Próximo Jogo

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21/05/2015

A comunicação e postura presidencial

No fim-de-semana passado os Sportinguistas foram confrontados com uma Conferência de Imprensa do Presidente do Sporting Clube de Portugal, Bruno de Carvalho, que durou uma hora, a exigir respeito e a responder aos jornalistas sobre as notícias que têm saído ultimamente com o intuito de o desestabilizar - não ao Clube mas a si próprio, ao ponto de se sentir vítima de tentativas de humilhação. Esta Conferência de Imprensa teve toda a media nacional presente, sendo que foi marcada de urgência após a antevisão de Marco Silva ao jogo com Sporting Clube de Braga.

O Presidente contra-atacou com os seus argumentos metafóricos algumas notícias, e entre eles foi deixando recados, mas não conseguiu fazer o que os Sportinguistas desejavam: trazer de volta a tranquilidade ao Clube. Por isso, a Conferência defraudou as expectativas dos adeptos, que esperavam uma resposta ao Xeque que a imprensa tem feito ao Sporting CP, anunciando, dois dias antes, que a ligação de Marco Silva ao Clube seria cessada no final da época e criando, assim, uma enorme turbulência no universo leonino pois, independentemente dessa decisão estar ou não tomada, não pode nunca o Sporting Clube de Portugal ir para uma final com um treinador "demitido".

A Conferência de Imprensa foi turva e, no que era essencial (terminar com a especulação), passou ao lado, para não dizer que piorou ainda mais a situação, visto ter afirmado que a época já estaria a ser preparada com os elementos da SAD, uma hora depois de Marco Silva dizer que não haviam reuniões ainda sobre a preparação da época.

A Comunicação do Sporting Clube de Portugal, após trocar de responsável (pela saída de Morgado Fernandes para a Associação Nacional de Farmácias), terá que fazer muito (mas muito) melhor do que fez este ano, mesmo tendo em conta que o Sporting CP tem, de momento (embora com funções repartidas), três empresas na assessoria de comunicação, a WL Partners, a YoungNetwork Group e a Quintela & Reis Consultores. O que constatamos é que são muito ineficazes, perante a péssima imprensa de que "brinda" o Clube e pela falta de controlo dos "furos" que vão saindo do Clube. Um dia, numa AG, ouvi Bruno de Carvalho dizer: «A comunicação é a arma mais forte do Séc. XXI». Concordo plenamente, sendo que também reconheço que essa é a sua principal pecha.

Bruno de Carvalho cometeu diversos erros comunicacionais, neste segundo ano de mandato, como por exemplo (e passo a enumerar):
  • A resposta a Manuel Fernandes, onde apelidou o ex-jogador vivo com mais golos pelo Clube de "pior funcionário da História do Clube" e quis sugerir algum sentimento de vingança por parte deste, devido ao despedimento colectivo onde o Capitão foi um dos visados. Isto porque este achava que a dupla de centrais do Sporting CP não tinha "classe", e o único que tinha esse pressuposto era Marcos Rojo , além de - considerava o eterno Capitão - o Sporting CP devia ter contratado de forma mais cirúgica, passo a expressão. O Presidente afirmou que, e cito, «vir atacar o Património do Sporting CP - que são os seus activos, os seus jogadores - terá no Presidente do Clube alguém que virá a público dizer que ele está absolutamente errado».

  • Meses depois, segue-se a crítica aos jogadores, no facebook, e apesar da confiança mútua que nos era possível constatar, seguiu-se uma resposta de três jogadores, Nani, Rui Patrício e Jefferson, que foram directamente para o Presidente.

