Próximo Jogo

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28/07/2014

Estágio na Holanda: Análise ao Modelo de Jogo

Mais uma fase da pré-época concluída. No geral, considero o trabalho realizado como positivo mas com muito para evoluir, como seria de esperar nesta fase. Referindo-me apenas aos dois últimos jogos nesta minha análise, onde irei destacar os aspectos que considerei positivos e negativos, começo por dizer que apesar do jogo de hoje ter sido mais fraco que o anterior, as sensações com que fiquei foram as mesmas, quer do ponto de vista colectivo, quer individual.

Ao nível da organização defensiva patente no modelo de jogo de Marco Silva, no que foi possível observar nestes jogos, parece-me um momento do jogo no qual somos bastante competentes, com algumas excepções, tanto colectivas como individuais: 
  • A pressão: Movimento colectivo. Apesar de alta, não é feita da melhor maneira sempre que é realizada.  Há mais jogadores a participar nela, mas alguns estão mais preocupados com o homem do que com a zona, tornando a pressão mais desgastante e menos eficaz, dado que os nossos jogadores vão para onde o adversário os leva, deixando espaços sem cobertura. Movimento a aprofundar no próximo post de modo a realizar uma analise mais detalhada.
  • Cruzamentos: Aqui a crítica é feita individualmente, principalmente para Jefferson. Se a bola está no corredor direito, o lateral oposto tem de estar sempre a fechar dentro. Cédric Soares e André Geraldes fazem isso, Jefferson não. 

Diferenças no posicionamento dos dois laterais bem evidentes. Erros que em Jefferson são constantes, ao invés do erro de William Carvalho, que é raro acontecer.

No que diz respeito à organização ofensiva, e apesar do jogo de hoje não ter tido muitas oportunidades de golo da nossa parte, considero que está a ser bem trabalhada. Na minha opinião, o modelo de jogo é o indicado - se não melhorar mais ofensivamente, será pela (falta de) qualidade individual dos seus executantes e não por culpa das ideias do treinador. São evidentes as diferenças, para melhor, relativamente à época anterior:
  • Mais liberdade dos médios na circulação de bola e para aparecer em zonas de finalização. Melhor controlo do jogo, dado que há mais linhas de passe próximas ao portador da bola. Adrien Silva e André Martins são os mais beneficiados com esta alteração. 
  • Mais procura do corredor central na fase de criação. Não é fácil jogar pela zona central dado que é onde há menos espaço e tempo para decidir, no entanto parece-me que há essa preocupação por parte de Marco Silva, para que os lances não terminem todos com cruzamentos para a área.

Há que diferenciar os erros individuais dos erros colectivos. Isto é: ao analisarmos um jogo, uma exibição, temos de ter atenção se o que aconteceu de menos positivo foi culpa do modelo de jogo ou dos jogadores. Concordo que o Sporting CP não tenha realizado um bom jogo hoje mas, na minha opinião, não teve a ver com o modelo de jogo que o novo treinador está a implementar. Neste nível, o treinador não ensina o jogador a realizar um passe, uma recepção, um remate ou o que quer que seja. O treinador tem como responsabilidade oferecer aos jogadores as melhores ferramentas para que eles tenham sucesso mas, em última instância, quem decide são os jogadores, dependendo da qualidade individual de que dispõem. 

Em suma, são estes os aspectos que da minha parte merecem destaque. Penso que a equipa está a ser trabalhada duma forma competente pelo novo técnico sem que, no entanto, haja razão para euforias, e muito menos para depressões.

E vocês Sportinguistas, o que têm achado da evolução táctica deste novo Sporting?
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21 comentários:

  1. Excelente análise! De profissional, diria eu.
    Tanto assim que quase me sinto inibido de dizer mais alguma coisa.
    Noto, porém, com satisfação, que no post se faz referência a uma movimentação dos jogadores que eu próprio tinha detectado: Martins e Adrien aparecem agora, amiúde, em zonas de finalização.

    Quanto ao jogo de hoje, apesar de não o ter visto ainda, em nada me preocupa a derrota.
    Ocorreu no final de um estágio, onde as cargas fisicas são elevadas, numa ocasião em que o SCP está a jogar praticamente de dois em dois dias, tendo, ao que parece, esboçado uma reacção postivia na segunda parte, que apenas terminou quando Mauricio foi expulso. A que acresce o Twente estar numa fase mais adiantada da preparação.

