13/09/2016

Como se faz um Campeão?

Como se faz um Campeão?

À semelhança da época passada, a propaganda vermelha continua extremamente activa nesta nova temporada. Se há coisa que os nossos adversários já perceberam é que infelizmente em Portugal não basta ter um bom Treinador ou uma boa equipa para ser Campeão. Existem 3 factores para esse objectivo, sendo a sua conjugação determinante para grande parte dos títulos que fabricaram o palmarés futebolístico em Portugal. A ausência de 1 ou 2 desse factores tornará a conquista do título praticamente impossível.

Sim, é triste não ser apenas o Futebol jogado a determinar os Campeões, mas é esta a realidade suja e mentirosa do nosso Campeonato.

Vejamos quais são os factores a ter em conta:
  • 1º Factor - Qualidade da Equipa e Treinador:
Naturalmente, sem um Treinador competente e uma equipa com soluções e qualidade competitiva as coisas tornam-se mais difíceis. Uma das grandes formas de contornar os outros factores decisivos é ser muito superior em todos os campos, tornando mais difícil a tarefa daqueles que tentam adulterar a verdade desportiva. Como se costuma dizer em outras modalidades, impondo a qualidade e eficácia deixamos de estar “nas mãos dos juízes”. É claro que há excepções, pois os outros factores para determinar o Campeão podem ser tão fortes que até uma equipa de caceteiros pode ser Campeã (basta lembrar o exemplo do Boavista FC e a protecção inacreditável que teve em 2000/2001, por parte dos árbitros).

É neste capitulo que o novo Sporting Clube de Portugal tem feito muito do seu trabalho. Se por um lado é motivo de orgulho para os Sportinguistas sentir que o Clube aposta no factor mais puro, verdadeiro e bonito do Futebol (o factor pelo qual os verdadeiros Campeões deviam ser coroados), por outro é muito desmotivador perceber que isso poderá ser insuficiente num Campeonato onde os jogos fora das quatro linhas continuam a ter um peso decisivo.

Perante a evidência histórica que a qualidade desportiva é muitas vezes subjugada por outros factores externos, coloca-se muitas vezes a questão: será que também nós deveríamos entrar nesses expedientes, usando todos os meios para atingir o objectivo final?

Continuo achar que não vale tudo, que os títulos forjados não têm sumo, que nunca os conseguiria gabar ou exibir orgulhosamente. Para mim seriam mesmo uma mancha. Sempre ouvi dizer que o Sporting CP é um Clube diferente mas, apesar de soar bem esse epíteto, acho que nem sempre é utilizado de forma correcta.

Ser diferente não quer dizer que possamos ser os “betinhos” de serviço - que não reagem, gritam ou dão murros na mesa. Parece que esse “ser diferente” era uma espécie de consolação perante a incapacidade do Sporting CP se superiorizar num Futebol português onde reina a “trafulhice”. É engraçado mas sinto que essa afirmação de diferença faz mais sentido do que nunca. Agora sim, com mais de 40 mil pessoas em Alvalade em todos os jogos, mesmo depois de 14 anos sem vencer o Campeonato, podemos dizer que somos diferentes. Somos diferentes porque vivemos com entusiasmo puro a nossa equipa, somos diferentes porque temos a lucidez de nos mantermos fiéis e não sentir a vergonha de ser um Campeão mentiroso e forjado, que não olha a meios. Nisso somos diferentes. Espero que continuemos a ser, mesmo depois de ganhar.
  • 2 Factor - Árbitros e Órgãos de Disciplina:
Enquanto não forem introduzidas definitivamente as novas tecnologias no Futebol (bandeira do Sporting CP e do nosso Presidente), haverá sempre espaço para o erro e influência directa no resultado desportivo. Por uma expulsão, um golo mal anulado ou um penalty se decidem jogos e, por consequência, Campeonatos.

