Próximo Jogo

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11/08/2014

Remates ao Lado: o que temos e o que podemos ter


Neste defeso, até agora, nenhum dos jogadores adquiridos ultrapassa a faixa etária dos 23 anos, à excepção do avançado japonês Junya Tanaka (a notar: Jonathan Silva - 20 anos, completados recentemente, Ramy Rabia - 21 anos, completados recentemente, Paulo Oliveira - 22 anos, Naby Sarr - completa 21 anos no próximo dia 13 de Agosto, André Geraldes - 23 anos, Oriol Rosell - 22 anos, completados recentemente, Simeon Slavchev - completa 21 anos no próximo dia 25 de Setembro, Ryan Gauld - 18 anos, Junya Tanaka - 27 anos, completados recentemente). No total, o Sporting CP terá despendido já cerca de 14M € (valor total de acordo com os montantes avançados pela comunicação social para cada um dos jogadores).

Desde logo, fica-se com a ideia vincada de que a estratégia seguida neste Mercado de Transferências de Verão teve bem mais premente o reforço a médio/longo-prazo do que propriamente o reforço imediato da equipa. Fácil será constatar que, destas 9 aquisições, por ora apenas Jonathan Silva e Oriol Rosell dão perspectivas de fiabilidade na substituição directa de cada um dos titulares das respectivas posições, no caso, Jefferson - lateral-esquerdo e William Carvalho - trinco/médio-defensivo. Ora, face às declarações do final da época passada, pelo Presidente Bruno de Carvalho, em entrevista à TVI 24, e já deste início de época, aquando do sorteio da Primeira Liga, pelo Director Desportivo Augusto Inácio, há aqui uma incoerência gritante.

Não bastasse já a constatação supracitada do meu 1º parágrafo, com todas as virtudes e desvantagens adjacentes à notória juventude do plantel - mais visível ainda nos jogadores que constituirão a chamada 2ª linha do plantel, constata-se que nenhum dos reforços conseguiu entrar, directa ou progressivamente, naquele que consensualmente (ainda que com diferenças de opinião) poderemos dizer que será o 11 titular da equipa.

O 11 apresentado à esquerda é apenas o 11-tipo de 2013/14, que decidi adicionar aqui simplesmente para melhor se ter a ideia do que foi o nosso 11 na época transacta e do que poderá vir a ser em 2014/15. Quantas modificações conseguem vislumbrar, de Leonardo Jardim para Marco Silva? E dessas, quantas incluem reforços (dos já contratados)? Pois...

Por fim, o que já era notório na época transacta: a falta de qualidade (individual e colectiva) nas alas do ataque. O Sporting CP contou com André Carrillo e Wilson Eduardo (numa primeira fase) em 2013/14, Diego Capel acabou por ganhar o lugar ao português, Carlos Mané acabou também por merecer o seu espaço (embora que nem sempre na ala), Héldon e Shikabala chegaram em Janeiro e pouco jogaram, principalmente o criativo egípcio. Para esta época de 2014/15, Wilson Eduardo já saiu, para a Croácia, numa opção que o próprio confirmou ser só dele - Marco Silva contava com ele, e eu só posso anuir que, face às opções disponíveis, por ora, seria um potencial titular, juntamente com o peruano André Carrillo, que permanece, juntamente com Héldon, Carlos Mané, Diego Capel e Shikabala.

Se relativamente a Carlos Mané e Shikabala tenho muitas dúvidas quanto ao que poderão render nas alas - considero que, pelo repentismo e imprevisibilidade, podem render mais ao meio, embora reconheça que no sistema táctico habitual (4-3-3) as tarefas defensivas lhes limite o pendor ofensivo -, já de Héldon e Capel não há muito que esperar. O primeiro mais em velocidade e o segundo mais em transporte, são jogadores cuja visão de jogo limitada (para não dizer pior) será um eterno contratempo para as ambições colectivas da equipa - e oxalá esteja eu redondamente errado. Sobra André Carrillo, que completou uma pré-época a muito bom nível, quer individual quer colectivamente, devolvendo novamente a esperança aos Sportinguistas e comprovando que é, indubitavelmente, o melhor extremo do Sporting CP, actualmente.