  • Na especulação de mau ambiente, após a "polémica" criada pela própria imprensa em torno desta questão, Bruno de Carvalho decidiu convidar os três principais jornais desportivos (representados por António Magalhães [Record], José Manuel Delgado [A Bola] e José Manuel Ribeiro [O Jogo]), a participar no programa "A Hora do Presidente" na Sporting TV com a moderação do pivot da casa, Nuno Graça Dias. No entanto, contrariamente ao que foi publicitado e, certamente, esperado pelos convidados, o programa foi preenchido com tudo menos questões livres. O pivot condicionou sempre as questões e Bruno de Carvalho, com uma oratória bem preparada, conseguiu sempre divagar nas respostas alongando-se até ao ponto de a emissão ter ultrapassado o tempo de antena. No final "tirou o coelho da cartola" e tentou humilhar os jornalistas, confrontando-os com várias notícias que saíam nos jornais e que ele considerava ridículas e falsas.
Este é ponto essencial; foi aqui que começou este ataque cerrado à sua pessoa e à sua imagem pois, tal como José Sócrates, esqueceu-se que ninguém se pode meter com o sectarismo dos jornalistas. Por esta altura, o Sporting Clube de Portugal até tinha uma boa relação com o Record de António Magalhães, substituto de João Querido Manha - accionista numa empresa de exportação de cavalos, que conseguia manter mais destaques relativos do Sporting CP, nas primeiras páginas, do que a marca de destaque de tempos anteriores, aproveitando também a marca Nani, e o Clube saiu valorizado com isso. Falamos do jornal de maior influência entre os Sportinguistas. Seguiu-se então uma mudança na linha editorial do Record, com sucessivos e desmedidos ataques ao Sporting CP e, principalmente, ao seu Presidente. Nos demais jornais apenas se continuou o "trabalho" que já faziam antes.
  • No final do ano de 2014, segue-se mais uma "bomba" em Alvalade: o Treinador é demitido pelos jornais (sendo que o Clube reagiu com um blackout) e à "festa" juntou-se o ex-jogador do Sporting CP (não "glória leonina", como vi num programa de TV) José Eduardo, que surgia durante o "rebentamento da bomba", na TV, como alguém "conotado" com a Direção do Clube, dando primeiro o ponto da situação (que de facto existiam divergências entre Treinador e Presidente) e, depois, dando o ponto final no aeroporto de Lisboa, seguindo para as suas férias de Ano Novo, afirmando que Marco Silva não teria mais condições para ficar no Sporting CP, dando assim a extrema unção à ligação do Treinador com o Clube. No mesmo dia, José Eduardo havia escrito um artigo no jornal A Bola, onde atacava Marco Silva de forma directa, alegando que este estava ao serviço de algo que não o Sporting Clube de Portugal. José Eduardo que chegou a afirmar consonância das suas palavras com a Direcção do Clube e nunca foi desmentido mas, no mesmo dia que deu Marco Silva como "carta fora do baralho", minutos depois, o Presidente do Sporting CP, através de recurso ao teleponto, afirmava que Marco Silva era uma escolha sua e que ficaria no Clube, numa declaração à Sporting TV. Isto, antes de um jogo em Alvalade e após um ataque cerrado dos adeptos ao suposto despedimento de Marco Silva nas redes sociais. No jogo que se seguiu, a JuveLeo deu o mote, mostrando uma tarja que marcou o novo nome de José Eduardo no Universo Sportinguista - "Zé dos Tachos" - tornando-o numa espécie de "carneiro sacrificado" de toda a especulação que se gerou na altura.

  • O Sporting CP determina o fim do blackout após conseguir estabilizar a situação na Comunicação, contratando a empresa WL Partners para amenizar a situação (visto que o Clube estava envolto de uma especulação vergonhosa e sem qualquer respeito pela sua dimensão - era bombardeado com notícias de "bradar aos céus" todos os dias). A empresa chega e começa rapidamente a "esticar" os contactos, organizando um almoço com os jornalistas, em Alvalade, onde Bruno de Carvalho foi "fonte oficial do Clube" e respondeu a diversas questões. Seguiram-se posteriormente várias entrevistas de simpatia (julgo, pelo menos quatro, salvo erro) para travar a ofensiva que havia contra o Presidente do Sporting Clube de Portugal, até que, na última delas, na SIC, em pleno "Jornal da Noite" com Rodrigo Guedes de Carvalho, o experiente jornalista questiona Bruno de Carvalho se Marco Silva fica no Clube, independentemente de atingir ou não o 3.º lugar na Liga NOS (ainda em aberto na altura) e ganhar a Taça de Portugal (o Sporting CP ainda não era finalista), ao que Bruno de Carvalho, de forma inocente - diria eu, se esquivou da pergunta directa, o que permitiu o regresso da especulação até aos dias de hoje, afirmando que «enquanto profissionais, todos dependemos de cumprimento dos nossos objectivos».
Bruno de Carvalho tem que perceber que, em Comunicação, se devia matar a pergunta, dizendo que Marco Silva fica no Sporting CP e tem contrato por mais três épocas, sem qualquer medo de ficar preso às suas palavras (mesmo que depois o despedisse) pois, assim, acabou por prender o Clube a um ciclo vicioso de especulação diária que nada precisava e que deu jeito a outros Clubes, escamoteando muito do que neles se passava, porque o jornalismo que hoje vende é o sensacionalismo e tem de haver sempre especulação sobre um Clube dentro, desta nova matriz de "jornalismo". O Sporting Clube de Portugal, sem nenhum jornal "oficioso-oficial" acaba por ser a maior vítima.