Não está em causa a possibilidade do erro, ou dificuldade da análise, mas sim a intencionalidade e influência na tomada de decisões. A isto acrescenta-se um processo de nomeações de árbitros que vão para além do bom senso, decisões do Conselho de Disciplina com base em pressões e canais de propaganda, ou o sistema corrupto de interesses por detrás da avaliação dos árbitros (como promoções/despromoções e dinheiro à mistura).

Basta ouvir a conversa entre adeptos do Sporting CP, FC Porto e SL Benfica para perceber quem foi exercendo mais poder neste sector.

Diz o adepto do FC Porto para o adepto do SL Benfica:
Na altura do regime vocês andaram durante anos a fio a ganhar por decreto. Agora voltámos à mesma coisa, com o colinho constante, os vouchers, o Vitor Pereira e os seus Paixões, Ferreiras, Gomes, Capelas, Motas, Batistas, etc…
Responde o adepto do SL Benfica:
Já te esqueceste do apito dourado? Das escutas telefónicas? Da fruta? Dos encontros secretos com os árbitros?
Falta a intervenção do adepto do Sporting CP? Não, não falta, ele simplesmente fica calado, revelando no seu silêncio uma boa parte da história do Futebol português.

A verdade é dura e simples, SL Benfica e FC Porto repartiram entre si o poder, a influência e a manobra da arbitragem em Portugal, com a extensão ao respectivos órgãos disciplinares.

Se em determinado momento o FC Porto parecia ter o controlo total e absoluto, levando inclusivamente a um insurgimento feroz e constante do actual Presidente do SL Benfica (facto amplamente documentado), agora vemos um apito em tons avermelhados, levando naturalmente a uma mudança de postura dos seu dirigentes, mais silenciosos e satisfeitos com a novas cores que invadiram os bastidores do nosso Futebol. Ainda assim, quem ouse ir contra este poder é severamente castigado (vide Marco Ferreira e mais recentemente a "jarra" de Manuel Oliveira).

É muito difícil ganhar Campeonatos quando repetidamente e sem grande pudor se beneficia determinado Clube (no Campeonato de 2015/2016 o SL Benfica bate todos os recordes ao ter 12 jogos seguidos com erros graves a seu favor). É muito difícil ganhar Campeonatos quando nos momentos decisivos aparecem ajudas divinas a determinado Clube. Mesmo num Campeonato onde as coisas parecem estar mais equilibradas, nos momentos mais difíceis, com jogadores lesionados, jogadores castigados, com a sobrecarga de jogos, lá aparecem os anjos do apito a elevar quem precisa de um empurrão.

Naturalmente há quem veja com grande apreensão o sorteio dos árbitros, quem esteja em silêncio quanto às novas tecnologias…Não lhe interessa.

Neste segundo factor decisivo o Sporting CP está claramente em desvantagem. Não tem ajuda dos árbitros (historicamente é precisamente o contrário), não tem sorte nas nomeações, vê notas de árbitros ser tornadas públicas e em seu desfavor, está constantemente a ser castigado pelos órgãos de disciplina e não tem aliados que defendam os seus interesses (a verdade desportiva). De notar que o Sporting CP e os Sportinguistas não querem, nem nunca quiseram ser beneficiados, simplesmente não queremos ser prejudicados, enquanto vemos os outros no andor.
  • 3º Factor - Controlo da Comunicação Social:
Não devemos menosprezar em momento nenhum o poder e a influência que a Comunicação Social tem no fenómeno futebolístico.

A opinião gerada pelos canais de comunicação tem efectividade e carácter decisivo no plano desportivo, condicionado de forma indirecta resultados, ou de forma directa o normal funcionamento dos Clubes e a sua complexa gestão.

Se ao longo dos anos nos habituamos a ver uma Comunicação Social tendenciosa, parcial, servindo ideias comerciais mas, ainda assim, tentando não ultrapassar o limite que os definiria como jornais oficiais de Clube, agora todas as barreiras da vergonha e decoro foram ultrapassadas. A Comunicação Social desportiva deixou de ser um espaço para opiniões, mais ou menos parciais e apaixonadas, para se tornar num meio de propaganda, de propagação de mentiras, de agendas consertadas e/ou de interesses financeiros, sustentados por empresários e Clubes.

