Próximo Jogo

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12/08/2014

Alerta Rojo e um Tuareg em trânsito

Contratado no Verão de 2012 ao FC Spartak de Moscovo, Marcos Rojo, defesa-central (ou lateral-esquerdo) argentino de 24 anos, parece estar de saída do Sporting Clube de Portugal.

De Inglaterra surgem notícias do interesse do Manchester United FC, adiantando a oferta de uma proposta formal de 20M € pela totalidade do passe do atleta.

Recorde-se que o os leões despenderam 5.4M € na aquisição do central, em 2012, vendendo imediatamente 75% dos direitos econónimos do passe do jogador ao fundo Doyen Sports, por 3M €. Isto é, os 25% dos direitos económicos do passe de Marcos Rojo na posse da SAD do Sporting CP custaram a módica quantia de 2.4M €, enquanto que a Doyen Sports assegurou 75% desses direitos por apenas mais 600 mil €, os tais 3M €.

De referir ainda que em Outubro último a SAD dos leões teve oportunidade de reaver mais 25% dos direitos económicos do atleta, por sensivelmente 1.5M €, optando por não accionar tal cláusula de opção e, consequentemente, vendo-se agora agrilhoados a uma posição negocial (demasiado) frágil. Uma decisão errada, a priori, e que agora, a posteriori, se revela ainda pior, principalmente quando 3 meses depois, em Janeiro, se gastou 1M € na aquisição de Héldon, ao CS Marítimo.

Posto isto: se perder Eric Dier foi já uma perda de monta, desportivamente falando, ficar também sem Marcos Rojo é um enorme revés. No plano teórico, esta tinha tudo para se tornar a dupla de centrais titular em 2014/15. Não será uma catástrofe - como outros querem convenientemente pintar (aliás, quando o assunto é Sporting Clube de Portugal, termos como patético, ridículo ou catastrófico são habituais; afinal há que seguir a "agenda editorial"), mas é muito mau. Destrói-se assim a dupla de centrais titular da época transacta, sem garantias ou sequer perspectivas de substituição imediata, sem que se perca qualidade, e perde-se uma dupla de centrais teórica e potencialmente titular. Não há como evitar a expressão de desalento!...

Marcos Rojo quer sair. Se não acredito minimamente que se tenha recusado a jogar ante o Club Nacional de Football (Montevideo), aquando do Trofeo Teresa Herrera, as notícias convergentes que dão conta da sua ausência do(s) treino(s) desta Terça-feira são já mais plausíveis. O central conhece já a proposta do gigante inglês e pretende transferir-se para Terras de Sua Majestade. Face à proposta de 20M € - dos quais apenas 25% (5M €) entrarão nos cofres de Alvalade - e à aparente vontade do jogador, pouco poderá fazer a Direcção senão tentar esticar a proposta para o máximo possível, sabendo de antemão que receberá sempre uma ínfima parte, e aceder à vontade do atleta. A este ponto, creio que nem uma proposta de renovação por valores próximos do impossível, acima do já alto montante que aufere, valeria a permanência de Marcos Rojo em Alvalade.

Ao serviço do Sporting Clube de PortugalMarcos Rojo alinhou 5287 minutos, distribuídos por 61 jogos, assinando 7 golos e 1 assistência, e contabilizando 23 cartões amarelos, 4 cartões vermelhos por acumulação de cartões amarelos e 1 cartão vermelho directo.

De resto, a "solução" que certa Vendetta Mercantil preconiza, ou seja, a SAD do Sporting CP seguir a enorme sapiência de Jorge Nuno Pinto da Costa e tentar negociar os 25% que detém por um valor mínimo de 10M € é... parva. Primeiro porque, em proporção, estar-se-ia a vender Marcos Rojo por 40M € (10M € acima da actual cláusula de rescisão) e, segundo, porque tais negociatas que o FC Porto consegue (como agora com a transferência de Eliaquim Mangala) estão sempre envoltas na obscuridade por que se guiam, sabendo-se posteriormente que os verdadeiros moldes de tais negócios nunca são tão dourados como quiseram fazer deles... se o futebol fosse um jogo limpo, nem Jorge Nuno Pinto da Costa existiria nem estas negociatas por cunhas e tráfico de interesses seriam sequer permitidas!
  • Adenda
Durante a tarde de hoje surgiram notícias relativas ao Ponta-de-Lança Islam Slimani, mais ou menos da mesma índole do sucedido com o argentino Marcos Rojo. Isto é, que o argelino terá pedido para ser transferido, face a propostas dos alemães do FC Schalke 04 (que teria oferecido a maior proposta de transferência ao Sporting CP, ainda que abaixo do exigido pelos leões), e dos ingleses do West Ham United FC e do Leicester City FC, que terão oferecido sensivelmente 3 vezes mais os honorários que este aufere em Alvalade.

