Próximo Jogo

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18/03/2014

Oh, the irony!: O Porto e as acusações de coação à arbitragem

Quis o destino que Pedro Proença fosse o árbitro escolhido para o Clássico do fim-de-semana passado, que opôs leões a dragões, depois de um flic-flac à retaguarda de Vítor Pereira - que tinha nomeado Olegário Benquerença primeiramente (ao que este terá recusado, por suposta "indisponibilidade física"), que, como Deus, acabou a escrever direito por linhas tortas.

Quis o destino que o Sporting Clube de Portugal acabasse por ser beneficiado neste jogo, depois de uma semana de Basta!, em que se pretendia - e se conseguiu em larga escala - não só alertar a opinião pública para os constantes e sistemáticos prejuízos alheios como pressionar aquela classe para que, pelo menos, esses erros deixassem de ocorrer tão frequentemente.

Quis o destino que o Sporting Clube de Portugal voltasse a retirar pontos ao FC Porto, algo que faz desde 2008, e que voltasse a derrotar os nortenhos em Alvalade, algo que já não acontecia desde 2010 (ndr., Sporting CP 3 - 0 FC Porto, por Yannick Djaló, Marat Izmailov e Miguel Veloso). Quis o destino que a equipa de arbitragem, liderada por Pedro Proença, retirasse aos dragões os dois pontos que lhes ofereceu, na vitória caseira ante o Vitória SC, quando assinalou um penalty (inexistente) favorável aos da casa, que Josué haveria de converter. É a vida...

Quererá Vítor Pereira, o destiny-maker dos desígnios da arbitragem portuguesa, que Pedro Proença volte a apitar um jogo grande, quiçá o da derradeira jornada da Liga ZON Sagres, que irá opôr FC Porto a SL Benfica, em pleno Estádio do Dragão, ao qual o melhor-árbitro-do-Mundo-e-arredores estará obviamente inclinado a devolver ao FC Porto os dois pontinhos que Domingo lhes retirou, independentemente da justeza do resultado, no que ao jogo propriamente diz respeito.

Quis o destino que o Sporting CP conseguisse retomar os 5 pontos de vantagem, para o 3º classificado, que lhes haviam sido diminuídos além-Tejo, em Setúbal, sem qualquer decoro ou disfarce. Mas quererá o mesmo destino que os leões consigam aguentar o 2º lugar classificativo até final do campeonato?!

Gostei do jogo que a equipa conseguiu implementar no Clássico. Ou, por outra, gostei mais daquele jogo - e não só pela vitória - do que de outros jogos que temos vindo a fazer, com menos pujança e sem a acutilância necessária para os pergaminhos do Sporting CP. Islam Slimani tem disfarçado um pouco, ou bastante, a deficiência ofensiva da equipa, que teima em não conseguir definir acertadamente os lances do último terço do terreno. Independentemente dos alas/extremos escolhidos, com mais ou menor qualidade, as linhas da área adversária parecem erigir paredes quase intransponíveis para os verde-e-brancos. E nem a tal meia-distância funciona. A equipa abstem-se de rematar, demasiadas vezes. Não há que ter receio!

Vêm aí 7 jogos de extrema importância - qualquer um deles - e com certeza a equipa precisará de muita força anímica para não se deixar esbater pela pressão de um final de campeonato atípico (para melhor), relativamente aos últimos anos. As duas deslocações à Madeira, a começar já pelo próximo fim-de-semana, ante o CS Marítimo, afiguram-se talvez como a "chave" do campeonato, no que diz respeito ao Sporting CP. Regardless, parece haver a certeza contida de que o 3º lugar, pelo menos, estará mais ou menos garantido, a 7 jornadas do final do campeonato, o que, relativamente aos últimos anos, é um desenvolvimento sério, ainda que as armas não tenham sido este ano nem tantas nem do mesmo poderia qualitativo que noutros anos.

Oxalá tenhamos capacidade para manter a distância para o 2º classificado, senão aumentá-la - a entrada directa na Fase de Grupos da Champions League é crucial para os intentos do Sporting Clube de Portugal em 2014/2015! Desportiva e financeiramente...

Para além do que significaria devolver o FC Porto ao 3º lugar, algo que não acontece desde 2009/2010, quando Domingos Paciência (SC Braga) os remeteu para a Europa League.

Post Scritpum: O FC Porto interpôs participação disciplinar ao Sporting CP, por alegada coação dos leões aos árbitros. É mais um "oh, the irony", de quem incluiu esta coação do payroll do próprio Clube, entre ofertas de cabazes de fruta e pequenos-almoços com direito a cafés com leite.

Citando o que os mesmos intérpretes disseram acerca do imbróglio da Taça da Liga: «Querem ganhar na secretaria o que não conseguem em campo».

Às tantas agora já não é nada ridículo. Aliás, pelo contrário, já é uma jogada de mestre! Ajoelhem-se todos, em vénia, beijem o anel e... não se esqueçam do Ámen!