Para além de jornalistas, directores de jornais, comentadores, apresentadores escolhidos criteriosamente de acordo com a sua afiliação clubística, temos agora agentes/fontes/fábricas de mentiras e ou especulação com acesso directo aos canais de difusão. Já não existe o pudor de saber que a noticia é falsa, publica-se, já não há a vergonha de mentir descaradamente, publica-se, já não há a decência de confirmar a verdade, publica-se. Publica-se a mando, a soldo, alinhado com interesses de Clubes e com o objectivo de condicionar a opinião pública, e ou pressionar para tirar proveitos extra desportivos. Os exemplos são muitos e diversos:

- O endeusamento de treinadores e dirigentes, escondendo os seus esqueletos e manobras no mínimo duvidosas;
- A diabolização de treinadores (que antes eram endeusados) e dirigentes (menosprezando feitos históricos, o destaque internacional positivo e carregando apenas na tecla dos problemas e polémicas);
- A difusão de mentiras forjadas por blogues, redes sociais, sms ou e-mails;
- Permitir o direito ao esclarecimento e resposta antes de publicar apenas para um Clube, enquanto em outros casos primeiro aponta-se o dedo;
- O não destaque de investigações internacionais sérias que põem em causa negócios, dirigentes, Clubes e empresários;
- O não destaque ao papel que determinado Clube e o seu Presidente tem feito em termos nacionais e internacionais, para a defesa do Futebol e da sua transparência;
- A especulação de jogadores para baixar ou inflaccionar o preço e comissões associadas aos mesmos;
- O infindável número de contratações na calha, ou falha na contratação de jogadores que na verdade nunca interessaram (e que depois aparecem como vitórias de outro Clube);
- As polémicas e falso mau-estar constante de jogadores ou treinador de determinado Clube, abafando agressões e problemas reais de outro Clube;
- A promoção desmedida de certos jogadores versus o pouco destaque a jogadores com mais créditos e provas dadas;
- A escolha de comentadores e até de árbitros conhecidos pela sua paixão Clubista para dar opiniões sobre lances;
- O acusar constante de fomentar o clima de guerra a quem apenas se defende e denuncia a podridão (colocando tudo no mesmo saco);
- O eco dado à opinião de determinados dirigentes e comentadores associados a certo Clube versus o destaque dados aos outros;
- O abafar de queixas, denúncias de jogadores, dirigentes e árbitros que foram alvos de pressões e ou tentativas de corrupção;
- Etc, etc, etc…

Tudo isto contribui decisivamente para a criação de mitos, de “verdades” repetidas, para o condicionamento de equipas, jogadores e árbitros. Tudo isto contribui para o sucesso ou insucesso de negócios, na valorização e desvalorização de marcas, para a mobilização ou desmobilização de pessoas. Tudo isto contribui para a formação de opiniões sobre dirigentes, modelos e gestão e ou equipas técnicas.

Tudo isto é controlado com base nas agendas de Clubes, e em Portugal com base num Clube em particular. Não é difícil adivinhar quem seja…

Existe ainda um outro factor, mais recente, que pode igualmente ser adicionado - a relação com os outros Clubes. 

Temos vindo a assistir nos últimos tempos a “encontros” que vão para além da salutar competitividade que deve existir entre os Clubes. Apesar de terem sido postas em prática algumas regras, que tentam condicionar algumas manobras típicas do nosso Campeonato (ex.: tema dos emprestados e ou locais de realização dos jogos), temos vindo a assistir a aproximações, relações, favores, “fretes” e vassalagem entre diferentes Clubes portugueses.

Aqui o objectivo parece ser claro, em troca de dinheiro ou outro tipo de vantagem obscura, determinados Clubes estão dispostos a pôr em causa a verdade desportiva, não representado assim o opositor que deveriam ser, tornando-se presas fáceis e facilitando o caminho a quem não se importa de usar essas manobras para atingir um fim.