Daqui, uma só conclusão: precisamos de mais! Não mais opções, mas opções mais capazes. É verdade que temos Ousmane Dramé, Iuri Medeiros ou Daniel Podence na Equipa B, além do próprio Ricardo Esgaio, que parece contar mais para lateral-direito. Mesmo assim, precisamos de mais. Voltando atrás, escrevi eu "que já era notório na época transacta: a falta de qualidade (individual e colectiva) nas alas do ataque". Precisamos ainda de nos reforçar aqui...

Com Héldon e/ou Diego Capel possivelmente ainda em trânsito para outras paragens - a ver vamos - resta-nos esperar pacientemente que chegue alguém para o(s) seu(s) lugar(es). Repito: alguém mais capaz! Dir-me-ão, e concordo, que bons extremos não se compram por meia dúzia de trocos - salvo a expressão - mas não é menos verdade que o Sporting CP já gastou cerca de 14M € em contratações para 2014/15 e... nenhum extremo! Não me parece que seja dinheiro o obstáculo maior a ultrapassar mas, antes, a falta de visão de mercado (scouting e etc.) para que se encontre um negócio que junte viabilidade económica e mais-valia desportiva. Oxalá esse reforço chegue. E vingue. E nos torne uma equipa mais eficiente...

Esta é uma estratégia de mercado que compreendo, mas não é, de todo, infalível nem está longe de ser criticável - não foi por acaso que respondi que volto a não esperar mais que um 3º lugar no campeonato desta época (e julgo que o escrevi também aqui no SVPN), incidindo as minhas maiores expectativas nas Taças, de Portugal e da Liga, e não mais que uma honrosa participação na UEFA Champions League, possivelmente com "despromoção" para a UEFA Europa League, onde as nossas chances sobem exponencialmente. Isto dito logo após o término de 2013/14.

Porventura, o caso mais notório (e mais presente) da tal falibilidade da estratégia incidirá em André Geraldes. Jovem, português, chegado do CF "Os Belenenses", por montante na ordem dos 650 mil € (novamente, de acordo com o avançado na imprensa especializada), a intenção seria que constituísse alternativa séria e competente a Cédric Soares, o natural titular. Mas, eis que mês e meio de pré-temporada depois, o ex-belenense não conseguiu comprovar a confiança nele depositada e vê-se, agora, com o lugar ameaçado, face à ascensão de Ricardo Esgaio - que, honestamente, não gosto de ver jogar tão recuado, mas que de facto tem mostrado ser muito mais alternativa para o lugar que o seu concorrente (de qualquer modo, mantenho que acho que tem muito mais a emprestar à equipa mais adiantado, mais perto do centro nervoso do jogo, onde a sua imensa capacidade técnico-táctica poderia evidenciar-se mais). A velha história de termos melhor cá dentro nem sempre é verdade, mas neste caso é inegável. Mas mais houve no passado: Welder, Iván Piris, Gérson Magrão e Vítor são exemplos crassos de um scouting deficiente, ainda que facilmente emendável.

Não é que ache André Geraldes mau, de todo. Se o compararmos com alguns dos laterais que por cá passaram nos últimos 10 anos, facilmente chegamos a essa mesma conclusão. Mas, com 23 anos e a janela de oportunidade a encurtar-se cada vez mais, o ex-belenense terá muitas dificuldades em afirmar-se definitivamente, pelo menos ao nível que se espera de um jogador de um Clube como o Sporting Clube de Portugal. A André Geraldes, resta saber se Marco Silva conta, de facto, com Ricardo Esgaio, ou se este ainda será emprestado. E relativamente ao polivalente Esgaio, resta-lhe decidir se é preferível ficar, como alternativa ao(s) titular(es) ou se sai para jogar mais regularmente a um nível maior que aquele que encontrou nas duas últimas épocas ao serviço da Equipa B (o que contribuiu para a sua evolução mas que, neste momento, só é sinónimo de estagnação).

Não é derrotismo, nem crítica vã, e muito menos fácil. Trata-se da minha concepção de um projecto em que votei e que concebia uma concretização progressiva da (re)afirmação do Sporting Clube de Portugal como uma das maiores forças futebolísticas (e desportivas) portuguesas, à qual se seguiria a (re)afirmação europeia. Enveredar por atalhos arriscados e sinuosos ao fim de apenas uma época, por melhor que tenha corrido, relativamente às baixas expectativas e ao contexto da época imediatamente anterior, é um impulso que se deve inibir, sob pena de claudicar mais ainda as nossas hipóteses de o concretizar.

