Próximo Jogo

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22/04/2014

Quanto custa a Comunicação?!


Ao final da noite de ontem fui surpreendido com uma informação que ditava que os funcionários/colaboradores do Jornal Sporting tinham sido informados da sua dispensa, em bloco. Entretanto, um outro jornal, o Record, avançou que "apenas" 7 desses funcionários teriam sido dispensados, "fruto da falta de sustentabilidade financeira da publicação". A estes, juntam-se as dispensas do início da época que está agora prestes a terminar...

Post Scriptum: Entretanto, já hoje, surge a confirmação de que toda a redacção do Jornal Sporting foi, de facto, dispensada...

Confiando no geral da informação, compreendo-a não a subscrevendo. É sabido que a tiragem do jornal do Clube é reduzida, consequência também do País social que temos, que acumula jornais em tão pequena área mas, ainda assim e por isso mesmo, dispensar funcionários/colaboradores do jornal do próprio Clube para dar lugar à entrada da Young Network (empresa de Comunicação que geriu a estratégia comunicacional da lista da Bruno de Carvalho às últimas eleições) parece-me, no mínimo, fora de qualquer lógica. E sei que muitos haverão que não me acompanharão nesta minha tomada de posição...

Ao que parece, a ideia passará também por desistir da publicação semanal para passar a ser quinzenal ou mensal, o que é só lógico face à pouca adesão (mea culpa minha). Ainda assim, fará sentido recorrer a outsourcing para gerir um jornal que é nosso e que sempre foi gerido pelos nossos?!

Sim, é verdade que há muito tempo me bato pela profissionalização (no sentido do incremento de competência) dos integrantes do Jornal Sporting (por exemplo, a última edição do jornal saiu com dois erros crassos logo na 1ª Página: no símbolo do Sporting Clube de Portugal, a palavra Sporting saiu sem o "G", e o resultado da Final da Taça de Portugal de Andebol saiu errado - 24-23 publicado contra os 29-34 factuais - e, como estes, outros erros poderão ser assacados, para quem estiver atento, como trocas de nomes de jogadores, nomes mal escritos, crónicas de jogo ficcionais - como a do último SL Benfica 2-0 Sporting CP, etc)... Porém, considero que tais falhas eram/são mais que passíveis de abolição bastando, para isso, um simples incremento no acompanhamento dos vários jogos bem como das responsabilidades inerentes a quem gere este tipo de Comunicação interna/externa do Clube.

Resumindo, pese embora as minhas críticas pessoais a algo que sempre considerei possível fazer mais e melhor, não considero acertada esta medida, retirando do jornal quem, de facto, o faz, dando primazia à Young Network que, seja ou não muito profissional na sua área, retira ao Jornal Sporting aquilo que ele sempre foi: de Sportinguistas para Sportinguistas.


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