Exemplos como o Vitória FC [Setúbal] (que a precisar de pontos para não descer, abdica do calendário normal da competição, deixando o adversário descansar mais tempo), de Clubes da Madeira que utilizam instalações no Seixal para fazer estágios dos jogos no continente, de treinadores que afirmam não ser obrigatório ganhar a determinada equipa, de jogadores titulares indiscutíveis que estranhamente não são utilizados contra determinado Clube e na época a seguir estão com as cores desse mesmo Clube, de constantes auto-golos, de beberetes comemorativos entre Presidentes, de Clubes que se auto-sacrificam utilizando jogadores emprestados sabendo as sanções, ou até mesmo de jogadores de outras equipas “carregados” de dinheiro para ajudarem nos intentos de outro Clube. A promiscuidade tem sido total e a tendência parece ter vindo para ficar.

Por todos estes factores é fundamental que o Sporting Clube de Portugal, os seus dirigentes, os seus sócios e adeptos, continuem a denunciar todas as manobras sujas do Futebol português. Este é um dever dos Sportinguistas e a única forma de lutar por um futebol mais justo e transparente.

Não basta termos um grande Presidente, um grande Treinador, um grande plantel, uma massa adepta vibrante e entusiasmada, se o que vive à nossa volta fará tudo para nos prejudicar, para nos desestabilizar, condicionar ou abater.

Esta é uma guerra que todos temos de travar, em casa, no escritório, no café, nas redes sociais, nos blogues (que têm feito um trabalho tremendo), nos estádios, onde fôr. Só aí estaremos a defender plenamente o nosso Clube, o Futebol e a verdade que todos ambicionamos. Só assim conseguiremos desmontar a trapaça, a mentira e por consequência enfraquecer os nossos adversários. 

Só assim seremos Campeões!
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15 comentários:

  1. CÁ ESTAREMOS...
    CÁ ESTAREMOS...

    CÁ ESTAREMOS OUTRA VEZ...

    NO CAMPEONATO DA MENTIRA...
    O CAMPEONATO PORTUGUÊS...

    Até quando, senhores...? ...Até quando...???

    SAUDAÇÕES LEONINAS

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    1. Quando é que essa música surgiu?
      Cantei-a (aprendi-a) em Braga no nosso graande 4-0 que nos devia ter dado o campeonato, a chorar de raiva.
      No entanto nunca percebi quando surgiu...

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  2. Herr Flick13/9/16 15:21

    Parabéns, excelente radiografia do futebol português! Não querer compreender isto é pretender que se pode compreender o mundo com a cabeça enfiada num buraco.

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  3. Percebo a ideia de disputar o terreno fora do campo, e concordo com essa ideia.

    No entanto, importa termos consciência este ano, que o ano passado a nossa comunicação serviu, sobretudo, os interesses do slb, já que o ataque que fomos fazendo quando estávamos na mó de cima, serviu para unir um castelo que ruía jornada após jornada.

    Por isso, disputar o terreno claro, mas sem cópias; parece-me que temos de saber qual a hora de falar, e qual a hora de ficar calado. O ano passado faltou saber ficar calado, pois acredito que com o slb e fcp a caírem devíamos ter cavalgado essa onda, exaltando o nosso clube pela positiva.

    Veremos se aprendemos com os erros.

    Sl

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    1. Eu penso exactamente o contrário oh JVB... a comunicação na época passada foi a possível e teve muita influência em levar o desfecho mesmo até à última... no sentido em que ladrões não conseguem funcionar bem, se de todo, com holofotes apontados...

      Por isso assistiu-se a um colinho a diminuir e ao acabar com os roubos descarados ao Sporting apatir do jogo com a Académica em casa... passando o modus operandi para o compadrio e o abrir de pernas, e mesmo assim sem a caga leitorosa monumental que tiveram, o Merdefica não tinha ido lá, e eles sabem-no, por isso os actos de desespero das escutas no balneário dos adversários.

      Por isso a demonização do Presidente e o seu FB, que assumiu o papel de dar umas Saraivadas na podridão...