É óbvio que temos objectivos presentes, mas não podemos perder de vista o rumo que traçámos, nem guinar ou largar o leme porque, subitamente, nos iludimos com uma boa época passada. Uma pequena distração pode tornar inevitável um acidente de larga escala...
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22 comentários:

  1. Bom post MS.

    Eu continuo a defender o mesmo que durante a época passada. Independentemente da qualidade do modelo de jogo, a qualidade dos executantes é determinante para o sucesso de uma equipa. A qualidade paga-se caro pelo que não é fácil concretizar o desejo de todos em trazer pelo menos um jogador de características ofensivas de qualidade acima da média. A minha preocupação é o dinheiro gasto, ainda que reduzido, em jogadores que não trazem nada de novo ao plantel do Sporting, e como novo estou a incluir o facto de serem 2ª opções de qualidade. O Geraldes é um exemplo disso mesmo. Tendo Esgaio ou até mesmo Riquicho, o dinheiro gasto no lateral foi na minha opinião mal gasto. Assim como o dinheiro gasto em Heldon, em Janeira passado.

    Em suma, acho que a politica de contratações do Sporting deve mudar um pouco nestes pequenos pormenores. Se não há possibilidade de contratar mais valias também não nos podemos dar ao luxo de gastar dinheiro mal gasto. Há que analisar bem os reforços pretendidos e olhar para dentro antes de tomar a decisão de os contratar.

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  2. a aposta é claramente uma aposta imediata mas com efeitos retroactivos, ou seja, manteve-se uma base sólida da época passada e fortalece-se o plantel com jovens de qualidade a pensar nos próximos defesos não ter de haver muitas mexidas.

    Sem dúvida que os jogadores contratados vêm a equilibrar em qualidade o plantel, temos banco e muitas opções apesar de achar que falta ainda um extremo numa daquelas descobertas á Mauricio, Slim e Montero.

    Gostei particularmente de Carrillo, Adrien, Cédric e Jefferson nesta pré-época e dos novatos, Tanaka e Rosell.
    Geraldes penso que não é jogador para o Sporting B quanto mais para o A.

    Última nota para Heldon que tem tudo para ser um extremo desiquilibrador, mas claro, não é a jogar 10 minutos que poderá ser preponderante.

    Bom post MS

    SL

    PS: Esgaio tem de ser aposta para a lateral direita, seja na defesa ou no ataque

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  3. Mário Schmeichel,

    Quanto a André Geraldes não sou capaz de ser tão taxativo. Tem qualidades, estão lá, precisa é treiná-las e sobretudo mostrá-las, para lá da má pré-época que fez. Acho que uns joguinhos na B lhe iam fazer bem, já agora.

    Do Ricardo Esgaio, e eu próprio admito, é um gosto pessoal. Não gosto de o ver lá atrás, longe da decisão (embora a posição de lateral, hoje em dia, já é muito ofensiva). Acho que a médio-direito (não confundir com extremo) ou interior no meio-campo podia render mais, porque como disse tem uma visão de jogo e uma capacidade de decisão acima da média.

    E quanto ao Héldon, não acho anda que possa vir a ser o extremo que precisamos. Só tem velocidade e remate, falta-lhe tudo o resto...

    Quanto à aposta imediata, lá está, referes-te aos que já transitam da época passada para esta, e não aos que entraram agora. É notório que estes últimos não são (ainda) para uma aposta imediata, embora constituam o tal "bom banco" (não confundir com o Novo Banco ex-BES!)... Mas sim, concordo quando dizes que foram contratados «jovens de qualidade, a pensar nos próximos defesos não ter de haver muitas mexidas.». Veremos é se é isso mesmo ou se voltam à estaca-zero no próximo Verão.

    Abraço...

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  4. sim MS, a aposta imediata é naqueles que fazem o 11 inicial e que já cá estavam na temporada passada.
    Os retroactivos são os novos e promissores valores que foram contratados, Rosell, Jonathan, Gauld, Sarr, Slav, Rabia...

    abraço

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  5. Estes reforços são sem dúvida a pensar no futuro. Tanaka foi a excepção.
    O onze é o mesmo e o upgrade será um melhor banco apesar da juventude já citada no post.