    Como tenho dito, sou dos que mantém algumas reservas sobre o desempanho que Marco Silva irá ter no SCP, mas o que tenho visto até agora - exceptuando a salgalhada da segunda parte do jogo contra o Belenenses, já ultrapassada - estou muito satisfeito com o futebol que o SCP tem vindo a exibir.

    Jarvalho

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  2. O Lateral a fazer escola. Com tantas contratações, vamos jogar com 12 ou 13 para ocuparmos melhor os espaços todos. Porque não dois laterais esquerdos? Um a fechar por dentro e outro a descansar na linha?

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  3. Excelente Post, Honoris

    Assim consigo perceber melhor aspectos tácticos que me escapam durante os jogos!

    De realçar, pela negativa, o comportamento defensivo de Jefferson, que desde há 7 meses tem vindo a exibir-se a um nível que não é compatível com um titular absoluto do SCP. Que venha o Jonathan Silva, para pôr este acomodado jogador em sintido.

    SL

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  4. Relativamente ao modelo de jogo, é verdade que existem diferenças relativamente ao ano anterior. Este Sporting é mais ofensivo que o anterior, com linhas mais subidas e mais compactas, permitindo fazer uma zona mais pressionante. Esta como dizer exige uma grande organização coletiva e uma grande disponibilidade física por parte dos jogadores, pois para ser realizada de forma eficaz exige da parte dos jogadores ações coletivas articuladas com que vai fazer pressão sobre o portador da bola. Isto é bem visível por exemplo nas reposições de bola do guarda redes tem defendido com duas linhas, Montero e André, e os médios, em que logo que a bola é reposta, o jogador com a mesma é logo pressionado e o outro jogador mais avançado ocupa o espaço central no sentido de corta a linha de passe, os dois alas pressionam os laterais e os médios centro fecham as linhas de passe, o que tem permitido muitas recuperações de bola. Quando a bola já está no meio campo em posse adversária, já existe uma uma intenção de fazer zona pressionante quanto a bola está numa faixa, o que é um aspeto positivo. Contudo, é notório que nem todos os jogadores da equipa sabem ou são mais intensos ou agressivos para o fazer. Basta os jogadores envolvidos não encurtarem os espaços, retirando espaço e tapando as linhas de passe para criarem-se buracos nas nossas costas. A maioria dos nosso jovens jogadores têm revelado problemas aqui e penso que esta é uma das razões para Gauld ter jogado pouco. É notório que temos de aprimorar as coberturas e a basculação da equipa, em especial nas faixas laterais que têm de fechar mais por dentro, com o ala do lado contrário a ser o jogador mais recuado da linha. Relativamente à jogada do primeiro golo, existem vários erros de posicionamento em que Jefferson, que é verdade que fecha pouco por dentro quando a bola está na aula contrária, é o menos culpado. Geraldes está mal posicionado deveria estar com o corpo enquadrado com a bola e está enquadrado com o jogador. É o seu mau posicionamento que permite o cruzamento, Dier não pode permitir que o ponta de lança cabeceie atrás dele. Estando apenas um jogador adversário na área e Maurício na cobertura fechando junto ao vértice da pequena área, Dier não pode permitir um golo daqueles. Jefferson deveria estar a fechar mais dentro mas nunca poderia fazer a dobra num lance destes. Quanto ao jogo, Marco Silva arriscou iniciando a partida com William de início. Foi sobretudo devido à sua péssima entrada em jogo e falta de mobilidade que perdemos o controlo do jogo nos primeiros 10 minutos. acho pouco admissível o estado de condição física apresentado com período de repouso de 3 semanas. Outra aposta perdida tem sido Mané. Não só pelo que não joga em termos ofensivos, mas sobretudo, pela sua pouca participação nos aspetos defensivos. Isto tem sido comum a todos os jogos o que é preocupante. Talvez seja altura de treinar uns tempos com os B´s. Ontem, a não opção por Cédric, acabou por também ter influência pois tem sido um dos melhores, senão o melhor jogador do Sporting. André Geraldes até esteve melhor, em termos defensivos, teve apenas duas falhas, mas que custaram dois golos, mas ofensivamente pouco contribuiu. Ontem gostaria de ter visto Heldon, que penso merecia mais minutos. O resultado não espelha o que foi o jogo, pois tirando os primeiros 10 minutos nunca fomos inferiores ao Twente mesmo em inferioridade numérica. Para além do cansaço a chuva foi um condicionante. Este ano jogamos muito a 1 dois toques com a bola a circular com maior velocidade o que ontem com a chuva e a bola a rolar mais rápida criou maiores dificuldades. Mesmo assim, conseguimos fazer bons movimentos com o envolvimento de vários jogadores. Quanto aos outros muitos aspetos sobre a equipa, fica talvez para uma próxima