O primeiro ano de Bruno de Carvalho correu bem na Comunicação , sendo que usou e abusou dela de tão bem que lhe corria. A estratégia foi perfeita: o Sporting CP iniciou-se por um ataque a Pinto da Costa - o que agradou à maioria da imprensa nacional - e deu "poder de fogo" ao Presidente. O problema é que, hoje, pelo bom trabalho realizado, tanto Bruno de Carvalho como o Sporting Clube de Portugal são temidos, o que não acontecia na altura. A atitude da imprensa foi mudando e o Presidente do Clube está a demonstrar grandes dificuldades em lidar com uma imprensa que lhe é manifestamente adversa e à qual terá de se adaptar o mais rapidamente possível, sob pena de ver queimado o capital construído pelo bom trabalho realizado desde que chegou - e isto interessa a muita gente. O próximo passo dos media será tentar fazer do próximo Treinador - se este sair - um "gémeo siamês" de Bruno de Carvalho, em caso de insucesso.
  • Postura Presidencial
Numa questão de adaptação, aconselho Bruno de Carvalho a optar por uma postura mais Presidencial pois, como afirmei acima, os tempos mudaram: o Presidente que se senta no banco e anda para todo o lado com as equipas , já viu invertida a imagem de "o rapaz que cumpre o sonho e está sempre perto para dar apoio" para "o desestabilizador que apenas procura protagonismo".

Parece-me nítido que o Presidente deve afastar-se do banco e ser mais distante do balneário, por vários motivos: primeiro, sei que a defesa desta situação passa muito pela estadia de Pinto da Costa no banco, na Era de José Maria Pedroto, mas as pessoas esquecem-se que não existiam várias câmaras, como hoje existem, e não havia o constante foco na cara e na reacção de Pinto da Costa, como hoje existe para Bruno de Carvalho, como se este fosse tão protagonista do jogo dentro das quatro linhas como o Treinador, e, depois, as situações de indisciplina, já assumidas por si mesmo, protagonizadas por jogadores como Jefferson, mostram que existe demasiada confiança entre jogadores e Presidente. Torna-se necessário reestabelecer rapidamente as hierarquias, porque um Presidente do Sporting CP tem de ser respeitado e tem de se dar ao respeito e, disciplinarmente falando, por vezes o distanciamento é melhor solução.

Se no ano passado os sportinguistas muito precisavam de sentir um Presidente sempre por perto, e que trouxesse também a aproximação dos jogadores aos sócios do Clube e demais adeptos, de modo a recuperar a confiança do Universo leonino no Clube - que vinha de uma época de ruínas, este ano há óbvias diferenças. Tudo deve ser ao seu tempo, e é tempo de Bruno de Carvalho se afastar, de modo a preservar e proteger a sua imagem - que é, de facto, como ele diz, vítima de um ataque cerrado.

O segredo não passará por ficar "mudo" mas sim em ser mais pontual nas suas intervenções (como, diga-se, tem feito ultimamente) e evitar algumas situações desnecessárias que lhe criaram (ou aumentaram) este problema, como a tentativa de humilhação aos três directores/subdirectores dos jornais desportivos e, antes ,tentar reunir os Sportinguistas com voz na praça pública, de modo a entenderem que o Sporting Clube de Portugal deve falar a uma só voz, coordenadamente como acontece nos outros Clubes pois, se os outros estão coordenados e nós não, então estamos de "chinelo" numa festa de Gala e acabaremos por ser os alvos do "gozo", mesmo que esteja alguém com as vestes ao contrário.
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15 comentários:

  1. 1 - resposta a Manuel Fernandes, onde apelidou o ex-jogador vivo com mais golos pelo Clube de "pior funcionário da História do Clube"

    É falso o que dizes, o que ele disse é que dizer que o jogo que o Sporting tinha acabado de fazer contra o Maribor era o pior jogo que o Sporting tinha feito na sua história era o mesmo que Bdc dizer que o MF era o pior funcionário de sempre do clube - Uma falácia. Mas pronto é o que pretendes entender e repetir até à exaustão pois daqui os anos só se lembram destes bitaites e nunca do que realmente foi dito.