    Como disse no post anterior, benfica parte para este campeonato forte (apesar das imensas saídas) e o porto parece-me na teoria o candidato com mais opções e melhor elenco.

    Veremos como Marco Silva vai trabalhar este plantel (dando de barato que não chega mais ninguém)

    AC1906

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  6. O nosso handicap parece-me que são as alas, apesar da boa pré-época de Carrillo julgo que é curto. Gostava de ver mais jogos de Dramé (julgava que este jogador fosse realizar a pré-época com a equipa A.

    Caso nao se contrate mais nenhum jogador gostaria de ver nos flancos - Carrillo e Esgaio.

    AC1906

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  7. Como é possível o presidente e director para o futebol não perceberem que a grande lacuna do ano anterior estar nas alas?
    Heldon, Capel, Shikabala… por amor de Deus!o próprio Mané que má pré tempprada!
    Kostic era uma esperança mas enfim… cara pelos vistos,.. mas e que tal tentar contratar alguém capaz para as alas?
    Sou sportinguista defensor de Bruno Carvalho, mas como responsável acho que falhou! mais digo que Augusto Inácio é também ele responsável.
    Espero que até dia 30 de Agosto alguém se lembre de retificar a situação pois com estes extremos não existe qualquer hipótese de sucesso!!!

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  8. em desacordo. nao é por uma ou duas contratacoes falhadas que esta direcao nao fez um bom trabalho, afinal de contas isto é futebol e é muito fácil criticar depois de ver o mal feito. este plantel fica mais forte que o do ano passado considerando ainda que Capel e Rojo deverao sair. só espero mesmo é que William fique. tendo em conta a nossa débil situacao financeira, só tenho mesmo de aplaudir todo o trabalho feito até agora. agora o sucesso dependerá e muito da mais valia que será o marco silva, e nao tanto o plantel, que em minha opiniao está mais forte que o do ano passado. e repito, contando com eventuais saidas de capel e rojo

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  9. Parabéns pelo excelente post. Penso que as contratações para este ano não foram muito bem pensadas, temoa Gauld que custou 3 milhoes na B, temos Slavchev que vai impedir a afirmação de Esgaio enquanto médio (para mim tem mais qualidade que o búlgaro), temos uma quantidade demasiado alta de centrais e a uma semana do inicio da competição ainda não resolvemos a nossa principal lacuna, que já vinha da época passada, que é só termos um extremo de jeito. Posto isto, e 14 milhoes de euros depois, acho que só se acertou no Rossel. e espero eu no Jonathan, o que revela que a politica de contratações seguida não foi a mais feliz, mesmo quando enquadrada numa ideia a longo prazo, por para o longo prazo também temos a nossa formação.

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  10. Rise2Glory11/8/14 20:59

    Boa noite,

    Concordo com grande parte deste post, é claro para todos que os reforços do sporting para esta época são uma aposta de futuro.
    Posto isto, na minha opinião, este sporting precisaria de reforços mais experientes e apostas no imediato, mesmo jogadores com alguma experiência de Champions, há muitos e baratos ao contrário do que muito boa gente possa pensar, não são é propriamente novos.
    Quanto aos extremos, continuo sem perceber a opção do próprio Wilson Eduardo, talvez pela concorrência? enfim...
    Vamos então a Geraldes... Para mim é uma contratação sem nexo, já que o corpo técnico do SCP tanto insiste em colocar o Esgaio a lateral, e na minha opinião mal pois é mais extremo que lateral, mesmo assim consegue ser melhor que Geraldes e mais alternativa a Cédric, evitava-se assim uma contratação.

    Boa noite.

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  11. Pouco há a dizer deste post. Como sempre tem a qualidade a que fui habituado. Extenso, bem escrito e acutilante. Como não posso acrescentar nada a um artigo tão profissional, dou a minha singela opinião.