Já aqui foi dito, não só por mim, que o baixíssimo tecto salarial praticado pelo Sporting Clube de Portugal, actualmente, é um problema sério para atrair e cativar jogadores de qualidade acima da média. Se pensarmos só em estrangeiros (xenofobismo á parte), pior, pois a realidade para que vêm é completamente diferente da dos seus Países de origem e o contexto europeu concebe-lhes uma expressão maior, a todos os níveis.

Se relativamente a Marcos Rojo, este problema não é tão notório, pois teria já um salário avultado, em relação a Islam Slimani é. Tendo oportunidade sair, para ir ganhar significativamente mais, mesmo para Clubes de menor expressão que o nosso - e não podendo o Sporting CP acompanhar tais ofertas salariais - o jogador acaba por pedir (ou exigir, como queiram) para ser transferido. E torna-.se um problema difícil de contornar.

O Sporting Clube de Portugal tem as suas obrigações financeiras perante os credores (ou parceiros, ou como lhes queiram chamar) e terá que as cumprir. Rigorosamente! E para isto, terá que abdicar de certas regalias, sendo premente a questão dos encargos salariais com jogadores no orçamento do Clube e da SAD. A almofada de conforto e viciosamente curta, e o desconforto assola-nos perante tais e tão recorrentes notícias. Vejamos: desde que Bruno de Carvalho assumiu a Presidência, sairam Moretto Cassamá e Idrisa Sambu, Bruma, Tiago Ilori, Eric Dier, e prepara-se para sair Marcos Rojo, além do caso bicudo de Matheus Pereira (só tem mais um ano de contrato) à espera de um desfecho que se afigura semelhante a outros. Todos devido a divergências com a Direcção e/ou divergências salariais. É muito caso já, para simplesmente fechar os olhos, virar a cara para o lado ou enterrar a cabeça na areia. Algo está mal, conceptual e profundamente mal!

Retomando as notícias acerca de Islam Slimani, um último comentário: Estranho como é que um jogador que assinou contrato por 5 épocas há um ano atrás - repito: 1 ano atrás - com um vencimento e uma cláusula de rescisão (que até é mais baixa que o normal) devidamente contratualizados, de repente peça ou exija uma melhoria salarial considerável. A acreditar na notícia, é lamentável.

Mais lamentável ainda é relegar um jogador para a Equipa B (ou impedi-lo de treinar com a A, pelo menos) por esta questiúncula. Esta semana devia ser tranquila. Devia...

Aguardemos pelos próximos desenvolvimentos.
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18 comentários:

  1. Bom ponto da situação, Mauro

    Só falta mesmo acrescentar que o reduzido poder negocial do Sporting se deve também, para além dos erros a que fizeste referências com as quais concordo, a uma cláusula contratual que passa o fundo paea a frente das negociações pelo jofador, em caso de propostas acima de 15M.

    Dito isto, nunca o jogador se recusou nem a treinar nem a jogar, isso são esquemas dos media para fragilizar o Sporting.

    SL

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  2. Sportingues12/8/14 16:56

    Muito bom o texto.Nas mesmas situações estão outros jogadores como por exemplo,o Carrillo(Acho que são 30%). A alienação das % dos passes dos jogadores não é culpa desta direcção mas já tomaram posse há sensilvelmente 1,5 ano e continuam existir esta situações.Agora é preciso tempo para termos uma dupla de central em sintonia.

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  3. Ah e faltou-me acrescentar que, conforme o previsto no seu contrato, o salário de rojo duplicaria este ano, tornand-se totalmente incomportável para o Sporting.

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  4. Diogre,

    Ainda bem que falaste nessa outra cláusula. Esqueci-me completamente de a referir no post, mas fica o teu registo. A ver vamos se os mesmos que tomavam por absoluta mentira a cláusula do Eric Dier, agora também dizem que é a "máquina da propaganda" que anda a espalhar o boato internet fora...