    2 - AS critica aos jogadores no facebook não é bem como tu dizes ele afirmou que "não fomos dignos" incluindo-se a ele próprio nessa avaliação. Mas pronto é mais uma das interpretações de quem quer à viva força fazer os seus entendimentos.

    E pronto perdi a paciência para ler o resto do que escreveste. É preciso muita paciência para ver o que escreve quem não suporta o homem e vê um diabo na sua figura.

    TB não gosto da forma como ele faz algumas coisas e acho-o um bocado imaturo na comunicação, coisa que eu acho que ele irá melhorar com o tempo. Mas ao mesmo tempo tenho a honestidade de fazer uma boa avaliação do que já fez no Sporting e de lhe dar alguma margem de manobra para ser avaliado por aquilo que irá acontecer.

    E as coisas boas que ele já fez ultrapassam em muito as avaliações sobre a sua comunicação.

    SL

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  2. António Gomes,

    Lamento a sua interpretação , e acho que apenas tem essa reação por não ter lido o texto , senão teria naturalmente outra opinião.

    Em relação aos desmentidos , Manuel Fernandes disse que o "Maribor era a pior equipa da liga dos campeões" , Bruno disse o que disse , não estou a dizer nenhuma falsidade , até porque não acho que Bruno saiba brincar assim tanto com o Português de forma a eu não entender o que ele quer dizer.

    Eu disse criticou os jogadores , se depois existe algum pronome onde se inclui ainda bem , mas não deixou de criticar os jogadores no facebook.

    Depois as suas considerações sobre mim , vou ignorar.

    E acho sinceramente que lhe faltou mesmo ler o texto, SL.

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  3. Vou começar pelo fim, quanto à postura presidencial. Honestamente, preferiria que Bruno de Carvalho fosse mais "estadista" e menos adepto, embora compreenda que não é o sentar-se no banco técnico ou no camarote presidencial que mudaria nada. Mais que a postura, BdC tem o seu estilo-próprio, de que não abdica: o tal Presidente-Adepto.

    Como tal, o Presidente sabe (se não sabia, já teve tempo de aprender) que, mais que sublinhar-lhe as vantagens de tal estilo, a Sociedade em geral tende a exponenciar, sempre, as desvantagens. "Não são as 99 coisas bem feitas que valem, será sempre o único erro", embora - convenhamos - os erros de Bruno de Carvalho (comunicacionais, bem mais que no resto) vão-se acumulando.

    Quer-me parecer, por estes dois anos, que Bruno de Carvalho não liga patavina aos conselhos que com certeza a comunicação do Clube (toda ela) lhe tenta dar. É essa a ideia que tenho, de fora. A menos que todas as 3 empresas de comunicação sejam incompetentes, o que não é o caso: em âmbitos e funções diferentes, todas elas têm feito um trabalho razoável. A ineficácia de que fala só se pode prender com um vector. Está na altura de Bruno de Carvalho perceber que não é o Mundo todo que está em contra-mão na auto-estrada da comunicação...

    Quanto aos erros que elenca:

    1) A rábula do mal-entendido com Manuel Fernandes foi feita em negação: «O Manel dizer que o Maribor é a pior equipa da Champions é (um disparate tão grande) como eu dizer que o Manel foi o pior funcionário da História do Clube». O (meu) parêntesis não foi dito, mas subentendia-se.

    2) A seguinte rábula, relativa ao jogo em Guimarães, no qual «não fomos dignos da camisola», quanto a mim, só tem um falhanço: ser publicada naquela rede social. Tivesse o Presidente dito precisamente o mesmo entre-portas, no balneário, e ninguém o questionaria, até porque - convenhamos - aquele jogo foi vergonhoso, a todos os níveis, por culpa própria.