    Aparentemente nenhum dos reforços parecem capazes de substituir com o mesmo nível de eficácia o 11 do ano passado, e não podemos esquecer que não há certezas absolutamente nenhumas se alguém preponderante do tal 11 titular sairá neste defeso.
    Partindo do princípio que nenhum desses jogadores “titulares” saia, julgo que será pacífico conceber que o plantal deste ano está mais forte e equilibrado - Rosell, João Mário e mesmo Slavshev ajudam a suportar esta ideia. Pois podem substituir os naturais titulares sem grande perda de qualidade. Sabemos que o búlgaro ainda pouco ou nada mostrou, mas se for motivado a perder alguns receios próprios deste novo desafio, pode e deve ser um “box to box” excelente. Não acredito que Balakov e o scouting se enganem redondamente sobre o valor deste miúdo. Bem sei que são vídeos e a liga búlgara é inferior, mas que raio, do que lhe vimos fazer nesses vídeos não é assim tão despiciendo…
    Por um lado também não esquecer que temos inúmeros casos de jogadores que na 1ª época “desiludem” e explodem na seguinte (William, Adrien, Rojo…). Não esquecer que o mesmo também foi válido em jogadores de Benfica e Porto. Assim, dependendo da sua adaptação à cultura, equipa e país, quer Gauld, Tanaka, Sarr e até mesmo Rabia, podem ser opções mais que válidas durante a época. Por outro lado, Carrillo parece apostado em crescer competitivamente.
    Mas antes de qualquer premissa, não adianta ignorar a nossa (in)capacidade em recrutar jogadores para um tecto salarial que raramente passa os 300 mil euros anuais. Esses jogadores que entram de caras no actual plantel custam muitos milhões.
    Portanto, penso que estamos melhor servidos em relação ao ano anterior. A direcção optou por esticar a corda… está a trabalhar para com que os jogadores acreditem nas suas reais capacidades pelo princípio da responsabilidade em representar um clube centenário e com uma história esmagadora. Aumentando o grau de exigência parece-me uma excelente (senão a única) estratégia de gestão dos activos. Fazendo-os acreditar que são capazes de fazer mais e melhor todos os dias da semana. Focalizar o interesse colectivo em detrimento do individual, incrementando o comprometimento para com a instituição. Daí que, caso passe despercebido pelo comum do adepto, casos recentes de jogadores com um vínculo emocional ténue com o clube sejam “despachados” pelo melhor negócio possível.
    Falta falar naqueles rapazes que estão a ser “assassinados”, tipo o Geraldes bem como no próprio treinador, Marco Silva. Mas quer num, quer no outro caso, eu dou o beneficio da dúvida.
    Assim sendo, eu acredito, e vocês?

    Cumprimentos
    Ruivox

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  12. AC 1906;

    Ousmane Dramé evidenciou de facto qualidades que o poderiam levar a ser "promovido" à principal equipa, nomeadamente a capacidade de finalização, mas julgo que o ter sido adaptado a avançado-centro, pela Equipa B, levou a(s) equipa(s) técnica(s) a querer cimentá-lo mais como extremo. Nesta perspectiva, achei estranho a não convocação para o jogo em Faro, sendo igualmente de notar que temos mais alguns bons alas na equipa B, como Daniel Podence ou Iuri Medeiros.

    O "problema" de ter André Carrillo e Ricardo Esgaio a jogarem simultaneamente, é que ambos estão mais rotinados a jogar do lado direito. Mas não seria, de todo, uma ideia para pôr de lado...

    Ludgero Bruno,

    Com certeza não terá sido por falta de cognição quanto à escassez de qualidade pelas alas. Se qualquer um de nós o constata, não seriam Bruno de Carvalho e Augusto Inácio que deixariam de o fazer. O problema estará, como disse no post, em unir mais-valia à capacidade financeira que tenhamos, o que per se já não é fácil torna-se mais difícil quanto mais qualidade se pretenda. Kostic é exemplo disso: a acreditar nas notícias, ofereceu-se um máximo de 5M € pelo atleta e, ainda assim, acabou vendido para outro Clube por 7M €, ou seja, a nossa capacidade financeira para atender a este problema específico é... limitada.

    De resto, rebatendo a sua consideração quanto ao sucesso da equipa com os extremos que temos (o que depende da sua acepção de sucesso), não sendo o ideal, têm capacidade ainda assim para serem e fazerem mais que o que têm apresentado.

    Ricardo David,

    Eu comentei a estratégia, não o rácio de sucesso da mesma. Como disse, ninguém "acerta" 100% em nada, ninguém é infalível nem ninguém é perfeito, por mais que o tente. Como disse o Honoris:Se não há possibilidade de contratar mais valias também não nos podemos dar ao luxo de gastar dinheiro mal gasto. Há que analisar bem os reforços pretendidos e olhar para dentro antes de tomar a decisão de os contratar. É tão simples quanto isto...