      É que as massas de qualquer clube tendem a branquear as coisas em seu favor mesmo que corruptas, é só dar-lhes algo ou alguém para odiarem e estão unidas (no FC Fruta do Porco da Costa foi Lisboa... a arder! )... com BdC ou sem BdC teria sido fácil fazer isto... no entanto a influência das massas em promover a corrupção é nula , são somente um escudo.

      Diferente das massas, os porcos corruptos e ladrões sabem que precisam da condescendência daqueles que roubam para completamente acalmar todo o panorama incluindo a máquina de corrupção... precisam de croquetes a fazer dormir as suas próprias massas, inerentemente antagonisticas aos outros..
      que sem isso pode funcionar muito mal e ver mesmo alguns ratos abandonar o navio com medo (crimes de corrupção são crimes... a PJ não pode dormir não importa quem)

      Pelo exposto tentou-se este ano a lei da rolha (que é inconstitucional)... mas espanto! isto sem colinho a diferença e as dificuldades são abismais, e quando a caga desaparece e as bolsas ao ferro aparecem (com o Setúbal em casa), o verniz estala!!...

      O venfica estilhaçou não só a lei da rolha que ele próprio subscreveu, mas como quase todos as normas de comportamento e disciplina.. e se o BdC tivesse feito o que o Rui Costa fez em Arouca nesta altura estava a ser irradiado (talvez não, só por ser presidente dum grande)

      HAJA VERGONHA!

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  4. Excelente análise, que de tão boa que é deixa muito pouco espaço ao comentário sem ser os sinceros parabéns.

    O pequeno acrescento que faria será eventualmente redundante com o comentário anterior, do JVB. Não achas que a política de comunicação do próprio Clube é também um factor importante? não terá sido determinante na época passada, porque permitiu uma motivação adicional à lampionagem?

    SL

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  5. Parece-me que esta nova época está marcada pelo investimento na qualidade da equipa e pela mudança no quadro comunicacional.

    O Presidente fez bem em se afastar de todo este ruído miserável de comentadores, jornalistas e afins que, de confusão em confusão, transformam derrotas em vitórias, pernetas em craques, negócios ruinosos em negócios de excelência.

    Prestando atenção à práxis dos nossos rivais verificamos que o futebol moderno está fortemente marcado pela "negociata" na qual agentes desportivos são agora "parceiros de negócio" e que quando o dinheiro começa a escassear os administradores da SAD ou fogem ou são alvos a disparar. Ora, parece-me que o Sporting neste aspecto está organizado e é competente, de tal forma que todo o combate "fora do campo" - de que nos fala o post - se pauta pela defesa intransigente da verdade, e isso deixa-me extremamente satisfeito.

    Um bem-haja a todos,
    Zeze77

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  6. julio silva13/9/16 19:15

    excelente analise parabens sr rodrigo

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  7. Já a época passada o SCP tinha a equipa com melhor qualidade em Portugal - se podia não a ter em termos de qualidade/quantidade de jogadores, tinha seguramente o melhor conjunto jogadores/treinador. E isso viu-se na qualidade futebolistica exibida pelo SCP nas ultimas 10 jornadas do campeonato e na supremacia esmagadora do SCP nos confrontos directos com os rivais.
    Se não ganhou na época passada - apesar da extraordinaria pontuação alcançada (86 pontos), foi em grande medida devido a esses factores que são referidos no "post" e que, na verdade, em muito condicionam a verdade desportiva.

    Quanto ao video-arbitro, não tenho muita fé neste sistema.
    Embora sirva para clarificar certas situações inequívocas, outras, menos claras, não irão ser resolvidas com a sua ajuda.
    Porque as imagens estão sujeitas a interpretação, e o que para uns é uma mão intencional para outros é mera bola na mão; e o que para uns se trata de uma agressão com os cotovelos para outros é apenas o natural movimento do corpo do atleta no momento de elevação - tivemos exemplos de situações idênticas a estas no último clássico SCP-FCP.

    No mais, saudar o autor do "post" e quem o convidou a participar, cujo texto vem enriquecer este blogue já de referência.

    SL

    Jarvalho.