    3) "A Hora do Presidente" com os 3 directores (ou 2 directores e 1 subdirector) foi, esse sim, o epicentro da mudança de paradigma, quanto aos jornais desportivos. Aquele que até então era visto como o "Syriza do Futebol" (passo a expressão) passou, progressivamente, a ser visto como um "cancro" que tomou de assalto o Futebol Português, qual taliban! Falhou redondamente.

    (cont.)

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  4. (cont.)

    Todos sabemos que a imprensa, também pelo seu sectarismo específico, se rege não por si mesma mas por um conjunto de interesses e lobbies que vão muito para além da "mera" notícia e, por isso, a "batalha" contra a imprensa terá que ser sempre interna ("educando" os Sportinguistas a filtrar o que lêem e a perceber como é que as "notícias" são feitas, por exemplo), ao invés do confronto directo, sempre condenado a algo parecido como um desastre ferroviário.

    Os media podem e devem ser "usados" pelo Clube, para passar a mensagem que fôr necessária, e só se teria a ganhar com isso, em vez de comprar mais inimigos numa praça onde, segundo um estudo recente, apenas 20% da prole jornalística é Sportinguista e, mesmo esses, terão que obedecer a critérios e linhas editoriais que são - como sabemos - avessas ao Sporting Clube de Portugal.

    Quanto à quasi-demissão de MS, no epi-fenómeno de Dezembro, Bruno de Carvalho caiu no erro de pessoalizar a opinião pública em Zé Eduardo e Eduardo Barroso. Ainda hoje o Presidente carrega esse ónus, que ele próprio criou - sublinhe-se. Não sei se a demissão terá mesmo ocorrido (os relatos que tenho confirmam-no, mas...), em todo o caso, aquilo nunca poderia ter saído da Porta 10-A fora. E se saiu, há que encontrar os "bufos" (se já não encontraram) e responsabilizá-los por isso. Mesmo que, admitindo por hipótese académica, que MS foi, ele próprio, um deles...

    Em tudo o resto, pode contar comigo a seu lado nesta questão. O seu último parágrafo, com o qual concordo em pleno, demonstra uma "luta" minha, de há muitos mas muitos anos a esta parte. A este ponto, acho uma tarefa hercúlia demais, pois há muito quem confunda autofagia com sentido democrático.

    Mais um excelente post!

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  5. M1950,

    Não fiz nenhuma consideração sobre si. Se o entendeu fê-lo mal.

    Só afirmei que era falso o que dizia sobre a declaração de MF, como se pode ver na resposta mais completa feita pelo Mauro em comentário.

    De resto generalizo o ódio que vejo ao BdC nalgumas coisas que diz, mas na minha opinião não personalizo em sim. Repito, se o entendeu fê-lo mal.

    SL.

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  6. Mauro Silva , meu caro tenho pena de sintetizar a resposta à sua opinião pela riqueza de conteúdo que tem , mas a questão é que concordo absolutamente com tudo o diz.

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  7. António Gomes,

    O meu caro precipitou-se a categorizou apenas pelo que leu e já de soslaio para o texto. Que tem os erros na comunicação apontados , os devidos reparos , e não deixa de ter o conselho nem o sinalizar o bom trabalho feito. Compreendo que a extensão do texto seja pouco atrativa para os leitores , mas penso que valia a pena ler.

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  8. HerrFlick21/5/15 19:45

    Como disse no chat, é um excelente texto, muito bem argumentado. Desde logo, contextualiza muito bem o debate presente sobre a comunicação do Sporting e do presidente, em particular, documentando-o com os acontecimentos mais relevantes nessa área, durante este mandato.

    No meu caso, além disso, trouxe-me informação nova (sobre as empresas de comunicação ligadas ao clube, por exemplo) e também "insights" novos (sou dos que já usaram o exemplo do PdC para defender - ou pelo menos justificar - a presença do BdC no banco, sem equacionar, antes de ler este post, a abundância de câmaras apontadas ao banco que antes não existiam).