    Quanto a Diego Capel, a minha opinião está bem expressa no post acima, e por isso não me vou repetir mais senão dizendo que estou em completo desacordo com a importância que o Ricardo parece dar ao espanhol. Já quanto a Marcos Rojo, estou confiante que dificilmente sairá. Se sair, émais um revés no centro da defesa, depois da saída de Eric Dier - que tinha tudo para finalmente se afirmar este ano.

    Marco Silva tem boas ideias, conceptualmente falando, para o futebol da(s) sua(s) equipa(s), resta-lhe conseguir pô-las em prática. E aí, quanto maior fôr a qualidade que tenha ao dispôr mais o conseguirá fazer: uma equipa é mais que a soma de todas as individualidades, mas as individualidades têm em si mesmas uma importância superlativa.

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  13. Hugo Ferreira,

    Denoto que a sua ideia de "formação" no Sporting CP encaixa nos lugares-comuns das soluções para tudo. Não é verdade. Há espaço para todos, porque o critério final para que joguem ou não é só um: qualidade. Nenhum treinador ou director desportivo ou presidente barra a passagem a jogadores de qualidade, venham eles de onde vierem.

    Disto isto, quanto a Ryan Gauld, peço-lhe que leia posts anteriores meus, onde falo nessa temática. O facto de ter custado 3M € não lhe dá acesso imediato ao que quer que seja, por inerência. Como a nenhum outro jogador, já agora. E quanto a Simeon Slavchev, confesso que esperava mais dele. É certo que teve o azar de se lesionar numa altura crucial mas, ainda assim, demonstrou muito pouco. Precisa de muito trabalho, técnica e tacticamente. A ver vamos se com o tempo se vai afirmando:

    Outros Clubes compram jogadores num ano para os rentabilizarem no ano seguinte, ou dois ou mesmo 3 anos depois - acontece não raras vezes. Mas aqui no Sporting CP há sempre a ideia de que ou os jogadores rendem imediatamente ou... não prestam. Como deve imaginar, este extremar de considerações não é boa para ninguém.

    Quanto aos centrais: Maurício, Marcos Rojo, Naby Sarr e Paulo Oliveira (e ainda Ramy Rabia, mas Marco Silva parece contar com ele para trinco) na equipa principal, mais Tobias Figueiredo, Rúben Semedo, Nuno Reis, Sambinha e Hugo Sousa na Equipa B. São de facto centrais a mais, mesmo tendo em consideração que se trata de dois plantéis. Ainda assim, não tenho dúvidas que alguns destes ainda conhecerão outros destinos até final de Agosto. Nomeadamente, Nuno Reis, Rúben Semedo e (oxalá que não) Marcos Rojo.

    Abraço a todos, e obrigado pelos comentários.

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  14. Freddy Monteiro11/8/14 21:59

    Gostava de saber se a opiniao dos autores do SVPN ainda e a mesma quando afirmaram que foi um ERRO nao contratar o Anderson (Estoril) e o Candeias (Benfica).

    Por outro lado, gostavam de saber se mudaram de opiniao em relacao ao Paulo Oliveira e ao Slavchev, ja que quando foram anunciados foi aqui escrito que eram o Sporting acabava de contratar dois reforcos de PESO.

    No geral concordo com este post e discordo com a politica de contratacoes de este ano. De todos os que foram contratados so o Rosell e o Jonathan vinham. De resto era ir buscar um extremo (como aqui e apontado) e aproveitar o Joao Mario, Tobias Figueiredo, Semedo, Esgaio e Iuri.

    O Tanaka eventualmente, mas ha que ver o rapaz em accao em coisas a serio.

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  15. Freddy Monteiro,

    Em primeiro lugar, tais declarações não são da minha autoria, pelo que é no mínimo desajustado tecer tais considerações num post que é assinado por mim. Há que ter atenção a quem escreve, pois o SVPN não é um one-man-show como noutras paragens. Fica a dica...