    Quanto às notícias que se referem a recusas do Marcos Rojo em jogar ou treinar, voltamos à tal conversa dos jornalistas versus ardinas: uns escrevem notícias, com tudo o que significa o jornalismo, outros vendem as notícias da melhor forma que conseguirem mesmo que, para isso, tenham que escrever inverdades. É o tal do jornalismo moderno. Nada de novo, portanto...

    Sportingues,

    Antes de mais, uma pequena correcção: temos 35 % (e não 30%) de André Carrillo. Dito isto, reaver as percentagens alienadas dos passes não é tarefa fácil para Clube (ou Direcção) nenhuma. Os Fundos avaliam os passes dos atletas em determinado montante e adquirem a percentagem do passe em proporção com essa avaliação (em off-topic: um dos problemas que se está a passar no SL Benfica tem a ver precisamente com isto: as percentagens que alienaram foram avaliadas muito em alta. Dou-lhe o exemplo de Roderick Miranda, entretanto transferido a "custo-zero", que estava avaliado em 10M €, o que é completamente ridículo. Em contraponto, as percentagens dos passes de jogadores nossos foram avaliados em baixa...). Pra depois reaver essas percentagens, salvo cláusulas de opção - como neste caso com Marcos Rojo - os Clubes terão que renegociar com o Fundo, conforme nova avaliação destes para o mesmo jogador, o que, aqui, já é normalmente revisto em alta. Em suma, o normal é vender X% do passe de um atleta por Y e, quando a quiser reaver novamente, ter que a comprar por Z. Se é que me faço entender...

    Obviamente que os fundos também têm perdas, num ou noutro caso, mas na globalidade do negócio nunca perdem dinheiro. Posto isto, e tendo em coisa a situação económico-financeira do Clube, das duas uma, ou i) enverdar-se-ia por reaver as percentagens alienadas dos passes dos atletas, tendo por consequência a menor (ou mesmo nenhuma) margem de manobra para novas contratações, ou ii) reaver-se-iam percentagens alienadas de passes de atletas que se considerem mais importantes, desportiva e financeiramente, para o Clube, o que poderia ter sido feito, embora apenas em 25%, com Marcos Rojo. Mas lá está, tudo isto depende mormente da capacidade financeira do Clube...

    Ao contrário do que o Sportingues parece pensar, isto não se faz da noite para o dia, num estalar de dedos, nem num ano, nem ano e meio, nem dois, nem três. Se calhar nem em cinco!...

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  5. Estou convicto que, sem a atual administração Bruno de Carvalho, o Sporting corria o risco de acabar.
    Temos mesmo que vender Rojo.
    Que ao menos esse dinheiro sirva de almofada financeira para manter Slimani.
    DUARTE

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  6. A saída do Rojo parece inevitável mas temos substitutos à altura.
    O Rojo só esta época deixou de ter tantas paragens cerebrais que o caracterizavam e assumiu-se como um central mais fiável. Apesar disto não o acho central de top mas apenas um elemento muito útil numa dupla de centrais que se entrosou de uma forma soberba.
    No sistema de 3 centrais que o MU está a rotinar vai ser um elemento mais preponderante.
    Sinceramente penso que com esta saída o Paulo Oliveira vai pegar de estaca nesta equipa, basta perder aquele medo de ter a camisola verde e branca vestida.

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  7. Push31,

    Independentemente do papel que ele vai assumir no Manchester United FC (poque, a partir do moemnto em que ele saia deixa de contar para o Sporting CP e, subsequentemente, para mim, a menos que sejam garantidas percentagens sobre mais-valias), além da qualidade, Marcos Rojo assume a sua preponderância pela experiência que, mesmo ainda jovem, já tinha.

    De resto, nem Maurício a tem (a nível de Champions, pelo menos), nem Paulo Oliveira, nem Naby Sarr, nem Ramy Rabia nem Tobias Figueiredo. E aí é que reside o problema de base. Perdemos o Eric Dier, central já de enorme valia e de tremendo potencial, e agora Marcos Rojo. É mau. Muito mau...

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  8. ILLUMINATOR12/8/14 19:50

    Diogre
    Tens a certeza do que dizes? Estou a referir-me às partes em que dizes que ele não se recusou a treinar e que vai passar a ganhar o dobro!