    De resto, interpretei alguns factos diferentemente do MM. Concordo com o Mauro, sobre o "caso Manuel Fernandes". Direi mais: nessa altura, o Bruno de Carvalho, mais tarde acusado de "atacar" o plantel, defendeu-o, sobretudo, contra a opinião de um sportinguista importante que o desvalorizava. É claro que, como sportinguista que sente os maus resultados do clube, compreendo que o MF tenha falado sob a mesma frustração que sentimos depois desse empate. Houve, parece-me, um grande equívoco entre ambos, presidente e "velha glória, bem resolvido mais tarde.

    Como o Mauro, creio, também acho legítima a crítica do presidente, após a derrota em Guimarães. Nem me incomoda que tivesse sido no Facebook que vejo como um canal de comunicação como outro, hoje em dia. Não creio que a crítica fosse dirigida ao plantel; parece-me que pretendeu atingir sobretudo o treinador, com a alusão ao "romantismo" e a uma certa indiferença às derrotas nas reacções públicas do treinador (sinceramente, já não me lembro se tudo isto estava na intervenção no Fb ou se foi acrescentado em comunicações posteriores).

    Mas estas interpretações divergentes são minudências relativamente a um texto que é uma excelente análise da actualidade do clube e, sobretudo, uma boa contribuição para o debate sobre a comunicação do presidente, elevando-o.

    um abraço!

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  9. Eu continuo a achar que se está a fazer uma tempestade num copo de água.não vejo até agora,motivos importantes para classificar de má ou menos boa a qualidade da "comunicação" que é atribuida ao presidente do sporting.
    Na minha opinião penso que num tão curto espaço de tempo,escrever textos acerca deste assunto,pode até levar algumas pessoas a pensar,que se a qualidade da comunicação fosse outra,não haveria certos problemas no sporting...talvez seja verdade ou talvez nem por isso.julgo que sobretudo não gostamos é forma e da utilização em "série" de muita metáfora por parte do BDC.eu tb não vou muito á "bola" com esse tipo de discurso,porque como a grande parte dos sportinguistas,aquilo que eu quero,é que sempre que o presidente do clube fale,seja para nos dar grandes notícias.contudo,tenho a certeza absoluta que a actual forma de comunicar faz parte de por um lado da personalidade própria do nosso presidente e aqui já sabemos que nem sempre "agradamos a gregos e troianos ao mesmo tempo",e por outro lado é a estratégia definida com objectivos que só mais tarde serão revelados.na verdade,nem sei como consegui escrever tanto acerca daquilo que considero um "não assunto"!relembro apenas que durante anos de anteriores direções,a comunicação era de tão grande "qualidade",que só após a chegada da actual direção,é que passamos a ter conhecimento daquilo que todos suspeitávamos...que o sporting esteve a "saque" durante largos anos...eu sou daqueles que achava que as anteriores direções pouco informavam os simpatizantes da realidade do clube,e agora há outros que acham excessiva e má a comunicação do actual presidente do sporting..lá está,é dificil agradar a todos.

    Anibal777

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  10. Boa noite, m1950, fazer qualquer tipo de comparação do nosso presidente com o preso nº44 é, em meu entender, exponenciar um aspecto, mesmo que seja negativo, para lá do limite do sensato. Depois, preferir uma mentira baseada no conceito que vigora no futebol "o que hoje é verdade, amanhã é mentira", como escreveu ser a sua preferência na resposta à questão sobre o futuro de Marco Silva, efectuada pelo jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho, é não compreender que, quem age dessa forma, pode mentir sobre qualquer coisa aos sócios e adeptos do Sporting, é trair a confiança que estes depositaram nele, Bruno de Carvalho, ao elegerem-no para presidente de uma instituição centenária, como é o Sporting Clube de Portugal, é ir contra os valores que forjaram este clube ecléctico, ímpar no panorama do desporto mundial. Depois, a explicação para o facto do presidente Bruno de Carvalho querer ir para o banco não pode estar relacionada com o desejo de aprendizagem em tudo o que envolve o jogo futebol, uma vez que ele é um verdadeiro apaixonado pelo futebol, tanto que tem o curso de treinador? Dito isto, o seu post revela interesse e conhecimento cronológico aprofundado da vida do clube, o que é sempre de saudar, porque não existem assim tantos sportinguistas quanto isso, verdadeiramente interessados no Sporting Clube de Portugal.

    Saudações leoninas,

    setaverde

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  11. Ora antes demais agradecer todos os comentários e opiniões mesmo as que divergem , porque enriquecem os meus argumentos qualquer contraditório que eu tenha capacidade para rebater.