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  5. Paulo

    Excelente comentário, com o qual concordo quase em absoluto. Discordo de si apenas quando diz que era impossível o Jefferson fazer a dobra num lance daqueles. Caso ele tivesse na zona que lhe competia, facilmente teria evitado o golo. Certamente que ia ser mais complicado para o jogador do Twente marcar golo se tivesse em inferioridade numérica naquela zona.

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  6. Obrigado pela crítica. Para a próxima vou ser mais objetivo e escrever por tópicos.

    Aceito que Jefferson poderia ter fechado mais dentro no golo, vê-se quando a bola vai para junto do extremos que está mal posicionado o que é grave sendo que isso acontece muitas vezes durante os jogos. Jefferson foi um dos jogadores com pior rendimento ao longo da época passada. Defensivamente tem dificuldades posicionais, mas ofensivamente, nos esquemas táticos e cruzamentos deixou mesmo muito a desejar. E essa foi a razão principal porque foi contratado.
    Este ano não começou bem, mas também tem duas condicionantes, foi o jogador que mais jogou e é natural que tenha mais cansaço acumulado, e ... ter Capel a jogar no seu flanco.
    Este ano Marco Silva tem optado, e quanto a mim bem, em colocar extremos com o pé dominante porque isso dá maior velocidade nas transições e mais precisão nos cruzamentos, só que Capel tem dificuldade em fazer diagonais em condução de bola. Usualmente faz a receção orientada paralela à linha lateral. Assim, raramente conduz a bola em direção da baliza, que lhe permitiria visar o remate cruzado ou atraindo o defesa central e/ou guarda redes uma assistência para um dos seus colegas. Por outro lado ao procurar da linha final não desposiciona o lateral que o marca, e faz com que o lateral esquerdo da sua equipe ocupe um espaço mais lateral que o dele mas paralelo. Ontem isso foi visível várias vezes

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  7. Paulo

    Não podia concordar mais nessa analise que faz do Capel. É um jogador incapaz de perceber o contexto em que se encontra, isto é, mesmo que tenha espaço para progredir em direção à baliza. nunca o faz. Para ele só existem duas coisas: a linha lateral e a linha de fundo.

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  8. boas tardes honoris
    obrigado pelo otimo poste e de profissional

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  9. Grande post Honoris, ao nível do ultimo: "Primeiras notas do novo Sporting".
    Devo dizer que tenho gostado do trabalho realizado por Marco Silva no que diz respeito ao jogo colectivo de circulação de bola que tem tentado implementar no Sporting.

    Este ultimo jogo foi o menus agradável de se ver porque ninguém gosta de ver o grande Sporting a perder mas não acho que tenha sido assim tão negativo como muita gente diz.

    Da para ver que o MS quer um futebol de posse e circulação da bola por todo o colectivo, subir e descer em bloco retirando o espaço ao adversário.

    Do que vi ate ao momento parece-me que a chave do sucesso para este SPORTING será o seu meio campo, meio campo esse que na minha opinião tem tudo para ser o mais forte do campeonato !!

    William, Adrien e JM/Martins são as minhas apostas para um meio campo compacto que privilegiara a posse de bola, e a escolha entre Martins e JM ira depender do adversário que iremos enfrentar. 100% Made in Sporting (Não é para todos) !!

    A nível da defesa acho que o Jefferson já deu tudo o que tinha a dar ou esta acomodado, veio para o Sporting com o rotulo de lateral bom a atacar e razoável a defender e o que se tem visto desde a 2 volta da época passada é um Jefferson fraco a atacar e fraco a defender, concorrência precisa-se urgentemente !!

    Cedric e Dier estão uns monstros e tem tudo para fazer uma grande época, fica a incógnita sobre quem vai ser o 2 central, se ficar o rojo o lugar deve ser dele senão será entregue ao Maurício.