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  8. Grande testo. Acho-o algo extenso, mas ainda assim muito bem explícito e de ideias bastante válidas e atuais. Parabéns!

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  9. Grande post. Este blog é dos mais atentos à vida do nosso clube. Sempre com notícias actualizadas e sobre as modalidades. Parabéns e muito obrigado.

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  10. Excelente e concordo em absoluto. Muito bom trabalho.
    partilhado no meu blogue!
    http://www.amorsporting.com/2016/09/como-se-faz-um-campeaosporting-visto.html
    SL

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  11. Há excelente análise acrescentaria um 4º Fator - Promiscuidade entre os Clubes e o Poder Politico. Se atendermos que que este último é transversal a todos os Setores da Sociedade Portuguesa e faz-se representar no Poder Local, Judicial, Financeiro, etc, observa-se o porquê de certas "janelas e portas" nunca se fecharem para alguns, permitindo assim a capitalização de "financiamento" suportado por capitais públicos e o acautelar do "pôr o pé em ramo verde".

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  12. O Sporting liderou durante 22 das 34 jornadas de 2015/16 (não lutava pelo título até à 34ª e última jornada há 7 anos, desde 2007), bateu o seu recorde de vitórias (27), de vitórias fora de casa (14), e de pontos (86), ganhou no confronto directo (“a duas mãos”) contra todos os 17 adversários, foi estatisticamente superior em todos os 34 jogos contra todos os 17 adversários (incluindo nas duas derrotas, contra o União da Madeira fora, esta com um golo irregular, no único remate direcionado à baliza de Patrício, e contra o SLB em casa, também no único remate direcionado à baliza de Patrício), teve 7 vitórias e 1 derrota nos 8 jogos contra os 5 primeiros classificados (SLB, FCP, SCB, e Arouca), teve o segundo melhor ataque (79 golos foram o melhor registo desde a época 1973/74), teve o melhor ataque fora de casa (40), teve a melhor defesa (21 golos sofridos, dos quais 9 ilegais!), teve a melhor defesa caseira (12 golos sofridos, 4 deles irregulares!), teve a melhor defesa fora de casa (9 golos sofridos, 5 deles irregulares!), teve o melhor guarda-redes (Rui Patrício eleito o melhor guardião do Campeonato de Portugal e do Campeonato da Europa), teve o maior número de golos em lances de bola parada (19, contra 15 do FCP e 14 do SLB), teve o maior número de penaltis sofridos dos 3 grandes (5 penaltis, 3 deles inexistentes, e 1 precedido de fora de jogo, contra 1 do SLB e 1 do FCP), apresentou o melhor futebol durante o maior número de jogos (reconhecido por quase todos os adversários, incluindo comentadores como Diamantino Miranda ou o presidente do FCP), teve o melhor treinador (Jorge Jesus subiu do 15º para o 10º lugar na lista anual dos “50 melhores treinadores do mundo” para a revista “Four Four Two”, 23 lugares à frente do Seleccionador Campeão da Europa, Fernando Santos, e 29 lugares à frente do treinador do SLB), teve o jogador mais vezes nomeado como “melhor em campo” para a bolha (Slimani, por 11 vezes “o melhor entre os melhores para a bolha”), teve o maior número de jogadores na equipa ideal da Liga para a UEFA (4; Rui Patrício, Adrien, João Mário e Slimani), teve os 4 jogadores mais valiosos da Liga em “valor de mercado” (William e João Mário avaliados em 30 milhões, Slimani em 22 milhões, e Adrien em 20 milhões, pelo sítio alemão transfermarkt), teve o maior número de convocados para o Europeu e para a Copa América (4+2), teve o maior número de campeões da Europa por Portugal (Patrício, William, Adrien e João Mário, todos titulares na final), mas não foi Campeão de Portugal (menos 2 pontos/1 empate), porque... o presidente e o JJ falaram demais!

    "Cá estaremos,
    cá estaremos
    Para o ano outra vez
    No campeonato da mentira
    O campeonato português"

    ResponderEliminar

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