    Quero dar a nota mais uma vez do meu estilo de escrita e aqui a resposta vai para todos.

    Notem que escrevi "erros de comunicação" , não critiquei propriamente as ações em si , pese embora tenha uma opinião mas a qual vou reservar para mim.

    O problema da comunicação não é o que os sportinguistas acham se fala muito ou pouco , a questão passa pela forma como a mensagem chega não apenas ao universo leonino mas o exterior visto que o clube vive numa competição com os outros 2 grandes do futebol português.

    Manuel Fernandes resolvia-se com uma chamada , pois é um homem humilde que entende as situações. A comunicação abriu o problema de "o Manel tem razão" "o Presidente tem razão" , num clube divisionista como é o Sporting começou aqui o abrir da cratera que tirou certos seres debaixo da terra para a desestabilização e desunião do clube. Note-se que o erro começa numa comunicação de Bruno de Carvalho.

    O segundo foi os jogadores , numa contradição de uma memória de passarinho , criticou os jogadores de modo a mostrar que se assumem hoje responsabilidades. A comunicação social pegou e fez daquilo "uma guerra dos jogadores contra o Presidente" , e "Nani quer ir embora" , e o capitão "Patrício respondeu" e bla e bla bla. Isto são coisas que em nada contribuem para um clube que precisa de paz para crescer.

    Esta última para o setaverde , a comparação está na forma como Sócrates após um ataque aos jornalistas , passou a ser vítima de ódio e perseguição de jornalistas , basta nos lembrarmos do "jornal de sexta feira" de "Manuel" Moura Guedes. Bruno não devia ter montado uma armadilha aos jornalistas para depois em sua casa tenta-los humilhar , aqui começou o problema de que ele hoje se queixa.

    E como disse e bem o Mauro Silva , não é apenas a questão do sectarismo , isto porque os jornalistas não ganham muito , logo precisam de receber "subsídios" e abater o levantamento do Sporting Clube de Portugal interessa a muita gente.

    Bruno não percebeu que o clima na comunicação mudou , e tem dificuldade em lidar com esta que é manifestamente adversa ao contrário do que acontecia no ano passado , onde éramos apenas uns coitadinhos.

    Setaverde voltando a si quero dizer que não precisava sequer de ter mentido , mas era preferível , pois isto é que abriu o que o Sporting passa hoje pelos jornais , dizia que MS tem contrato por mais 3 anos e não é o jogo que define se fica ou não.

    Note que a comunicação começou por por um Xeque , que MS se perdesse a Taça saia , depois foi isto , "ganhando ou perdendo sai" , isto tudo por um "erro de comunicação".

    Um exemplo , o pavilhão do SCP nada tem haver com a Doyen , porque é um excesso do empréstimo pedido à banca para saldar dívida intra grupo , e do que era estimado o clube pagar à SAD , houve um excesso na previsão de 8,7M. E Bruno num dia acalorado como a chegada de Nani perante vários sportinguistas disse que o dinheiro de Rojo era para o Pavilhão , o que é absolutamente falso.

    Eu preferia mil vezes que matasse a questão do treinador mentido , porque tal como você diz no futebol o que hoje é verdade amanhã é mentira , e é um jogo de imponderáveis.

    Acredito que vai crescer mas por enquanto , de facto precisa de se resguardar.

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  12. Nuno Santos21/5/15 23:01