    Na vertente ofensiva tudo se complica, vejo neste momento apenas 2 jogadores com capacidade para fazer a maquina carburar a toda a velocidade.
    Carrilo ( Parece um jogador diferente, nao só pela forma como tem jogado mas sobretudo pela atitude,a expressão facial dele demonstra uma concentração e atitude que ainda nao tinha visto desde que chegou ao SPORTING) e Montero ( Na minha opinião o jogador mais importante na manobra ofensiva, mobilidade inteligência e técnica são 3 características que nao me lembro de ver num avançado no Sporting, basta recuperar a confiança que apresentou na 1 volta da época passada e temos um avançado letal no jogo colectivo e finalização) .

    De resto algumas incógnitas e algumas certezas... Shika ainda nao jogou com a equipa que considero "titular" e por isso é difícil avaliar.
    Gauld é novo mas já demonstrou alguns pormenores interessantes e espero que tenha mais oportunidades ainda na pré época.
    Capel...nem merece comentários de tão fraco que é, se a raça e atitude jogassem futebol tínhamos aqui o melhor do mundo mas assim... temos apenas um velocista de mochila as costas.
    Mané tem de comer muita sopa para entrar na equipa e nao considero a posição de extremo a sua praia.
    Heldon é bom para equipas como o marítimo onde tem espaço para jogar e usar a sua melhor e única arma (velocidade) a seu belo prazer. No Sporting 80% dos jogos são contra equipas fechadas logo ele nao oferece nada a equipa.
    Tanaka considero um reforço na linha de montero (diferentes mas parecidos) inteligente e oportuno.
    Slimani um monstro dentro de área mas um jogador pouco móvel, o ideal era conseguir manter para resolver jogos contra autocarros mas depois do mundial que fez é impossível o jogador aceitar ser 2 ou 3 opção no ataque leonino podendo mesmo criar mau estar no grupo e uma possível desvalorização.
    O ideal seria aproveitar a valorização e vender o jogador arranjando um substituto com características idênticas mas sem o estatuto do argelino.(Gostava de o manter mas considero o montero intocável,logo a razão para o vender é mesmo o que expliquei em cima).

    Esta equipa com 1 ou 2 grandes reforços ofensivos tem tudo para dar muitas alegrias ao pessoal, vamos la ver o que o presidente e o inacio nos reservam para a parte final da pré época.

    SL

    MP222

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  10. Bom post. Acho que seria agradável vê-los também a fazer o plantel 2014/2015 e consequente 11 inicial do primeiro jogo oficial. SL!

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  11. Leeuw

    Farei isso mais no final da pré-época. Neste momento, Marco Silva já tem uma base mas muita coisa pode mudar até final da pré-época, como por exemplo saídas/entradas ou subida/descida de rendimento de alguns jogadores.

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  12. Boas, eu venho falar aqui não do estágio visto que foi positivo, mas do castigo anulado ao nosso Presidente que depois de o cumprir 29 dias dos 45 impostos! isto é mesmo uma grande palhaçada, enfim, ainda nem começou o campeonato e já se assiste a coisas destas...!!!

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  13. Excelente post Honoris , e com esses prints do Montero torna-se difícil malhar nele :D
    Mas mesmo assim eu prefiria ver tanto ele como o Tanaka a serem mais servidos na carreira de tiro em vez de servirem os interiores/extremos nas alas, se reparares neste último jogo o Tanaka teve 0 bolas para ele e o Montero 1, isto no campeonato Portugues até pode baralhar as marcações mas não tem muitos efeitos práticos em termos de golos , é a minha opinião.
    Concordo com a análise dos outros 2 jogos, neste último acho que foi mesmo a pressão alta que foi deficiente.
    Em vez de uma pressão em bloco tomou-se a opção da pressão individual que para além de desgastar mais embora pense-se que não é mais passível de abrir espaços sobretudo no meio campo que acredito que as equipas Portuguesas de transição vão explorar.
    Já para não falar que nem todos os jogadores tem o pulmão ou a velocidade de André Martins e por isso a pressão não será constante, por isso o melhor era pressionar num bloco subido e unido mas acredito que Marco Silva irá rectificar este erro .

    Também tenho de afirmar que estou contente por ver com Marco Silva, Adrien a sair mais do seu raio de acção para perto da grande área onde eu acredito que ele é muito mais jogador seja no último passe ou no remate .