    Mas já agora, posso dizer-lhe: Anderson tinha tudo para poder evoluir cá, quer fosse na Equipa B ou na Equipa A mas, agora, tendo renovado com Fabrice Fokobo e tendo contratado Oriol Rosell e Ramy Rabia, já não faz sentido. Mas fazia sentido quando o assunto foi discutido. Já quanto a Daniel Candeias, em comparação com Diego Capel, por exemplo, estará ao mesmo nível (que é pouco). Cruza melhor, vá...

    Quanto a Paulo Oliveira e Simeon Slavchev, a minha opinião é que têm qualidade mais que suficiente para singrar em Alvalade. Não imediatamente, mas no futuro. E volto a repetir o que disse ao Hugo Ferreira: Outros Clubes compram jogadores num ano para os rentabilizarem no ano seguinte, ou dois ou mesmo 3 anos depois - acontece não raras vezes. Mas aqui no Sporting CP há sempre a ideia de que ou os jogadores rendem imediatamente ou... não prestam. Como deve imaginar, este extremar de considerações não é boa para ninguém.

    Agora cabe-lhe a si entender... ou não.

    Quanto à estratégia de mercado, concordar ou discordar é a sua opinião. Eu compreendo esta estratégia, só não a percebo tendo em conta as declarações de todos os "chefes de estado" do Sporting CP, quer o Presidente Bruno de Carvalho, quer o Director Desportivo Augusto Inácio, quer o treinador Marco Silva. Não se deve dizer que se quer ser campeão e depois enveredar por estratégias de índole futura. Se se diz que se vai beber um café, não se vai antes ainda ter que plantar o café, salvo a analogia.

    Quanto aos jogadores que refere, Ricardo Esgaio, Tobias Figueiredo e Ricardo Esgaio parecem-me já preparados para o nível da equipa principal do Sporting CP. Já de Rúben Semedo e Iuri Medeiros não consigo dizer o mesmo - têm qualidade, de facto, mas não têm os níveis de competitividade ou sequer de concentração ou regularidade exibicional exigíveis. E quanto ao Junya Tanaka, parece-me muito parecido a Fredy Montero, na forma de jogar (o que não quer dizer que sejam iguais), menos técnico, embora tenha mais espontaneidade de remate.

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  16. Mauro Silva é verdade amigo! só achei desnecessário comprar tantos defesas, alguns sem qualidade ( Geraldes e Paulo Oliveira ) o futuro vai me dar razão amigo! quando na prata da casa tinhamos Esgaio e outros melhores… Heldon e Sikabala nunca não ver mais valias! será que todos os sportiguistas não veem isso, será que contratar menos e com uma boa prospecção não conseguíamos trazer 2 novos extremos capazes de colocar a bola no Slimani, Montero e Tanaka? eu vejo assim e talvez com o meu pessimismo até tenha um pouco de razão… deus queira que não pois o que quero mesmo é ver o nosso Sporting chegar bem longe!!!SL

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  17. Ludgero Bruno,

    Estimo em saber que vocês consegue taxar tão rapidamente os jogadores, o que é deveras extraordinário. À posteriori.

    Queria contratar menos jogadores, para contratar dois bons extremos. Pois bem, um Kostic custou 7M €, dois custariam... 14M €. E depois ainda precisaríamos de 1 trinco, de 2 centrais, de um lateral-direito e de um lateral-esquerdo, de 2 médios e de 1 avançado. É a tal história do cobertor que tapa de um lado para descobrir do outro...

    E como isto não é à vontade do freguês, como antes...

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  18. Post muito interessante, Mauro, como é já habitual.

    Há no entanto uma parte com a qual tenho uma ligeira discordância, e que penso ter sido de alguma forma ignorada, mesmo na discussão posterior ao post.

    Penso que a quase unânime falha do nosso plantel não poderá ser colmatada com (mais) uma incursão ao mercado. Por um lado, não temos capacidade financeira para contratar o extremo que realmente precisamos. Refiro-me especificamente à limitada capacidade salarial do Sporting actual. Para aqueles que contestam esta opinião, dêem-me um exemplo de uma clara mais-valia para extremo ao qual possamos pagar, com a actual política salarial. É simples, não há.

    Assim sendo, a alternativa é apostar em jovens de elevado potencial, com um salário mais à nossa medida. Neste contexto temos já alguns atletas bem interessantes. Falo de Mane, Dramé, Iuri, Gauld (poderá ser interessante na direita) e Gelson Martins (ignorado no post e nos comentários). Sendo assim, também não vale a pena ir ao mercado para ir buscar um jogador com este perfil.