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  9. HerrFlick12/8/14 22:28

    Nenhum deles é um jogador insubstituível, na minha opinião. O Rojo, sendo um excelente jogador, tem "paragens", como se diz noutro comentário. Nestes anos, não demonstrou suportar ambientes adversos como os da Luz ou do Dragão, onde cometeu quase sempre erros fatais. Gosto bastante do Slimani, acho que tem tudo para fazer muitos golos este ano, mas, se sair, não é nenhum drama, desde que seja bem substituído. A questão é comprar bem, mais do que vender bem.

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  10. HerrFlick12/8/14 22:30

    Ah, o problema principal é a instabilidade nesta altura. Mas, se a equipa responder bem no sábado, que se lixem e venham outros com mais vontade de jogarem no Sporting, se for o caso.

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  11. Apapariquem mais estes meninos da bola.....estes tipos quando precisão do clube até dizem que tem sangue verde mas quando vem dinheiro ficam histéricos e o amor ao Clube passa-lhes imediatamente, os Rojos, Slimanis etc que se f**** viva o SPORTING

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  12. Gosto muito deste blog so quero acrescentar e de forma também a retificar, que éssa tal hipótese de reaver 25% do passe de rojo é totalmente falsa como o presidente fez questão de dizer durante a entrevista que deu à sportingTV

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  13. No dia em que a Sporting SAD divulgou o R&C anual de época 2012/13, estava indicado o seguinte a propósito do passe de Marcos Rojo:

    «Pág. 114: 75% dos direitos económicos de Marcos Rojo cedidos à Doyen Sports Investments por 2 milhões de euros a 30 de Junho de 2013, sendo que, e passo a citar "O valor cedido ao Fundo ascendeu a Euros 3 milhões, sendo que a prestação remanescente vence-se em outubro de 2013."»

    Ou seja, a Doyen Sports Investments comprou ao Sporting 75% do passe de Rojo, por um total de 3 milhões de euros, sendo que 2 deles foram pagos antes do final da temporada de 2012/13, o milhão restante em Outubro de 2013.

    Mas n'O Jogo, alguém não soube ler o que estava escrito no relatório e saiu-se com esta:

    "Rojo afinal custou 5,4 milhões
    Publicado em 07 set 2013 às 20:02

    O fundo Doyen Sports Investments entrou com três milhões, mas os leões pagaram bem mais do que o milhão de euros anunciado na altura da contratação.

    A aquisição de Marcos Rojo custou mais 1,4 milhões que o milhão de euros anunciado na altura da contratação. De acordo com a informação divulgada no relatório de contas do último exercício, o valor global da aquisição do defesa ao Spartak de Moscovo chegou aos 5,4 milhões de euros, três dos quais avançados pelo Doyen Sports Investments, um fundo de investimento que detém, assim, 75% dos direitos económicos do internacional argentino.

    Mais, o Sporting terá de entregar mais um milhão de euros ao Doyen no mês de outubro, a troco de mais 25% dos direitos económicos.

    http://www.ojogo.pt/Futebol/1a_liga/Sporting/interior.aspx?content_id=3408645



    Bruno de Carvalho confirmou o que vinha no R&C ao desmentir já tal opção de compra:

    "É falso que o Sporting poderia ter recomprado o resto do passe do Rojo. Só em setembro de 2015 será possível."

    A acrescentou que o Spartak de Moscovo tem direito a 20% das mais-valias da venda de Rojo.

    Fica a pergunta: em caso de venda do Rojo, quem é que paga as mais-valias?

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  14. Actualmente (e isto já acontece desde há vários anos) os jogadores são demasiado protegidos, assinam hoje contrato por 4 anos p.e., e se porventura fazem uma época sensacional desrespeitam o clube ou recusando-se a treinar, ou "desaparecendo" tudo porque supostamente recebem propostas muito melhores. E quem defende o clube nestes casos? Sabemos que a FIFA condena o aliciamento de jogadores com contrato, ora como é que um jogador pode dizer que se recusa a treinar porque o clube Y lhe oferece 3x mais? Só se o clube interessado fez uma proposta ou sondou o próprio jogador sem antes chegar a acordo com o clube actual do jogador, é o que aconteceu com o Dier e não vejo ninguém referir o aliciamento do Tottenham. A FIFA ou UEFA deveriam estabelecer medidas a quem apresente este tipo de comportamentos, multe-se o jogador, o agente ou o clube comprador, mas multe-se realmente seja em $$$, retire-se as insígnias da FIFA ao agente ou proíba-se o jogador de se transferir enquanto não respeite o clube detentor do passe.