    Outra coisa que não gostei particularmente nos 3 jogos foi a equipa ter medo de partir para quebrar a linha de pressão do adversário e procurar sempre um flanqueamento para o lado contrário aberto, quando em muitos momentos se podia arriscar e rasgar a pressão adversária tornando mais possível a superioridade numérica.

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  14. Olá Honoris!

    Não consegui ver o jogo e no seguimento de uma conversa no Lateral ou Posse, qual o posicionamento do William na primeira fase de construção? Foi semelhante ao do Oriol no torneio da AFL?
    Qual a tua opinião sobre jogarem William e Oriol os dois ao mesmo tempo? Eu jogaria com ambos, a capacidade de posicionamento, decisão e de manter a bola de ambos parece-me muito mais importante que a capacidade do Adrien de comer linhas em progressão. Eu gostaria de ver o Oriol na cobertura, se bem que tenho a impressão que o William não será tão eficaz a jogar mais a frente

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  15. Gonçalo

    O William não baixa tanto na 1ª fase de construção. Já não me recordo ao pormenor de todas as vezes que saímos a jogar desde trás mas tenho quase a certeza que o William nunca baixou até ao meio dos centrais.

    Com William e Oril certamente que íamos ganhar critério com bola, capacidade de posicionamento e decisão como tu e bem referes, o problema é que com eles os 2, iamos ter menos gente dentro do bloco adversário, coisa que contra os adversário que jogam mais recuados é capaz de ser prejudicial. Talvez nos jogos contra Benfica, Porto e os da Champions seja mais benéfico jogar com William e Oriol.

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  16. Honoris,

    A iminh deia não é teres os dois em duplo pivot, mas sim o William mais à frente a criar esse desequilibrio. De qualquer forma, mesmo que fosse em duplo-pivot eu tb abdicaria desse homem dentro do bloco para jogar com eles os dois. Pediria aos extremos para procurar ainda mais o espaço interior e dava mais profundidade e largura aos laterais.

    O meu problema em jogares com os dois so nesses jogos é que isso leva a uma alteração das dinamicas da equipa e eu prefiro mante-las, principalmente contra adversários melhores.

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  17. Gonçalo

    Pensei que te estavas a referir ao duplo-pivot. Era para te dizer isso mesmo no comentário anterior, só jogaria com eles em DP se os extremos fossem capazes de ocupar zonas interiores. O problema é mesmo a qualidade dos extremos que o Sporting tem. Caso tivesse 2 extremos fortes a decidir em zonas mais interiores, eu optaria por um DP com William e Oriol.

    Mas voltando ao facto do William e Oriol jogarem os 2 ( sem o DP ), não sei se o William é capaz de criar este tipo de desequilíbrios..E mesmo na pressão à 1ª fase de construção do adversário, não sei se o William consegue acompanhar o médio que vem receber como o Adrien tem feito.

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  18. Entre Carrillo, Mané, Iuri e até o Esgaio acho que podemos jogar com extremos a vir dentro e se queres jogar mais dentro do bloco do adversário, tem mesmo de ser..

    Eu estava a falar em org. ofensiva, com William a subir e ficar o Oriol na cobertura dos médios. Em org defensiva nem refleti mto, mas o principal problema tb me parece a lentidão do William quando é batido. Agora, ter de abdicar de um deles (que vai ser o Oriol de certeza) é uma pena, porque são os nossos médios mais fortes no que já referimos. Eu adoro o Oriol, porque alem do critério acrescenta uma agressividade do caraças sem bola

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  19. Nunca pensei que o Oriol fosse tão bom sem bola. Fiquei mesmo surpreendido e tenho muita pena que vá perder o lugar. É um luxo ter 2 jogadores destes para a mesma posição.

    Quanto aos extremos, para mim também eram o Esgaio e Iuri a estarem nos lugares do Capel e Heldon, que são fraquíssimos. Mas parece-me que ainda chegará um extremo para o plantel.

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  20. O Oriol, sendo formado onde foi, explica o porque desta capacidade. Sem alguma vez ter visto o gajo jogar a 8, diria que prefiro ao Adrien. Alias, prefiro o próprio João Mario ao Adrien

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  21. Também gosto muito do João Mário. Mas a duvida do Marco Silva é entre o A.Martins e o João Mário.

    Tenho pena é que o Gauld tenha tido poucos minutos até à data. Acho que podia acrescentar muita criatividade no meio campo ofensivo.

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