    Torna-se para mim então claro, que em relação a entradas, o plantel está fechado. Salvo, claro está, em caso de saídas de jogadores chave.

    Um abraço e SL

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  19. Acostista11/8/14 23:36

    Antes de mais, um abraço ao Mauro - só não o fiz antes porque estive 4 dias nas montanhas. Deixo uma pitada na sequência do comentário do Diogre: aquilo que o Bruma fez o Gelson fará melhor. E mais não digo. Abraço a todos SL

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  20. Rise2Glory e Ruivox,

    Para não me repetir, leiam os comentários e as minhas respostas, que se enquadram precisamente no que vos iria dizer. Aliás, o Ruivox, que escreveu o comentário dele enquanto eu respondia a outros, acabou por dizer basicamente o mesmo que eu.

    Acostista,

    Devolvo-te o abraço. E desejo-te boas férias! :)

    Diogre,

    O Ruivox acabou por falar nisso também. Esqueci-me completamente de referir a questão do tecto salarial do Clube (coisa que julgo ter feito no post sobre a entrevista do Eric Dier), mas não deixa de ser verdade. Temos uma capacidade financeira limitadíssima, no que aos vencimentos concerne e, mais até que o valor dos passes dos atletas, essa é uma questão fulcral para conseguir atrair e cativar jogadores de maior valia!

    Quanto aos jovens - e sim, esqueci-me de Gelson Martins - pra mim a questão está na falta de preparamento deles para assumir já um papel de tamanha preponderância na equipa. Se não por factores desportivos, por factores de índole psico-social: a pressão e etc. E isto não serve só para eles mas também para nós, enquanto adeptos, treinadores de bancada, que tendemos a endeusar ou diabolizar jogadores com uma facilidade tremenda. E demasiadas vezes injusta...

    Por tudo isto, quanto a mim qualquer aposta mais ou menos recorrente nesses jogadores teria que ser enquadrada num plano de integração progressiva sustentada, para que se menorizassem quaisquer revezes e se potencializassem verdadeiramente. Ou seja, ainda que num âmbito de curto/médio-prazo não seriam, ou não serão, apostas de imediato. E para as faixas, afinal, é de apostas fiáveis, consistentes e eficientes que precisamos!...

    Grande abraço a todos.

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  21. As tão prometidas aquisições cirúrgicas, sendo elas no máximo 5 ou 6 jogadores...falharam!

    Em troca já se contrataram 9 jogadores esta época por cerca de 14M€, que bem investidos em 4 ou 5 bons jogadores para os lugares mais necessitados (DE, DC, 10 e EE ou ED), teriam completado o lote e teria-se certamente uma equipa mais equilibrada.

    Essas e outras promessas só serviram para ganhar as eleições.Agora, "navega-se à vista", demonstrando assim, uma impreparação gritante na gestão do quotidiano desportivo da SAD.

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  22. Anónimo,

    Como em todas as Direcções que eu me lembre ser empossadas, uma coisa era o projecto que tinham (se é que os tinham) e outra coisa era o que de facto faziam (ou não) depois de se sentarem no cadeirão.

    Quanto aos 9 jogadores por 14M € versus 4/5 bons jogadores para posições carenciadas, compreendo, mas... ainda assim, depois vinha o mesmo Anónimo dizer que "temos um 11 razoável mas não temos banco. BdC falhou nisso" porque, já sabemos, Anónimos como o senhor seguem religiosamente o mote do preso por ter cão, preso por não ter, porque faz parte da súbita capacidade crítica que apareceu quase por geração expontânea, de há cerca de 18 meses a esta parte.

    Não se melindre, (in)felizmente não é o único. E os "copy-pastes" que fazem em diversos blogs denunciam-no(s).

    Já que usou um termo (mais ou menos) náutico, até determinado ponto as Direcções tiham algum desgraçado que mandavam para o caralho (não leve a mal, procure no léxico náutico que há-de encontrar o significado) para que, mal vissem multidões no horizonte, fossem imediatamente fazer exactamente o que essas multidões exigiam, para que, quando o barco finalmente alcançasse a multidão, esta já estivesse devidamente amestrada. (In)felizmente, hoje não se governa assim. E a pessoas tendem a vitimizar-se...

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