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  15. Boa tarde Mauro,

    Gosto muito dos teus artigos mas desta vez estiveste mal no seguinte parágrafo:

    De referir ainda que em Outubro último a SAD dos leões teve oportunidade de reaver mais 25% dos direitos económicos do atleta, por sensivelmente 1.5M €, optando por não accionar tal cláusula de opção e, consequentemente, vendo-se agora agrilhoados a uma posição negocial (demasiado) frágil. Uma decisão errada, a priori, e que agora, a posteriori, se revela ainda pior, principalmente quando 3 meses depois, em Janeiro, se gastou 1M € na aquisição de Héldon, ao CS Marítimo.

    Pois seguiste-te por fontes que não o Sporting Clube de Portugal, penso que já o devias ter retirado do texto em cima.

    SL

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  16. Diogo akalince e Tywin Lannister,

    Antes de mais, importa que percebam que o post foi escrito muito antes da entrevista e, portanto, sem conhecimento da informação adicional que o Presidente Bruno de Carvalho prestou, na Sporting TV. Dito isto, como devem imaginar, segui-me por aquelas que julguei serem as mais fiáveis, tanto relativamente a Marcos Rojo como a Islam Slimani.

    Tywin Lannister, lembro-me de ler esse relatório & Cotas, de onde, aliás, retirámos os 5.4M € do valor total da transferência, divididos em 2.4M € correspondentes a 25% adquiridos pela Sporting, SAD, e 3M € correspondentes a 75% detids pela Doyen Sports. Confesso não e ter apercebido dessa rasteira do 1M €, honestamente. Erro meu, do qual só posso pedir desculpa.

    De resto, e quanto à sua pertinente pergunta: a Doyen Sports está contratualizada com o Sporting CP, e o Sporting CP está contratualizado com o FC Spartak de Moscovo (na tal cláusula de mais-valias de futura transferência, que eu também desconhecia), portanto, quaisquer ressarcimentos dessa cláusula ao Clube russo terá que sair dos bolsos da SAD do Sporting CP. O que, em termos práticos, equivale a dizer que numa transferência de montante total de 20M €, o Sporting CP terá que entregar 4M € dessas mais-valias aos russos. E ainda mais o tal 1M € de bónus de transferência. Ou seja, o Sporting CP vê 0€ desta transferência, por estes montantes.

    Hugo,

    Essa regra existe, de facto, mas é facilmente contornável, pois só se sustenta em propostas formais. Isto é, os Clubes poderão sempre fazer os denominados "contactos exploratórios" onde negoceiam informalmente, propondo igualmente de forma informal os tais contratos de vencimento. E perante isto, a FIFA ou a UEFA pouco ou nada poderão fazer, pois a lei é omissa quanto a isto.

    Vicissitudes de um futebol "moderno" mas obscuro...

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  17. Hugo Ramos,

    O que disse no meu comentário acima, especificamente nos primeiro e segundo parágrafos, vale igualmente p+ara si

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  18. Mangala tinha cláusula de 50M.
    Segundo o que foi oficializado, o City pagou 40M e o FCP, que detinha 56.67%, recebeu 30.5M.

    Portanto das duas uma,
    ou o City mentiu e pagou, com enorme magnanimidade, cerca de 53M (acima da cláusula, porque a sua bondade não conhecerá limites).
    ou então o grupo Doyen, que detinha 33.33% do passe do elaquim, na sua eterna sabedoria, decidiu fazer uma demonstração de benevolência e abdicar do valor a que tinha direito em prol dos interesses do FCP.
    ("O Observador questionou a Doyen Sports acerca da verba que auferiu com a transferência do internacional gaulês para o Manchester City, mas não obteve qualquer resposta até ao momento." http://observador.pt/2014/08/12/porto-recebeu-mais-que-devia-por-mangala/ )

    juntando-se isto à questão dos 20M que custaria o brahimi ao Sporting e aos 6.5M que custou para o FCP (propostas feitas pelo grupo Doyen, segundo o último comunicado do Sporting à data), então só me resta concluir que cada vez percebo menos disto.

    PaulinhoCascavel

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