    Caro Sr. só por muita distracção ou desconhecimento da realidade do futebol português, alguém que se diz sportinguista pode de alguma forma vir hoje em dia defender qualquer orgão de comunicação social do nosso país.O que se está a passar em Portugal é uma tentativa clara de linchamento e desacreditação dum indivíduo que começou a sua história no futebol português, resolvendo ser sério, transparente e principalmente indo contra forças que dominam o futebol português há demasiados anos, como são o caso Dos aliados S.L.B e F.C.P., Liga Portuguesa de Futebol na qualidade do seu lider, empresários poderosos como é o caso de Jorge Mendes e por último os famosos fundos como a Doyen. Por último e não menos importante, luta contra uma comunicação social escrita e falada que tem sido fundamental para a tentativa das forças anteriormente enumeradas, de descridibilizar e aniquilar um presidente que vem determinado em mudar o futebol português e não só ,para melhor. Se verificar em todos os programas de debate desportivo estão sportinguistas conotados com a oposição ao Bruno de Carvalho. Manuel Fernandes tinha dois contratos que o faziam ser mais bem remunerado do que muitos jogadores do plantel principal, daí a sua "azia" sempre que falava no seu Sporting mas liderado por este presidente que lhe tirou o rico tacho, Pedro Sousa era no tempo de Godinho Lopes o mais bem pago director de informação em Portugal, tem neste momento um diferendo em tribunal com o seu Sporting Clube de Portugal e no programa onde é comentador só tem elogios para o rival Benfica e tudo o que o seu presidente faz, Rogério Alves mais comedido mas conotado com direcções anteriores que foram colocadas em tribunal por este presidente,assim como o triste Rui Oliveira e Costa, por fim resta o único defensor de Bruno Carvalho em programas desportivos Eduardo Barroso. Isto para não falar nos jornais diários que destilam diariamente ódio e mentiras em relação ao Sporting Clube de Portugal e principalmente o seu presidente sem sequer se dignarem em ouvir o contraditório.
    Dito isto e concluindo, não acha que é gente a mais do nosso clube para dizer mal e deitar abaixo? Deixem o Bruno de Carvalho trabalhar em paz que tenho a certeza absoluta que temos neste momento um homem à frente do nosso clube que coloca o Sporting acima de todas as coisas e até dele próprio. A única coisa que lhe falta para começar a ganhar o respeito dos restantes é obter títulos no futebol português a começar já pela Taça de Portugal...
    S.L.

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  13. Nuno Santos , penso que tem de ler o texto até ao fim , acho que em nenhum momento defendi órgãos de comunicação social.

    Ninguém ganha guerras à comunicação social pois é esta que faz a imagem das figuras públicas , é preciso saber lidar com ela , não combater , o Sporting que tem uma estrutura fraca de comunicação , sendo que os elementos que teem voz não são coordenados e por vezes são adversos à própria direção ao contrário do que acontece com os outros clubes terá de ter mais cuidado.

    Chama de ataque , o que eu chamo de reparo e conselho.

    As coisas que escreve tenho perfeita noção delas , e algumas estão mesmo escritas no pouco tempo em que sou escriba deste blogue e o que escreveu em relação à situação do SCP na comunicação social diria que em nada foge ou escapa ao meu pensamento.

    Digo que tendo em conta o estilo de escrita , podem perguntar sempre que não entenderem , e mais uma vez agradeço os vossos comentários.

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  14. João Fernandes24/5/15 02:51

    Este presidente vai ser o nosso funeral.
    Ao início ainda enganou mas agora está a revelar-se.

    SL

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  15. m1950

    A conferência de imprensa acaba por ser reveladora do labirinto em que Bruno de Carvalho se encontra. Poderá tê-lo sido de forma subliminar, mas esse labirinto esteve bem presente. Em parte para exorcizar fantasmas: Marco Silva, transferências e renovações de jogadores, patrocínios nas camisolas, naming da Academia, quadro financeiro, caso Doyen…

    O conflito que se encarrega de manter vivo com a imprensa é surpreendente. Notícias plantadas nos jornais são o pão nosso de cada dia no desporto ou na política. Para isso (também) o Sporting já vai na 3ª agência de comunicação. E o Sporting em diferentes momentos não se esquivou a plantar notícias, naturalmente. Está na memória de todos quando surgiam informaçõess sobre jogadores cujos processos de negociação para renovação contratual pareciam emperrar.

    Nas afirmações de BdC sobre Manuel Fernandes parece haver uma realidade incómoda: BdC convive mal com os símbolos desportivos do Sporting que, de algum modo, têm uma função de representação da identidade leonina.

    A questão da presença no banco por BdC foi sempre apresentada numa perspectiva pessoal, contactar em directo com o que se passa no campo. Isto é, não confia na opinião de Inácio ou do treinador.
    Falou-se muito da presença de Pinto da Costa no banco. Neste aspecto, proponho o exercício da analisar uma fotografia de PdC ao lado de Pedroto e verificar a cumplicidade que existia entre ambos. Olhe-se, depois, para BdC no banco do Sporting!

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