coisas são assim "a palavra de ordem é denegrir o SCP e quem não estiver com esse sentido, pode procurar outro jornal", é lamentável que assim seja mas a realidade é essa.

    A análise que esse palerma do Manha faz desse lance entre o Garay e o Wolfs é de tal maneira ridícula que só apetece esmurrar-lhe o focinho, apesar de tudo consegue-se notar que ele acredita no que está a dizer que ainda mais estranho é.

    SL

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