Ah, também aqui é preciso provar a intenção, o tal dolo. Será que agora já é mais fácil proválo?! Fica a questão aos entendidos...
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5 comentários:

  1. NINGUEM MELHOR QUE O F C do PORTO PARA FALAR DE COAÇÂO Á ARBITRAGEM

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  2. «Tentaram branquear uma arbitragem inacreditável. Aquele lance do Jackson é ridículo. Isto é um descaramento. Um árbitro que faz isto e depois não assinala dois penaltis, o senhor Soares Dias não tem condições para arbitrar. Se é honesto, não pode apitar e não tem competência para isso. Não se pode dar estes jogos a árbitros que não têm condições psicológicos para estes momentos. Artur Soares Dias não pode arbitrar mais jogos do FC Porto», Pinto da Costa, após a derrota na luz, em janeiro deste ano. (retirado do blogue a tasca do cherba o que desde já agradeço e aconselho a visitarem o blogue) A pergunta que se impõe é: quem coage quem? Quem pressiona quem? Estes andrades têm uma lata!

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  3. Estipula o art. 66º do Regulamento Disciplinar da Liga (acho que é este o regulamento em causa), que tem como título "Coacção", o seguinte:

    "Os clubes que exerçam violências físicas ou morais sobre (...), árbitros (...) que ocasionem inferioridade na sua representação aquando dos jogos oficiais e contribuam para o desenrolar destes em condições anormais, serão punidos nos termos do nº 2 do art. 62º."
    Por sua vez, o nº 2 do art. 62º prevê como punição a perda de pontos a fixar entre um mínimo de 5 e o máximo de 8 pontos, e ainda uma multa pecuniária.

    Ora, é a este artigo que o FCP se refere no seu comunicado.

    Não estando em causa qualquer violência física - que ninguém do SCP praticou ou fez, sequer, a sua apologia - conclui-se que o FCP considera "violência moral" sobre um árbitro anunciar que, por se sentir prejudicado - e demonstrando porquê - pondera interpor acções judiciais indemnizatórias e fazer uma exposição à UEFA.

    Ora, isto é ridículo!
    E devia já ter sido claramente denunciado pela comunicação social.

    Qualquer leigo que olha para este artigo 60º facilmente percebe que anunciar um eventual recurso aos tribunais ou uma exposição a instâncias europeias não é qualquer violência moral.
    Não está definido o que é violência moral, e este tipo de conceitos abstractos deveria ser evitado para impedir que interpretações manhosas decidam estes casos de acordo com as cores clubisticas de quem aprecia.
    Mas violência moral não deixarão de ser situações de ameaças da prática de crimes sobre os visados ou sobre familiares destes, ameaças de denúncias de factos da vida privada eventualmente comprometedores, enfim todo um conjunto de comportamentos que sejam ilícitos, constrangedores, que afectem a dignidade, a honra, o bom nome dos visados.
    Nunca pode ser violência moral - que surge aqui como contraponto da violência física - o anúncio da intenção de exercer legitimos direitos, como o são intentar processos judiciais ou fazer exposições a instâncias internacionais.

    Por isso é que este comunicado é ridiculo, senil, sem ponta por onde se pegue e devia ser logo liminarmente arquivado - como espero que o seja.

    PS: MS, abre lá a porra do chat, que estão os justos a pagar pelos pecadores.

    Jarvalho

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  4. Jarvalho,

    Eu nem sequer deveria dizer isto por aqui, mas não tendo qualquer outro contacto teu, cá vai - e aproveito para dizer a quem futuramente quiser perguntar pelo mesmo assunto, não ligando patavina ao assunto dos posts, que não serão aceites.

    O chat aqui no blog sempre foi um acréscimo ao blog e sempre quis ser só isso. De repente, subconscientemente, e por minha culpa também - que o fui permitindo, o chat foi-se tornando cada vez mais premente na mesma proporção em que o blog em si era cada vez mais ignorado. Ora, se é para isso, nem eu nem ninguém precisa de um blog - para isso é que existem os telemóveis, os skypes, os facebooks, os twitters e o diabo a 7. Como deves imaginar, é-me frustrante, e desculpa-me a expressão, estar a escrever para o caralho (e obviamente isto não é para ti, que és dos mais assíduos comentadores).

    Sendo assim, deixa de haver chat, até que eu decida voltar a recolocá-lo, o que, pelo andar da carruagem, não será tão cedo assim. Pode ser que assim os tais 90% que cá vêm gozar com a minha cara, possam agora ir gozar com o caralho. Talvez entendam melhor assim. Ou não, é problema só deles. Porque no dia em que eu me constranger de fazer o que quer que seja, com medo de perder gente aqui no blog, esse será o dia eu que eu me terei vendido a algo que está muito longe do princípio pelo qual me propus escrever aqui.

    A ti sei que é injusto, como sei que entendes os meus motivos. Mas infelizmente só assim se pode chegar a todos. Da mesma forma...

    Grande abraço...

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  5. Mauro:
    O blog é teu e estás no teu inteiro direito.
    Para além disso, compreendo a tua posição e, como é óbvio, respeito.
    Vou passando por cá, e comentando, como habitualmente.
    Enquanto mantiveres essa posição - que, como disse, respeito e compreendo - e sabendo que não levarás a mal esta sugestão, equaciona, pelo menos a reabertura do chat em dias de jogo do SCP.

    Um grande abraço também.

    Jarvalho

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